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O homem sofreu duas paradas cardiorrespiratórias e foi reanimado antes de ser levado para o hospital. Durante a noite, ele acabou morrendo

 
Belo Horizonte ainda não tem regras para o uso das patinetes elétricas(foto: Jair Amaral/EM/D.A Press)

O homem que se feriu ao  sofrer uma queda quando utilizava uma patinete elétrica para se locomover pelo Centro de Belo Horizonte, morreu no Hospital João XXIII.  A vítima, segundo testemunhas, bateu com a cabeça. Enquanto era socorrido por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), ele sofreu duas paradas cardiorrespiratórias, e foi reanimado. Em seguida, foi encaminhado em estado grave para a unidade de saúde, onde não resistiu aos ferimentos. A morte acontece em meio a discussão na cidade sobre as regras para o uso do equipamento de transporte. A BHTrans prepara um conjunto de regras que enquadre e discipline o fenômeno das patinetes elétricas.

O acidente deste sábado aconteceu no início da tarde. Por volta das 12h30, o Samu foi acionado para atender a vítima, que tinha caído na Avenida Paraná. Testemunhas contaram aos socorristas que o homem, de 43 anos, tinha caído da patinete e batida a cabeça. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde (SMSA), o homem teve traumatismo cranioencefálico grave.

Durante o atendimento, teve duas paradas cardiorrespiratórias no local e foi reanimado. A vítima foi entubada e encaminhada para o Hospital João XXIII inconsciente. Na noite de sábado, o homem não resistiu aos ferimentos e morreu.

Nas redes sociais, parentes e amigos lamentaram a morte. A maioria dos comentários são de pessoas surpresas de como o homem perdeu a vida.


Falta de regras


Os acidentes com as patinetes, que cada vez mais vem se popularizando nas calçadas, praças, ruas e avenidas da capital, não são raros. No Hospital de Pronto-Socorro João XXII, foram mais de 80 feridos atendidos em decorrência do uso de patinete, patins e skate, com destaque para o primeiro.

Nas redes sociais, parentes e amigos lamentaram a morte. A maioria dos comentários são de pessoas surpresas de como o homem perdeu a vida.

 

A cidade ainda carece de regras para o uso do equipamento. Com a ausência de normas, a BHTrans está produzindo um projeto a ser submetido a consulta pública antes de virar decreto.

O objetivo é primeiro receber sugestões da sociedade, para depois providenciar a regulamentação efetiva. Mas o presidente da BHTrans, Célio Freitas, já adianta que itens como uso de capacete e a circulação nas calçadas precisam ser debatidos em conjunto com outras regras, como velocidade e região da cidade em que o patinete deve ser liberado.

Projeto vetado

Em 31 de julho, o projeto de lei que regulamenta os meios de transporte compartilhados em Belo Horizonte, como as patinetes elétricas e bicicletas, foi vetado pelo prefeito Alexandre Kalil (PSD). O administrador municipal alegou que a matéria é inconstitucional. Autor do projeto, o vereador Gabriel Azevedo (PHS) utilizou as redes sociais para criticar a ação do prefeito. Segundo o parlamentar, a cidade perde com o veto.





Uai