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Karen Andrade (*)

O termo Educação 4.0 já vem sendo discutido a partir da chamada Quarta Revolução Industrial ou Indústria 4.0, que começa a usar novos tipos de robôs, recursos da Internet das Coisas, da Inteligência Artificial e da Linguagem Computacional, tornando os ambientes de produção cada vez mais automatizados e fazendo com que os trabalhadores envolvidos em processos produtivos tenham cada vez mais o perfil de gerente de máquinas – e não mais o de operadores destas – e atuem de forma colaborativa.

Nosso cotidiano está cercado de inovações tecnológicas. A cada dia surgem novos gadgets (dispositivos eletrônicos portáteis) para nos auxiliar em alguma atividade, seja ela no trabalho, no cotidiano ou em novas aprendizagens. Partindo destas reflexões, como fica o papel da escola? Como preparar nossos alunos para esse novo mundo que se abre com a Indústria 4.0? Os educadores começam a tomar contato e a entender essas transformações, percebendo que a escola também precisa mudar. Mas por onde começar?

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*Por Rogério Cury
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Em 2018, o 8 de março – Dia Internacional da Mulher - ocorre em meio a um movimento global sem precedentes por direitos, igualdade e justiça. Nesses últimos anos, o assédio sexual e moral, violência e discriminação contra as mulheres capturaram as atenções e o discurso público, com crescente determinação em favor da mudança. Neste sentido, pessoas do mundo todo tem se mobilizado por um futuro mais igualitário, por meio de protestos e campanhas globais de valorização feminina.

Ainda que o Dia Internacional da Mulher seja sempre uma oportunidade para lembrar a necessidade de transformação dessas intenções em medidas concretas para a igualdade e consequentemente para o empoderamento das mulheres, é preciso ter em mente como prioridade o tratamento sobre as questões básicas daquilo que contribui para esse cenário, e que co­la­bo­ram pa­ra o al­to ín­di­ce do cri­me de fe­mi­ni­cí­dio.

Fe­mi­ni­cí­dio ou sim­ples­men­te ho­mi­cí­dio de mu­lhe­res, acontece quan­do o cri­me en­vol­ve dis­cri­mi­na­ção à con­di­ção de mu­lher e vi­o­lên­cia do­més­ti­ca e fa­mi­liar. Hu­mi­lha­ção e me­nos­pre­zo a sim­ples con­di­ção de ser mu­lher. In­fe­liz­men­te exis­te!

A lei 13.104/2015, al­te­ra o art. 121 do De­cre­to-Lei no 2.848, de 7 de de­zem­bro de 1940 – Có­di­go Pe­nal, pa­ra pre­ver o fe­mi­ni­cí­dio co­mo cir­cun­stân­cia qua­li­fi­ca­do­ra do cri­me de ho­mi­cí­dio, e o art. 1o da Lei no 8.072, de 25 de ju­lho de 1990, pa­ra in­clu­ir o fe­mi­ni­cí­dio no rol dos cri­mes he­di­on­dos.

A criação da Lei Maria da Penha, por exemplo, é bastante positiva à medida que traz luz e uma atenção especial acerca de uma problemática que, infelizmente, ainda é bastante comum, trazendo maior segurança e vigilância nos casos de violência doméstica e familiar. Evidente que ainda são necessários avanços e aprimoramentos

Mais do que física, a violência abrange abusos sexuais, psicológicos, morais e patrimoniais entre vítima e agressor – que não precisa, necessariamente, ser cônjuge, bastando que tenha algum tipo de relação afetiva.

Muitas de nossas diretrizes ainda são conseqüências de um caráter cultural ultrapassado, mantendo raízes que reforçavam a violência de gênero, a força masculina e a hierarquia patriarcal conservadora.

Ou seja, é necessário que se estabeleça de fato, uma 'luta' contra essa cultura, que tra­ta a mu­lher de forma equivocada, incluindo um incremento nos in­ves­ti­men­tos e po­lí­ti­cas públicas além de atualizações nas atuais leis protetivas à mulher, incluindo a disseminação de Leis e Projetos de Leis que visam o tratamento desses agressores e a diminuição ou o extermínio dos casos de reincidência da prática desses tipos de crimes.

