Gilberto dos Santos Portugal se diz “difamado” pela divulgação de conteúdo de depoimento dado à Polícia Federal e ajuíza ação contra editor do Anticartel

O diretor operacional da Brazul Transporte de Veículos, Gilberto dos Santos Portugal, ajuizou nova queixa-crime contra a o editor do site Anticartel. A petição é chorosa, recheada de erros de informação e inverdades. Além de esconder a realidade dos fatos, visa fazer funcionar a máquina judicial a serviço de quem efetivamente está na mira da Justiça. Assinada pela mesma advogada que defende o executivo da Brazul na ação penal movida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), Maria Elizabeth Queijo (também aparece o nome do advogado Eduardo M. Zinger), a petição inicial beira ao amadorismo advocatício.


Dentre alguns outros termos, Portugal sente-se “difamado” com a correspondência eletrônica encaminhada, solicitando esclarecimentos a respeito da proposta feita a líder sindical, a qual consta em depoimentos dado à Polícia Federal, da qual o site Anticartel teve acesso com exclusividade. A petição considera a indagação como “grosseira” e de conteúdo “totalmente infundado”. Os “bachareis”  tentam enganar a Justiça ao atribuírem a chamada com matéria, numa demonstração de absoluto desconhecimento do processo jornalístico.

Na mesma peça, os “bachareis” informando que “vale ainda esclarecer que não é a primeira vez que a pessoa de Ivens Carús, titular do site Anticartel.com e detentor dos domícios virtuais Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. e Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. utiliza-se da indiscriminada propagação de ofensas para achincalhar a honra do querelante. Apenas para que se tenha ideia da prática reiterada, já foram ajuizadas, no passado, outras querelas na comarca do Rio de Janeiro, local onde era mantido um escritório da aludida sociedade”.

Faltou os “bachareis” informarem ao juízo, que Gilberto dos Santos Portugal “desistiu” da referida ação, na noite que antecedeu a audiência realizada na capital carioca. Da mesma forma, os “bachareis”, propositadamente, para enganar a Justiça, não informaram que outras ações ajuizadas naquele estado por Gilberto dos Santos Portugal, Brazul Transporte de Veículos  e Mário de Melo Galvão (também denunciado pelo Gaeco), foram rejeitadas pela Justiça Carioca, com parecer do Ministério Público.

De acordo com o juiz carioca Jorge Luiz Le Cocq D’Oliveira, na ação penal movida contra o site Anticartel por Brazul e Gilberto Portugal, “não se vislumbra no aludido documento, animus caluniandi ou diffamandi. Na própria exordial consta que o segundo querelante (Gilberto Portugal), na qualidade de diretor da primeira (Brazul), está sendo processado criminalmente, não lhe sendo imputada, na matéria dita ofensiva, a prática de delito de incêndio ou de qualquer outro. As expressões ali insertas, ainda que contundentes, configuram o chamado animus narrandi, a excluir o dolo exigido para o crime contra a honra. Em ambos, constata-se a ausência de justa causa para a demanda penal”... Rio de Janeiro, 18 de janeiro de 2011. Processo 0338470-73.2010.8.19.0001.

Sineas Rodrigues Lial, da (concorrente?) Tegma, é uma das testemunhas arroladas por Gilberto dos Santos Portugal, da Brazul.

A Justiça gaúcha ainda não decidiu se aceita ou não a denúncia.


Anticartel