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Os bombeiros que trabalham nas buscas pelas vítimas da tragédia provocada pelo rompimento da barragem da Vale em Brumadinho (MG) encontraram mais oito corpos soterrados pela lama, elevando para 150 o número de mortes confirmadas, e 182 pessoas estão desaparecidas, informou o Corpo de Bombeiros de Minas Gerais nesta quarta-feira; 134 corpos foram identificados

(Reuters) - Os bombeiros que trabalham nas buscas pelas vítimas da tragédia provocada pelo rompimento da barragem da Vale em Brumadinho (MG) encontraram mais oito corpos soterrados pela lama, elevando para 150 o número de mortes confirmadas, e 182 pessoas estão desaparecidas, informou o Corpo de Bombeiros de Minas Gerais nesta quarta-feira.

"São corpos que foram retirados da área do estacionamento, da ETM (Estação de Tratamento de Minério) e também dos arredores da região do vestiário. Então, esses três locais eram locais que nós já estimávamos que encontraríamos uma quantidade considerável de corpos, e essa expectativa foi confirmada", disse a jornalistas o tenente Pedro Aihara, porta-voz dos Bombeiros, em entrevista coletiva em Brumadinho.

"Essa situação foi possível somente agora, porque, como eu já havia abordado em coletivas anteriores, foi necessário fazer uma escavação bastante profunda, e aí nós conseguimos acessar essa quantidade de corpos", afirmou o porta-voz, acrescentando que os bombeiros ainda utilizam maquinário pesado para encontrar corpos sob a lama.

O rompimento da barragem de rejeitos de mineração da mina Córrego do Feijão, ocorrida em 25 de janeiro, lançou uma avalanche de lama que devastou o centro administrativo da Vale, incluindo um refeitório onde várias pessoas almoçavam. Também foram atingidas e destruídas uma pousada que ficava na região e diversas partes da cidade de Brumadinho.

Entre os 150 mortos confirmados, 134 corpos foram identificados, de acordo com os números divulgados pelas autoridades nesta quarta-feira.

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A fábrica da Ambev em Minas Gerais, localizada em Juatuba, na Grande Belo Horizonte, foi interditada por problemas nas instalações e higiene ruim. Conforme o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), fiscais do Serviço de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal (Sipov) estiveram no local nesta semana e constataram problemas nas instalações. Dentre as inadequações listadas estão mofo nas paredes e no piso e vidros quebrados, telhado com sujeira e até presença de pássaros no interior da unidade.

A fábrica da Ambev em Juatuba produzia cervejas e chope das marcas Skol, Caracu, Antarctica Sub Zero, Brahma, Serrana e Original. O prédio da indústria de bebidas funcionava desde a década de 1970 no local.

O Ministério da Agricultura informou que amostras das bebidas foram coletadas e enviadas ao laboratório da pasta, que fica em Jundiaí, no interior de São Paulo. Os laudos devem ser concluídos na próxima semana. 

Retorno insatisfatório

Segundo o chefe substituto do Sipov, Adenir Monteiro, foi realizada nessa sexta-feira (15) reunião com representantes da empresa. O plano de correção das não conformidades teria sido insatisfatório, no entanto. Em função disso, a fábrica permanecerá interditada, informa o Ministério da Agricultura.

A pasta disse ainda que a Ambev de Juatuba estava funcionando sem o registro do ministério. "Foram esgotadas todas as possibilidades de solução dos problemas e os prazos para adequação não foram cumpridos", diz o texto oficial.

Um processo administrativo (PAD) contra a empresa foi aberto. A multa prevista para a Ambev pode chegar a R$ 117 mil. 

Em  nota, a Ambev informou que, em razão da suspensão temporária das atividades da fábrica de Juatuba, pequenas reformas estão sendo realizadas. A empresa afirmou que as questões não têm qualquer relação com a qualidade das bebidas produzidas na cervejaria e garantiu que não haverá risco de desabastecimento do mercado local.

A Ambev é uma empresa de capital aberto, sediada em São Paulo, mas com atuação no Brasil e em outros 16 países, dentre eles Argentina, Canadá, Chile e Uruguai.


 

Hoje em Dia

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Por 6 votos a 0, Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais determina o fim do poder para a chapa de Leone Maciel e Duílio de Castro por abuso de veículo dos meios de comunicação

 

Após frequentes denúncias nas quais apresentam a insatisfação da população de Sete Lagoas quanto a atual gestão da Prefeitura, o Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG) finalmente autorizou a cassação da chapa formada pelo prefeito Leone Maciel e o vice Duílio de Castro. Por 6 votos a 0, o TER-MG manteve a acusação dos réus por abuso de poder econômico e uso indevido dos meios de comunicação social na campanha de 2016 (Processo RE 97229).

