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Alexandre Kalil (PHS) pode perder o cargo de prefeito de Belo Horizonte. A informação é do jornal O Globo. De acordo com o jornal, Kalil responde na Justiça por uma suposta doação de campanha considerada ilegal.

Quem estaria envolvido no esquema é Vittorio Medioli (PHS), prefeito de Betim, na Região Metropolitana da capital.

medioli kalil

De acordo com a denúncia, foi realizada uma simulação na venda de um apartamento de Alexandre Kalil para seus filhos. Na oportunidade, o negócio teria o objetivo de esconder uma doação empresarial recebida por aliados políticos. Esse tipo de doação é proibido pelo Supremo Tribunal Federal (STF) desde 2015.

De acordo com o Ministério Público (MP) Eleitoral, parte do imóvel onde Kalil mora foi vendido para seus filhos por R$ 2.231 milhões. No entanto, o valor da transação foi depositado pelo prefeito da capital em sua conta de campanha durante o pleito.

Passados alguns dias, os filhos de Kalil venderam outro imóvel para a empresa CPC Imóveis Conservadora Ltda. cujo um dos sócios é o prefeito de Betim.

Para Patrick Salgado, procurador regional eleitoral de Minas Gerais, a venda dos imóveis foi uma forma encontrada para que a empresa CPC enviasse recursos para a campanha de Kalil disfarçando uma doação empresarial.

Defesas contestam
O advogado de Alexandre Kalil está confiante na absolvição e afirma que não há problema algum na proximidade das datas realizadas nas vendas dos imóveis. “A Justiça trabalhou sob presunção”, disse.

Já a defesa de Medioli alega que o apartamento foi comprado pela Grupo Sada, pois, havia a necessidade de adquirir um imóvel que atendesse as demandas dos diretores que estão em viagem. Medioli ainda criticou a postura do MP de supor que houve “manobra”.

“Deixo claro que, ao contrário do que se cogita, não se trata de doação eleitoral física ou jurídica, mas, sim, da compra de um apartamento por parte de uma empresa do Grupo Sada”, disse ao O Globo.

Segundo O Globo, até o final de janeiro o Tribunal Regional de Minas Gerais (TRE-MG) apresentará as datas para alegações finais tanto da defesa quanto do MP. A sentença deve sair em fevereiro.


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