Segundo últimos dados fornecidos pela Organização Mundial da Saúde a taxa de feminicídio no Brasil é de 4,8 para 100 mil mulheres. O Mapa da Violência sobre homicídios entre o público feminino mostrou que o número de assassinatos de mulheres negras ou pardas cresceu 54% nos últimos anos. O mapa traz ainda a informação de que o número de estupros ultrapassa 500 mil por ano; e nos casos de assassinatos, 55,3% foram cometidos no ambiente doméstico, sendo 33,2% dos assassinatos, cometidos por parceiros ou ex-parceiros.

Mesmo com a promoção de diversas campanhas, inclusive em esfera Federal, para o enfrentamento à violência contra as mulheres, como a Campanha Justiça pela Paz em Casa (que foi criada em 2015 - destinada à promoção de uma melhor prestação jurisdicional, num esforço concentrado no julgamento de casos de violência doméstica e familiar contra as mulheres), o que vivemos em nosso país, ainda são números muito significativos de violência, e de reincidência, que ainda mantém o Brasil na quinta posição entre os mais violentos contra o sexo feminino no mundo.

Precisamos de uma melhor estrutura de cumprimento para atender de maneira mais abrangente e eficaz à mulher, de forma que ela se sinta mais segura em denunciar a violência e ter bons motivos para comemorar.

Rogério Cury é especialista em Direito e Processo Penal, sócio do escritório Cury & Cury Sociedade de Advogados e autor de diversas obras para Concursos Públicos.

 

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*Sineimar Reis

  A chegada de Neymar ao Paris Saint-Germain já ficou marcada na história do futebol, não ainda pelos ganhos esportivos do clube com o craque brasileiro, mas pelo lado financeiro do negócio. Além disso, a equipe francesa ofereceu R$ 110 milhões por ano em salários para convencer Neymar a trocar Barcelona por Paris. Numa conta simples, isso equivaleria a mais de R$ 300 mil por dia ou a R$ 12,5 mil por hora. Um valor que poucos conseguem ganhar em uma vida inteira de trabalho.

  Nos partidos políticos ou sindicatos, nos centros acadêmicos do ensino superior ou nas salas de aulas do ensino fundamental, a pergunta está sempre no ar: afinal, por que um jogador de futebol ganha mais que um professor? Quem nunca viu aquele professor de história que dirige aquele Uno Mille 2000 velho sem ar-condicionado chegando suado em sala de aula em plena segunda-feira pós-rodada do Brasileirão, indignado com a importância que os alunos dão a “22 homens correndo atrás de uma bola” e seu descaso com a aula?

  Eu até gosto de futebol, mas esse tipo de esporte está virando uma “loucura” nem Pelé ganhou tanto dinheiro como agora. Por exemplo:

  O PSG pagou 222 milhões de euros (R$ 815 milhões) ao Barcelona para contratar o jogador, o maior valor já visto em uma transação do futebol é mais que o dobro do recorde anterior, a contratação do meio-campista Paul Pogba pelo Manchester United, da Inglaterra, por 105 milhões de euros no início deste ano. Os números parecem exorbitantes, fora de qualquer realidade.

  O atacante Hulk recebe R$ 6 milhões por mês do Shanghai SIPG. Ele é o jogador mais bem pago da China e um dos mais valorizados do mundo. Já o volante brasileiro Ramires deixou o Chelsea em janeiro de 2016 para receber R$ 47 milhões por ano no Jiangsu Suning, aproximadamente o dobro do que ele recebia no clube inglês. O mesmo Jiangsu Suning pagou a quantia recorde de R$ 180 milhões para tirar o brasileiro Alex Teixeira do Shakhtar Donetsk, mas o salário dele não é o maior do time: R$ 43 milhões por ano. Tem base?

  Isso é vergonha internacional, quanto ganha um cientista, um médico de alto nível, um professor de uma Universidade Pública aqui no Brasil?

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Faustino Vicente

Estivemos, há pouco tempo, na agencia bancária onde mantemos nossa conta corrente e solicitamos um talão de cheque, procedimento que não tomávamos há muito tempo.

Depois de assinar o devido impresso, fomos informados pela gentil funcionária do caixa que o mesmo não está mais sendo entregue na agencia. Dentro de sete dias a entrega seria Via Postal.

Quando estávamos iniciando esta crônica, a campainha tocou e  um atencioso motoqueiro anunciou a entrega dos talões de cheques.

Ato contínuo, “fomos levados” para as décadas de 50 e 60, quando fomos bancários iniciando em Jundiaí e depois, como Auditor, em Londrina (PR),onde residimos alguns anos, São Paulo e  interior, além de  exercer esse cargo  em vários Estados.

