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Estimativa é de que sejam gerados 225 empregos, entre diretos e indiretos

 

A Amazon anunciou, na manhã desta segunda-feira (9), a sua maior expansão no Brasil, com a abertura de novos centros de distribuição em Minas Gerais (Betim), Distrito Federal (Santa Maria) e Rio Grande do Sul (Nova Santa Rita). A partir de agora, a empresa chega a oito centrais, para atender clientes de todo o país. 

 

Com uma rede de infraestrutura mais robusta, a empresa pretende estar mais perto dos clientes e garantir entregas mais rápidas. Como efeito direto dessa expansão, clientes de mais de 500 municípios vão receber, no prazo de dois dias, produtos elegíveis, com frete grátis e outros benefícios para quem faz parte do programa Prime. O Brasil é o país com o crescimento mais rápido em assinaturas, a partir do lançamento. A inauguração dos novos centros representa a geração de mais de 1.500 empregos diretos, além de empregos indiretos no país.

 

“A gente está muito feliz de poder expandir as nossas operações no Brasil, nesses três novos estados. A Amazon tem um compromisso com os nossos clientes de prover uma experiência excelente de compra, além de poder entregar com rapidez”, diz Ricardo Pagani, diretor de operações da Amazon Brasil que está a frente do projeto de expansão. 

 

Segundo ele, essas novas localidades vão permitir que a empresa fique mais próxima dos clientes e com tempo mais curto de entrega. “Esse é o compromisso que nós temos e vamos continuar investindo no Brasil, para cada vez mais oferecer um serviço de melhor qualidade e mais rápido para os nossos clientes no Brasil. Nosso compromisso com o Brasil é de longo prazo e vamos continuar crescendo”. 

Ele lembra que a empresa atende todo o país e entrega em toda a cidade que possuem CEP. A empresa não divulga a lista dessas 500 cidades, apenas afirma que segue a seguinte lógica: capitais e os principais municípios de cada estado que são melhor servidos por logística. No caso de Minas, além de Belo Horizonte, Juiz de Fora e Uberlândia estão entre essas cidades. Já as demais têm entrega em quatro dias. “É um processo de melhoria contínuo, a gente expande a rede de distribuição para tentar diminuir o prazo”. 

Prazos 

 
Com os novos centros, a Amazon está criando cerca de 1.500 empregos diretos, além de oportunidades de empregos indiretos. Juntos, esses novos prédios representam cerca de 75 mil metros quadrados, o que equivale a uma área de mais de 10 campos de futebol. 
“Essas localidades possibilitam a gente colocar o inventário mais próximo do cliente, de forma que se um cliente fizer um pedido em Minas, Rio Grande do Sul ou Distrito Federal, por exemplo, ele pode ser entregue diretamente desse centro de distribuição. Mas eles também podem servir para atender pedidos de outros estados ao redor dele.” 
 
Atualmente, a Amazon conta com quatro estabelecimentos em São Paulo e um em Recife. Segundo o diretor, todos eles possuem capacidade de expansão, para atender mais clientes, caso seja necessário. Os três novos centros já estão em funcionamento, inclusive processando pedidos.
 
“Nós fazemos análises para identificar como a gente pode expandir a nossa entrega em dois dias para um maior número de cidades possível. Hoje, com esses três, conseguimos entregar para mais de 500 cidades em dois dias. Isso não significa que nós encerramos nossa expansão da nossa rede de distribuição. Outros centros vão ser lançados a medida em que aumentarmos nossa capacidade de cobertura”.  
 
Pagani ressalta que a expansão não está ligada à pandemia. “Com essa capacidade de entrega a gente ajuda as pessoas que tem que ficar em casa durante esse período de quarentena. Tem a conveniência de podermos entregar rápido. Mas nosso investimento não está relacionado à pandemia. Vamos continuar investindo independente da pandemia. Isso já fazia parte dos nossos planos e saiu no prazo previsto. A pandemia nem acelerou nem atrapalhou o processo”. 
 
“Nós temos um modelo de operação e de gestão em que as equipes técnicas que operam os sistemas e as pessoas que coordenam a operação são funcionários da Amazon. Temos parceiros também que trabalham junto conosco dentro dos centros de distribuição e proveem trabalhadores para nos ajudar na execução da operação. É uma parceria com empresas não só do Brasil, mas do mundo inteiro, nas nossas operações”. 
 
Em setembro de 2019, a empresa atendia apenas 100 cidades nesse prazo de dois dias. Com os novos centros ela já consegue atender 500 cidades e a capacidade vai aumentar cada vez mais, de acordo com Pagani. “A gente tem uma conexão do centro de distribuição com os nossos parceiros de transporte. Isso permite alavancar a rede de transportes para aumentar a nossa capacidade de entregar em mais cidades. Então, nesse momento são 500, mas na semana que vem esse número pode ser muito maior”. 

