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Motoristas de transportadoras admitem apoio de donos de empresas para manter paralisação e bloqueio de estradas

locaute caminhoneiros maio 2018

Caminhões-tanque para abastecimento de serviços básicos, como hospitais, foram escoltados pela PM na Região Metropolitana de BH(foto: BETO NOVAES/EM/D.A Press)

Motoristas de empresas de transporte confirmaram ontem que a orientação de seus patrões é que permaneçam onde estão até que o movimento paredista chegue ao fim. Na sexta-feira, o caminhoneiro paulista Hélio Piancó, disse que seu patrão, de São Paulo, orientou que permanecesse parado. “Ele disse que se não houver redução de impostos e preços, ele fechará a empresa”. Piancó contou que percorreu 3.500 quilômetros trazendo carga de Fortaleza para Belo Horizonte, onde descarregou no domingo e aderiu ao movimento na segunda feira. Segundo o motorista, o preço do frete foi de R$ 3.500. Ele recebeu R$ 3 mil de adiantamento ao sair de São Paulo. “Cheguei em BH com R$ 30 no bolso com a carga de embalagens trazida de Fortaleza”, conta.

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Empresas estariam por trás da greve. ‘Temos indícios de que existe acordo entre autônomos, distribuidoras e transportadoras’, disse Jungmann.

A continuidade da paralisação dos caminhoneiros alimentou, dentro do governo, uma suspeita que começou tímida. A de que o que está havendo é um locaute. Ou seja: empresas transportadoras estariam por trás dessa greve.

Em qualquer estrada, a carga mais pesada que o caminhoneiro carrega é a carga de trabalho.

A lei do caminhoneiro, de 2015, prevê que, se houver acordo coletivo, a jornada de trabalho pode chegar a 12 horas por dia, ou 72 horas semanais.

Mas a lei prevê muitas exceções, como a autorização para prolongar a jornada até o veículo chegar a um local seguro ou ao destino final.

Segundo especialistas, na prática, isso cria uma jornada ilimitada.

“Caminhoneiro vive num regime análogo de escravo, trabalha em média 200 dias por ano fora de casa, dorme numa cabine minúscula, com um olho aberto e outro fechado, porque corre risco do assalto. Então, é nesse grau de tensão, nas estradas precárias do Brasil, que esse profissional trabalha, e cada vez com menos condições de sobreviver”, disse Rodolfo Rizzotto, coordenador do SOS Estradas.

Um estudo da USP divulgado em fevereiro comprova a dificuldade de viver na estrada: 58% dos caminhoneiros trabalham com carteira assinada; 27% são autônomos, ou seja, percorrem as estradas dirigindo o próprio caminhão; 15% têm outros tipos de contrato; 43% trabalham mais do que as 44 horas semanais previstas em lei; 85% ganham entre um e três salários mínimos.

Segundo números bem recentes, de abril, os caminhões transportam mais de 60% da carga do país. Por isso, quando param, os caminhoneiros causam tanto impacto. Mas quando voltam a rodar, nem sempre têm os benefícios que esperam.

“Isso vai favorecer quem explora mão de obra, porque essa redução de custo de pedágio e de diesel, não vai ser repassada para o caminhoneiro, para aquele que está transportando, e nem vão aumentar a remuneração do trabalhador”, disse Rodolfo.

As transportadoras também sofrem com a alta do diesel. E várias reivindicações apresentadas na quinta-feira (24), em Brasília, tem como consequência a redução dos custos de transporte. Por isso, o governo suspeita que muitos dos caminhoneiros parados estejam seguindo ordens dos patrões. Seria o chamado locaute, que é proibido por lei.

“Eu diria que nós temos indícios de que existe uma aliança, um acordo entre caminhoneiros autônomos, distribuidoras e transportadoras. Eu digo isso porque eles têm adotado posições comuns”, afirmou o ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann.

Vicente Reis, um dos representantes dos caminhoneiros autônomos, negou que o movimento esteja ligado aos patrões.

“Eu diria para o ministro vir para a rua então e fazer uma pesquisa mais a fundo sobre isso. Nós somos caminhoneiros autônomos, não temos nenhum tipo de patronato, não temos sindicato, seria bom para o ministro verificar pessoalmente”, disse.

Um vídeo foi gravado pelo prefeito da cidade mineira de Betim, Vittorio Medioli. Ele declara o apoio a greve. Seria apenas uma declaração política, se o prefeito não fosse também empresário do setor de transportes.

“O governo tem que entender, se não entende com as boas, tem que entender com uma paralisação como esta, o que tem que ser feito, os transtornos que estão acontecendo vão fazer cair a ficha nessas pessoas que não têm inteligência, não conhecem o que é a vida competitiva, não conhecem o que é sustentar uma empresa, uma atividade econômica”, disse Medioli.

Um caminhoneiro parado na Rodovia Régis Bittencourt disse que estava cumprindo determinação da empresa.

“No momento em que eu cheguei no bloqueio eu comuniquei a empresa também e eles me passaram que eu ficasse parado. A orientação foi para parar, esperar o resultado do movimento e sair só depois que acabar”.