Todo atendimento, naqueles tempos, era feito pessalmente. Aperto de mão, olho no olho, cara a cara, bom dia...boa tarde.

As  milhares de Casas lotéricas e de agencias do Correio, que executam operações financeiras, são responsáveis pela inibição, significativa, do aumento do quadro de funcionários dos bancos. É a terceirização com custo menor.

Hoje, graças a essa sedutora TI (tecnologia da informação),quase todos as operações que eram feitas pelos funcionários dos Bancos, podem ser executados por nós, através desse “gigantesco” aparelhinho chamado celular.

Se os bancos investem pesado em tecnologia, significa que é mais lucrativo do que contratar funcionários.

Na realidade os bancos não querem mais a presença dos clientes em suas agências, pois além dos débitos automáticos, das operações pelos celulares, das máquinas de auto-atendimento, os seus sites nos permitem outras operações.

A maioria dos clientes dos bancos não tem rosto...é apenas um número..

Uma equipe de profissionais altamente qualificada, certamente, tornou  as operações mais complexas do passado em forma  tão simples, que todos nós conseguimos realizá-las.

Para os clientes a grande vantagem é a praticidade, elemento que agrega valor no nosso cotidiano.

Nos supermercados, segmento que substituiu os antigos – Armazéns de Secos e Molhados –, são os clientes que apanham os produtos nas prateleiras, acondicionam os hortifrutigrangeiros e, após pagar, os embalam.

Nos restaurantes self service, substituto do “serviço à   la carte” (expressão francesa), nos transformamos em garçons.

Para reflexão, encerramos com a célebre frase: “a tecnologia aproximou as distâncias e...distanciou as proximidades”.

Faustino Vicente – Consultor de Empresas e de Órgãos Públicos, Professor e Advogado – e-mail: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

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Reinaldo Domingos*

Quando uma festa acaba, fica a bagunça. Assim também é na vida financeira; o Carnaval terminou e, agora, muitas pessoas percebem a faxina financeira que deverão fazer para colocar as finanças em ordem. Isso é reflexo da falta de educação financeira da população como um todo, que, ao invés de se planejar e prevenir esse tipo de situação, tem que remediar, correndo atrás do prejuízo. Então, como fazer essa reorganização?

É preciso ter então consciência do erro e buscar educar-se financeiramente, mudando todo o comportamento em relação à administração e ao uso dos recursos financeiros. O primeiro passo é fazer um diagnóstico das finanças para saber exatamente quais são os seus ganhos e para onde está indo cada centavo do seu dinheiro. Somente assim será possível estudar uma diminuição de despesas ou até mesmo a eliminação delas.

Depois disso, um passo muito importante é sonhar. Isso mesmo, relacionar quais são os seus sonhos (de curto, médio e longo prazo), afinal de contas, são eles que nos movem e não há sentido fazer corte de gastos se não for para redirecionar esses valores para a realização de algo maior, seja uma viagem, casa própria, aposentadoria e/ou uma reserva financeira para imprevistos.

O problema é realmente grande no Brasil, para se ter uma ideia, a inadimplência do consumidor cresceu em 1,6% em janeiro/2018, segundo dados nacionais da Boa Vista SCPC. Para aqueles que estão precisando de orientações práticas, desenvolvi algumas:

1- Fazer um diagnóstico de sua situação financeira. Na maioria dos casos, cerca de 30% dos gastos no lar são desnecessários. Veja como é possível ter renda extra apenas reduzindo custos;

 2- Fazer um orçamento anual, considerando o que irá pagar e receber nos próximos 12 meses. Baixe a planilha gratuitamente aqui: http://www.dsop.com.br/downloads-arquivos/;

3- Comprar somente o necessário. Adie os seus desejos imediatos para a realização de grandes sonhos no futuro;

4- Não entrar no limite do cheque especial e nem se endividar no cartão de crédito; os juros são muito altos;

5- Ver quais itens que possui em casa e usa pouco – ou não usa – e pode vender. Eletrodomésticos, aparelhos eletrônicos, móveis e até mesmo roupas, sapatos e brinquedos podem gerar renda extra neste período.

*Reinaldo Domingos está a frente do canal Dinheiro à Vista. É Doutor em Educação Financeira, presidente da Associação Brasileira de Educadores Financeiros (Abefin – www.abefin.org.br) e da DSOP Educação Financeira (www.dsop.com.br). Autor de diversos livros sobre o tema, como o best-seller Terapia Financeira.