Líder sindical denuncia transformação do Sintravers em filial do Sindican e revela novas cooptações

Ele diz que a associação de 3 mil empresas de São Paulo ao sindicato gaúcho acabou com a autonomia da entidade. E fala sobre a contratação da Barrionuevo

2005-11-07-sintravers_protesto-medio.jpg
O presidente do Sindicato dos Cegonheiros de Goiás (Sintrave-GO), Afonso Rodrigues de Carvalho, conhecido como Magayver, denunciou ontem, o que chamou de “transformação do Sintravers (o Sindicato dos Cegonheiros do Rio Grande do Sul), numa filial do braço político da organização criminosa que continua controlando o setor de transporte de veículos novos em todo o país –segundo relatório da Polícia Federal – o Sindican (Sindicato dos Cegonheiros de São Paulo)”. O líder sindical também questionou a contratação da Barrionuevo Gestão de Imagem pelo sindicato gaúcho, “certamente com o apoio do Sindican, uma vez que de reuniões para tratar do assunto, esteve presente um diretor do sindicato paulista, conhecido como Mexicano”.

Magayver anunciou que encaminhou ofício ao Ministério Público Federal de São Bernardo do Campo-SP, onde está em andamento inquérito para apurar novas práticas de cartel no setor, e ao Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), solicitando “providências quanto à contratação da empresa do jornalista José Barrionuevo. “Nada temos quanto ao trabalho dessa empresa, mas chamamos a atenção do MPF para a espécie de conluio entre os sindicatos do RS e de SP, não só durante o processo de negociação, como no pagamento dos valores acertados”. Ele lembra que participou ativamente, há 17 anos atrás, da denúncia ao MPF gaúcho, “junto com Jefferson Casagrande, da existência do cartel no setor de transporte de veículos”.

Leia mais: Líder sindical denuncia transformação do Sintravers em filial do Sindican e revela novas cooptações

Ministério Público pede fim de atos de violência contra a Kia e transportadora

Em São Bernardo, órgão recomendou que sindicatos e empresas cessem ameaças contra a importadora com sede em Itu

kia.jpg

O Ministério Público Federal de São Bernardo do Campo-SP recomendou a dois sindicatos patronais e três empresas de transporte de veículos que parem de realizar ameaças e ações violentas contra a Kia Motors do Brasil, importadora com sede em Itu, e a Transilva Transportes e Logística.

Leia mais: Ministério Público pede fim de atos de violência contra a Kia e transportadora

Justiça Federal gaúcha rejeita embargos de declaração da ANTV, Sindicam, General Motors e Luiz Moan

Sentença continua valendo. O juiz Altair Antonio Gregorio também negou o ingresso do Sindicato dos Cegonheiros de Pernambuco, como interessado na ação.

General Motors queria que aplicação da multa recaísse sobre o valor das operações de transporte de veículos e não sobre o faturamento bruto. Mas o magistrado afirma que a montadora não possui faturamento sobre o transporte, e sim, sobre a venda dos veículos fabricados


Anticartel

Sada pede sigilo à decisão do Cade que determina notificação de cinco operações envolvendo empresas do grupo

Dono de jornais pretende esconder da sociedade e do mercado, as mutações societárias do conglomerado, já tornadas públicas pelo órgão antitruste


2016-08-19_sada_pede_sigilo.jpg
19/08/2016
 – 
Representado pelo ex-conselheiro do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), Olavo Zago Chinaglia, o grupo Sada, que tem como proprietário Vitório Medioli (também dono da Sempre Editora – Jornal O Tempo), protocolou petição no órgão antitruste solicitando “acesso restrito” ao processo que investigou as fusões, incorporações e aquisições envolvendo empresas do conglomerado que não foram devidamente notificadas. No dia 10 deste mês, o Cade determinou acesso público ao procedimento que foi instaurado em 22 de outubro de 2014, por denúncia de possíveis irregularidades, protocoladas pelo editor do site Anticartel, jornalista Ivens Carús. O Sindicato dos Cegonheiros de Goiás (Sintrave-GO) também havia ingressado com representação, mas o Cade optou por dar seguimento às investigações, tendo por base os documentos apresentados pelo jornalista.