Ele conta que a intenção é diminuir ainda mais esse prazo no futuro. Nos Estados Unidos, a entrega acontece em uma hora. “ Procuramos formas de melhorar cada vez mais o nível de qualidade e rapidez na entrega dos nossos clientes no Brasil”. 
 

Empregos para Minas 

O governo de Minas Gerais ressaltou a importância da atração de mais uma grande empresa para o estado. A instalação do novo centro de distribuição será em Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. 
 
 
O governador Romeu Zema destacou que os esforços de desburocratização do Estado têm sido fundamentais para que Minas receba investimentos deste porte. “A Amazon, um dos maiores e-commerces do mundo, escolheu Minas Gerais para instalar um de seus centros de distribuição. Isso é muito importante para nós, porque significa mais empregos e futuras oportunidades de novos negócios virem para Minas, já que uma empresa como a Amazon acaba atraindo outros prestadores de serviços”, afirmou.
 
As tratativas para a implantação da empresa começaram em meados de 2019. A confirmação se soma a diversos outros que vem fortalecendo a economia em todo território mineiro, mesmo no cenário de retração econômica global em função da pandemia da COVID-19. Segundo Zema, esse é mais um resultado do processo de desburocratização estabelecido pelo governo do estado, com suporte da Agência de Promoção de Investimento e Comércio Exterior de Minas Gerais (Indi) e da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Sede).
 
Só em Betim a estimativa é de que sejam gerados 225 empregos, entre diretos e indiretos, no período. 
 
O secretário-adjunto de Desenvolvimento Econômico, Fernando Passalio, comemora a instalação do centro no estado. “A vinda da Amazon para Minas Gerais reforça as diretrizes do Governo Zema, de simplificar e desburocratizar os processos. Estamos focados em diversificar a economia, mostrando o potencial do estado em se tornar, cada vez mais, um grande hub logístico para o restante do país”, afirma.
 
De acordo com o country manager da Amazon no Brasil, Alex Szapiro, a expansão da companhia reflete o compromisso com os consumidores no Brasil, com foco em oferecer uma experiência em constante evolução para o cliente. “Estamos profundamente comprometidos com o país e com as comunidades onde atuamos, e temos orgulho de criar mais de 1.500 novas oportunidades de trabalho, que irão beneficiar as regiões onde os centros de distribuição foram instalados”, disse.
 

Atração de investimentos

 
O Indi teve papel fundamental nas negociações com a empresa. De acordo com o presidente da agência, Thiago Toscano, o objetivo foi apresentar os pontos fortes do Estado, sobretudo na questão logística e nos tratamentos tributários. Toscano lembra que o setor de e-commerce está em franca expansão e a própria legislação tributária ainda tem alguns entraves para acompanhar a dinâmica do mercado. “A secretaria de Fazenda conseguiu acompanhar essas mudanças para se adaptar à nova realidade do segmento. Essa foi uma das nossas grandes vantagens competitivas”, explicou.
 
A Amazon também instalará em Betim o marketplace da companhia, agregando outros vendedores e aumentando ainda mais o portfólio de produtos oferecidos no site. “Por ser uma das maiores empresas do varejo mundial essa é uma conquista que agrega muito para Minas Gerais. Vamos continuar trabalhando para que outras do setor sigam o mesmo caminho”, conclui Thiago Toscano.
 

Pandemia 

“A pandemia criou uma situação em que as pessoas precisam da nossa operação e que a gente entregue os produtos porque elas estão mais em casa. Então a gente se preparou para isso, entregamos no prazo e quando não pudemos entregar, por causa dos lockdowns em algumas estradas, a nossa áreas de atendimento ao cliente informou as pessoas. E estamos felizes em poder ajudar nesse momento difícil que estamos vivendo”, diz Pagani. 
 
Desde os primeiros dias da pandemia, a saúde e bem-estar dos funcionários são prioridade, segundo ele. Em todo o mundo, a empresa implementou mais de 150 mudanças em processos para apoiar suas equipes como, por exemplo, distanciamento social, fornecimento de máscaras e luvas, bem como revisão de procedimentos de limpeza e higienização. De março a outubro, a empresa encomendou 1,06 milhão de máscaras faciais, 400 mil lenços desinfetantes para as mãos e mais de 50 mil luvas para manter os funcionários seguros. Todos os novos locais incluirão protocolos de segurança contra COVID-19, incluindo soluções permanentes de saúde e segurança.



UAI


 

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