A partir da decisão, o juiz da Comarca de Sete Lagoas receberá uma notificação para que insista com a destituição do cargo de prefeito e acione o presidente da Câmara para que ocupe a vaga. Então, novas eleições municipais deverão acontecer dentro de um prazo máximo de 60 dias.

Ainda em março, o ex-prefeito Leone Maciel havia renunciado ao cargo e permitiu que o vice Duílio de Castro assumisse. Duílio estava no poder até então. Agora, o futuro de Sete Lagoas retorna para as mãos de sua população que terá outra oportunidade de escolher seu representante para o Poder Executivo.

Para Emílio Vasconcelos, segundo colocado para o cargo de prefeito de Sete Lagoas nas eleições municipais, em 2016, esse é um tempo de mudança. “Ninguém tem mais poder do que o povo. Essa é uma lição que certamente observamos todos os dias. A população de Sete Lagoas estava revoltada com as más decisões da última gestão e rebelou suas indignações a ponto de ser percebida sua vontade. Agora é a hora desse povo guerreiro escolher quem será seu representante. É hora da mudança! E eles podem contar comigo”, pontua Emílio.

 

 

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Comissão de Defesa do Consumidor da ALMG ouve coordenador do órgão em audiência nesta quinta (14), às 10 horas.

A Comissão de Defesa do Consumidor e do Contribuinte da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) realiza nesta quinta-feira (14/3/19), às 10 horas, audiência pública sobre o trabalho desenvolvido pelo Procon Assembleia.

A reunião será no Plenarinho III e foi solicitada pelos deputados Bartô (Novo), presidente da Comissão, e Elismar Prado (Pros), com o objetivo de ouvir o coordenador do órgão, Marcelo Barbosa. Ele vai apresentar o relatório de atividades do Procon no ano de 2018.

Criado para orientar o consumidor sobre seus direitos e intermediar conflitos nas relações de consumo, o Procon Assembleia promove audiências de conciliação em busca de acordo, quando solicitado, e orienta consumidores sobre providências, entre elas como recorrer à Justiça.

Também avalia consultas e denúncias feitas por entidades ou pessoas jurídicas e formula representações no Ministério Público sobre irregularidades nas relações de consumo. E ainda assessora a criação de Procons municipais e presta informações à imprensa.

Os serviços são gratuitos, a não ser em casos como despesas relativas a cópias de documentos ou serviços dos Correios.

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Nesta quinta-feira (14), a Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Assembleia de Minas realiza audiência para discutir as consequências do rompimento da Barragem I da Mina do Córrego do Feijão, em Brumadinho, no dia 25 de janeiro.

Com mais de 300 vítimas, entre mortos e desaparecidos, o rompimento deve ser debatido levando em consideração a tecnologia utilizada, a legislação atual e a responsabilização da Vale sobre o ocorrido. A reunião será às 15h, no Auditório José Alencar, na ALMG.

Solicitado pelos deputados Noraldino Júnior (PSC) e Osvaldo Lopes (PSD), o encontro deve também tratar das consequências da tragédia também em outras regiões do Estado que possuem barragens.

"Muitas barragens não tiveram alteração estrutural nos últimos dois meses, mas devido a fatos externos e ao rompimento da barragem de Brumadinho houve a negativa de atestar suas estabilidades, mostrando mais uma vez a vulnerabilidade da relação existente entre empresas responsáveis pelas barragens e aquelas contratadas para atestar e certificar a estabilidade das mesmas”, explicou o deputado Noraldino Júnior, que preside a comissão.

Vale - Segundo o deputado, foi feito um pedido de informação para as empresas responsáveis por barragens e espera-se que seus representantes estejam presentes na reunião para debater a metodologia utilizada. Espera-se, ainda, que seja explicado para a população o motivo pelo qual barragens que eram atestadas e que tinham certificado de estabilidade foram evacuadas após o rompimento de Brumadinho. O presidete da Vale, Fábio Schvarstman, agora afastado do cargo, está entre os convidados da reunião, mas ainda não confirmou sua presença ou de algum representante.

Por outro lado, já estão confirmados nomes ligados a órgãos ambientais e a movimentos da sociedade civil. Entre eles, o superintendente de Minas Gerais do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Júlio Cesar Dutra Grillo, e o dirigente nacional do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), Joceli Jaison José Andrioli.



ALMG