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Por Dr Paulo Marcos Mundim


TEM QUE LEMBRAR MESMO
Não é a notícia que a gente acorda num domingo e quer ver nos jornais. 
Mas até que enfim uma reportagem com abordagem humanizada sobre a catástrofe da DENGUE que assolou Minas Gerais. Aqui ela matou. E muito. E quem aí sabe a dor de uma MORTE EVITÁVEL?
Em um país sério não se morre por causa de um inseto. Mas aqui nessas “Rondônias rudes” um mosquito nos destrói. Mesmo a gente pagando impostos de gente grande ele nos destrói. Claro, as atenções do Poder Público, aqui, não são muito chegadas à palavra VIDA.
Em Betim foi pior. Para as autoridades políticas daqui, a culpa da epidemia foi do cidadão e de sua falta de educação ambiental. Quer dizer que minha avó de quase 90 anos, uma das milhares de vítimas, quase morreu por falta de educação ambiental?! Eu jamais engoliria essa. 
Isso mesmo, EM BETIM A CULPA FICOU SENDO DO POVO. E quem sentenciou isso foi a Prefeitura, que talvez tenha esquecido que a educação ambiental é também papel dela, assim como o trabalho de prevenção (capina, limpeza urbana etc). Essa Prefeitura que apontou o dedo para o povo tem agentes de combate a endemias que não ganham adicional de insalubridade nem EPI (equipamento de proteção individual). 
Essa Prefeitura, também, fez uso de borrifadores MANUAIS de fumacê, imaginando que iria cobrir 343km² de território, por onde o aedes egypti encontrou seu paraíso. 
Ante ao caos e as mortes, a Prefeitura de Betim simplesmente fez a egípcia, e sequer lamentou os óbitos. Eu não vi nenhuma nota de pesar das autoridades municipais.
EM BETIM NÃO HOUVE NENHUMA NOTA CURTA NOS JORNAIS.
Parabéns, Estado de Minas – o jornal, no caso.


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