De acordo com o despacho 957/2016, a Secretaria Geral do Cade acolheu a nota técnica, integrando suas razões (concordando com a íntegra do teor). Ainda segundo  o documento, o órgão antitruste decidiu pela “obrigatoriedade de notificação (i) da aquisição de quotas da Sada Siderurgia Limitada pela Technical Assistence Establishment, (ii) aquisição de quotas da Autoservice Logística Limitada pela Transzero Transportadora de Veículos Limitada, (iii) aquisição da Transzero Transportadora de Veículos Limitada pela Sada Participações Sociedade Anônima, (iv) aquisição da Co-Internacional Comércio, Representação e Participações Limitada, pela Sada Participações Sociedade Anônima e (v) da retomada da Sada Siderurgia Limitada pela Sada Participações Sociedade Anônima, “conforme descrita na nota técnica supramencionada, e determino que a Representada notifique todos os atos de concentrações referenciados”. O documento é firmado pelo Superintendente-Geral do Cade, Eduardo Frade Rodrigues.

Sigilo – Na petição protocolada pelo ex-conselheiro do Cade e pela advogada Letícia Monteiro de Barros, Chinaglia ressalta que “a nota técnica em comento, bem como seu anexo são de acesso integralmente público (com a exceção dos dados de faturamento dos grupos econômicos envolvidos). A Sada vem, respeitosamente, por meio desta, requerer a concessão de tratamento de Acesso Restrito à integralidade da Nota Técnica e Anexo, com o intuito de preservar a respectiva Apuração de Atos de Concentração de interferências externas de terceiros que podem se utilizar das informações sistematizadas pelo CADE, com auxílio das informações prestadas pela Sada, com a finalidade única de provocar o tumulto ao processo”.
Transparência – Mantendo a transparência de suas atribuições legais, resguardando sigilo quando absolutamente necessário, a Superintendência-Geral do Cade, por meio de despacho ordinatório, garantiu, à sociedade e ao mercado, o acesso a todas as fases do processo. Segundo o documento, “sob ordens, solicito que os presentes autos (08700.008860/2014-10) tenham  seu nível de acesso alterado para público, uma vez que a instrução já foi finalizada (com determinação de notificação de algumas das operações investigadas, conforme o Despacho SG 957/2016 (0229603) e todos os atos descritos ocorreram há, pelo menos, dois anos. Ressalto que o apartado de acesso restrito relacionado a este processo deve continuar como está”.

Nota do Editor – O website investigativo esclarece aos internautas que só iniciou a divulgação de alguns conteúdos do referido processo após decisão do Cade, que tornou de acesso público a sua tramitação, respeitando o sigilo imposto pela autoridade antitruste. Ao tornar de acesso público, o Cade está ao lado da sociedade, razão pela qual o site Anticartel acredita que assim permanecerá, uma vez que não há qualquer necessidade de tal procedimento voltar a ser sigiloso, o que só atenderia aos interesses do grupo econômico que tenta esconder da sociedade e do mercado, as mutações societárias que envolveram esse conglomerado, liderado exatamente por Vittorio Medioli, dono de uma rede de jornais sediados no estado de Minas Gerais.

2016-08-19_sada_pede_sigilo_01.jpg


2016-08-19_sada_pede_sigilo_02.jpg

Anticartel

Leia também:

Denunciado pelo Gaeco por formação de cartel e de quadrilha tenta novamente intimidar site

Gilberto dos Santos Portugal se diz “difamado” pela divulgação de conteúdo de depoimento dado à Polícia Federal e ajuíza ação contra editor do Anticartel

O diretor operacional da Brazul Transporte de Veículos, Gilberto dos Santos Portugal, ajuizou nova queixa-crime contra a o editor do site Anticartel. A petição é chorosa, recheada de erros de informação e inverdades. Além de esconder a realidade dos fatos, visa fazer funcionar a máquina judicial a serviço de quem efetivamente está na mira da Justiça. Assinada pela mesma advogada que defende o executivo da Brazul na ação penal movida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), Maria Elizabeth Queijo (também aparece o nome do advogado Eduardo M. Zinger), a petição inicial beira ao amadorismo advocatício.

Leia mais: Denunciado pelo Gaeco por formação de cartel e de quadrilha tenta novamente intimidar site