O Cade, Conselho Administrativo de Defesa Econômica, abriu nesta sexta-feira (25), um procedimento para apurar as condutas irregulares na greve. As multas podem chegar a R$ 2 bilhões.

 

 

 


Jornal Nacional/G1


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No último sábado, 19, a equipe do Banco de Leite Humano de Betim realizou uma ação de sensibilização e incentivo ao aleitamento materno e à doação de leite humano. Servidores estiveram nas praças Tiradentes e do Mercado Central de Betim, no Centro, das 8h às 12h. A iniciativa é alusiva à comemoração do Dia Mundial de Doação de Leite Humano, em 19 de maio.

Em Betim, o posto de coleta existe há mais de 20 anos e, em 2006, a unidade foi credenciada como Banco de Leite Humano. Atualmente, 32 mães estão doando o leite excedente para os bebês das maternidades públicas de Betim que necessitam desse alimento como fonte de vida.

Nos últimos quatro meses, foram coletados 141 litros de leite materno, beneficiando 137 prematuros de Betim. Todo o leite coletado passa por um rigoroso processo de controle e pasteurização antes de ser distribuído para os bebês recém-nascidos. Neste mês, as mães doadoras estão recebendo do Banco do Leite Humano o certificado de reconhecimento pelo gesto solidário que ajuda a salvar vidas.

Como doar?

Mães que estão amamentando, e desejam doar o leite materno, podem entrar em contato pelo telefone: (31) 3594-2454.

A unidade funciona de segunda a sexta-feira, das 7h às 18h, com atendimento presencial e agendamento domiciliar, na rua Pará de Minas, 640, Brasileia, Betim (no Centro Administrativo João Paulo II).  

Se você tiver recipiente de vidro com tampa de plástico em casa, pode fazer a doação para o serviço de saúde, o material é útil para o armazenamento do leite humano.

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A prefeitura de Betim informou que não haverá aulas nessa sexta-feira 25/05/2018

Em decorrência do movimento coordenado pelos caminhoneiros, a cidade já registra desabastecimento de combustíveis. Por conta disso, as aulas nas escolas e centros infantis municipais de Betim serão suspensas nesta sexta-feira, 25. A decisão foi tomada na tarde desta quinta-feira, 24.

Os veículos particulares que transportam os estudantes também não circularão nesta sexta. O transporte público municipal já está funcionando com quadro reduzido desde hoje - exceto das 6h às 8h, quando os horários de saída de ônibus e vans estão sendo cumpridos.  

Na tarde desta sexta, uma nova reunião será realizada para avaliar a situação e decidir se a suspensão será mantida ou cancelada.

Ao todo, cerca de 60 mil alunos e 7 mil profissionais, de 159 unidades escolares, terão o dia letivo suspenso amanhã. 

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Retratar pelos diferentes olhares a adoção. Esse é um dos objetivos da 1ª Mostra Fotográfica “Caminhos do Coração”. A abertura será nesta sexta-feira, 25, no Monte Carmo Shopping, às 19h30. Até 17 de junho, a exposição será promovida pelo Grupo de Apoio à Adoção de Betim (GAABE), com o apoio de diversos parceiros, dentre eles o Cruzeiro Esporte Clube e a Secretaria Municipal de Comunicação (Secom), da Prefeitura de Betim.

Quebrar o tabu em relação à adoção também é um dos propósitos da mostra. “Nós queremos retratar que as famílias que adotam são tão comuns quanto as que usam os meios naturais. O termo ‘filho adotivo’ não deve existir, afinal, não usamos ‘filho genético’. Queremos que as pessoas reconheçam suas próprias famílias através das imagens”, ressalta a diretora do Grupo de Apoio à Adoção de Betim, Roseli Chaves de Souza.

 

A escolha da data da abertura da exposição é em comemoração ao Dia Nacional da Adoção. Para celebrar, os corais do Salão do Encontro e de Esmeraldas, sob a regência do maestro Daniel Andrade, agitarão o público. Os mascotes do Cruzeiro Raposão e Raposinha também irão marcar presença no evento.  

Adote um Campeão

A abertura da exposição conta com a participação de algumas crianças do projeto “Adote um Campeão”, realizada pelo Cruzeiro Esporte Clube.  A motivação é ajudar as crianças e adolescentes com chances remotas de adoção. Em sua última edição,  o projeto obteve resultados positivos : entre as 30 crianças participantes, 20 foram adotadas.

Ainda segundo Roseli Chaves, o intuito da parceria entre o GAABE e o time é justamente dar novas oportunidades para as crianças que ainda vivem em abrigos. “Queremos ajudar a mudar isso e dar a elas uma oportunidade de conseguirem uma família”, ressalta.

Fotógrafos participantes:

  • Amanda Mourão (Foto e Arte)
  • Creuza Reis Fotografia
  • Alberto O. de Alexandria
  • Emanuele Milagres (Milagres Fotografia)
  • Patricia Ugolini  (A Sala Studio)
  • David Henrique Fotografia
  • Wandeir (Click&Art Fotografia)

Abertua da 1ª Mostra Fotográfica “Caminhos para o Coração”

Onde: Monte Carmo Shopping

Quando: 25 de maio

Horário: 19h30

Informações: (31) 9.9107-8618