As vítimas eram o sogro dele, de 75 anos, que é acamado, não falava e não enxergava, devido a consequências de um Acidente Vascular Cerebral (AVC), e outras três sobrinhas dele, sendo que uma delas é portadora de doença mental leve

 

Um homem de 58 anos foi preso suspeito de abusar de quatro pessoas da mesma família em Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. As vítimas eram o sogro dele, de 75 anos, que é acamado, não falava e não enxergava, devido a consequências de um Acidente Vascular Cerebral (AVC), e outras três sobrinhas dele, sendo que uma delas é portadora de doença mental leve. As investigações apontaram que D.V.C cometia os abusos há ao menos nove anos. Ao ser apresentado na tarde desta sexta-feira, ele negou os crimes. 

As primeiras denúncias sobre o caso aconteceram em 2010 por uma das vítimas. A jovem que é portadora de deficiência mental leve contou que era abusada sexualmente pelo tio em uma propriedade. “Ela foi atraída até o sítio do autor sob o pretexto de ajudar a tratar dos animais. Quando, na verdade, sofria diversos tipos de abusos sexuais, que forma presenciados pelo irmão menor da vítima, na época com 10 anos. Ele era obrigado a assistir e vigiar, sob ameaças do autor”, afirmou a delegada Ariadne Elloise Coelho, responsável pelo caso. 

No ano passado, o homem foi novamente denunciado. Desta vez, por suspeita de abusar do sogro, que necessitava de cuidados especiais dos familiares. “Durante um desses cuidados, que o autor ficou responsável por dar banho nele, ele aproveitou para estimular o órgão genital deste idoso, que foi encontrado pelos familiares com diversas lesões no pênis e muita dor”, disse a delegada. Exames realizados pela perícia médica constataram, segundo a Polícia Civil, chupões no pênis do idoso. A vítima já morreu.

Logo depois que o caso sobre este último abuso veio à tona, outras duas sobrinhas de D. procuraram a delegacia para também denunciar o tio. As garotas afirmaram, de acordo com a delegada, que foram abusadas na infância e na adolescência. Os crimes eram diversos, e iam desde toque nas partes íntimas a até sexo oral. 

Para a polícia, a suspeita é que os abusos aconteciam há anos. Também não é descartado que novas vítimas apareçam. “Desde o começo dos anos 2000 (que os abusos aconteciam). Os abusos contra as duas sobrinhas mais novas aconteceram antes de 2009, ainda na lei antiga. Eu não sei falar com vocês que tipo de desvio que é esse, mas ele é um doente sexual. Provavelmente fez várias outras vítimas”, disse a delegada. 

Ariadne faz um alerta aos pais e responsáveis para evitar e detectar este tipo de crime. “Os pais ou responsáveis legais devem estar atentos aos mínimos indícios, como mudanças de comportamento,  porque o perigo pode estar ao lado ou mesmo dentro de casa. O problema é que vivemos em uma sociedade hoje tão corrida e individualista que muitas vezes os pais não têm tempo para perceber essas coisas e conversar com os seus filhos”, completou. 

O homem vai responder por estupro de vulnerável, pena que vai de 8 a 15 anos, e também na lei antiga de estupro, pelo crime de atentado violento ao pudor, com pena mínima de seis anos. 

Defesa 

Durante a apresentação nessa sexta-feira, o homem negou os crimes. Segundo ele, em outras situações lesões parecidas a que o idoso sofreu já apareceram e que não foi responsável pelos machucados. Também se defendeu das acusações das sobrinhas, e negou os abusos.


Uai

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