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Segundo o sindicato da categoria, cerca de dez pessoas foram agredidas. Procurada pelo jornal, a Polícia Militar ainda não se manifestou sobre a denúncia.

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Professores foram atingidos por balas de borracha em protesto na Grande BH, diz sindicato. (Foto: Gilson Carvalho/SindUTE/Divulgação)

 

Sindicato Único dos Trabalhadores de Minas Gerais (SindUTE-MG) divulgou nota nesta quarta-feira (28) repudiando a ação da Polícia Militar (PM) durante manifestação na rodovia Fernão Dias, em Igarapé, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

De acordo com a entidade, policiais usaram bombas de efeito moral para dispersar a passeata e pelo menos dez servidores foram agredidos e feridos por balas de borracha. Eles foram levados para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Igarapé.

Os professores da rede estadual de educação estão em greve desde o dia oito de março. De acordo com a categoria, o movimento começou porque o governo não cumpriu acordos assinados e o pagamento do piso salarial. Os servidores também pedem o fim do parcelamento dos salários e do 13º e um atendimento de qualidade pelo Instituto de Previdência dos Servidores do Estado de Minas Gerais (Ipsemg).

De acordo com o diretor estadual e coordenador do SindUTE em Betim, na Região Metropolitana, Luiz Fernando de Souza Oliveira, a passeata começou por volta das 8h desta sexta-feira.

“Cinco minutos depois que chegamos à rodovia Fernão Dias, os policiais começaram a jogar bombas, gás e balas de borracha. Eles sabiam do protesto, o trajeto. Nenhum deles veio até nós para pedir que saíssemos da pista. A ação foi absurda”, disse ele.

O diretor falou também que um boletim de ocorrência foi registrado na delegacia de Igarapé. O caso foi levado para a Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG).

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Bomba de efeito moral foi lançada durante protesto de professores em Igarapé. (Foto: Sind-UTE/Reprodução/Facebook)

Procurada pelo jornal, a Polícia Militar admitiu que houve ação da corporação para liberar a rodovia. Na noite desta quarta-feira (28), a PM em Igarapé informou por meio de nota que agiu de forma legítima, após o movimento mudar o trajeto informado e resistir em deixar a BR-381.

“Na marginal da BR-381, o caminhão do Movimento convergiu no sentido contrário do informado indo em direção ao leito da BR381, onde permaneceu na margem direita da rodovia. Neste instante, os manifestantes adentraram ao leito da BR-381 correndo e gritando, gerando sérios riscos de acidentes e, com isso, pararam por completo o trânsito na rodovia. Destaca-se que havia trânsito intenso, além de ser um trecho de elevada velocidade”, afirmou o quartel em nota.

Depois disso, segundo a PM, um dos manifestantes agrediu um militar, sendo detido. A corporação confirma que fez dois disparos de bala de borracha e usou duas granadas de gás lacrimogêneo para dispersar o grupo.

Sobre a greve, a Secretaria de Estado de Educação (SEE) disse que os reajustes salariais concedidos por esta gestão representam um aumento de 46,75% na remuneração dos professores e demais carreiras da rede estadual. Em relação à correção dos salários segundo o índice de reajuste do piso nacional, o governo está impedido de enviar o projeto de lei à ALMG em virtude de ter ultrapassado o limite prudencial de gasto com pessoal previsto na Lei de Responsabilidade Fiscal.




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