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Um exemplo e inspiração para os amadores no setor, Rodrigo Pioto conta sua história e o início de um novo projeto no setor.

 

Mundialmente conhecida, a cultura do Faça Você Mesmo, – no inglês DIY: do it yourself –, vem ganhando cada vez mais adeptos em solo brasileiro. E, a marcenaria é uma atividade em ascensão pelo movimento. Conhecido como uma extensão do DIY, o Movimento Maker tem o objetivo de incentivar as pessoas a criar, reparar e desenvolver os mais diversos tipos de objetos e projetos na marcenaria e em outros setores, com suas próprias mãos, dispensando a necessidade de comprar os itens prontos. E é assim que muitas pessoas descobrem o hobby e paixão pela marcenaria.

A possibilidade de produzir o próprio móvel ou objeto, tem incentivado milhares de pessoas ao redor de todo o mundo. Uma história de sucesso no mundo da marcenaria, com mais de 170 mil inscritos em seu canal do Youtube, Rodrigo Pioto, da Marcenaria Amadora, conta que desde criança sempre gostou de brincar com sobras de madeira e de metal para criar seus próprios brinquedos. “Sou neto de carpinteiro profissional e filho de um grande marceneiro amador. Quase tudo aprendi sozinho, mas, meu pai me ensinou algumas coisas também”, diz.

Pioto explica que, atualmente, a sua oficina vai além de um simples espaço para construir objetos. "Gosto de passar o tempo perto das minhas máquinas revirando sobras de madeira, pensar sobre o que eu posso criar e construir, rabiscar pedaços de papel e relaxar".

Para Rodrigo, o hobby é sinônimo de liberdade. “Fazer por prazer, quando puder e o que puder. Se virar obrigação perde a graça. Construir uma peça com as próprias mãos é motivo de orgulho. É olhar para o trabalho e dizer ‘eu fiz, eu criei e eu produzi’, isso gera um empoderamento incrível nas pessoas”, comenta.

Rodrigo ainda comenta que, atualmente, o movimento se tornou sinônimo de independência. E isso acontece por vários motivos. Um deles é justamente o sentimento de liberdade, e poder fazer algo sem depender de alguém. Acompanhado disso, podem ser citados outros motivos, como fazer mais barato, fazer melhor ou até mesmo fazer por prazer. Há quem diga, que a marcenaria auxilia na cura de transtornos e vícios, além de ajudar a formar profissionais a partir do hobby.

"O hobbysta em marcenaria tem ganhos múltiplos, trabalhar com a madeira é terapêutico, podendo ser utilizado para personalizar a sua própria casa, ou como uma renda extra, criando mais valor aos produtos elaborados, já que são produzidos de forma totalmente artesanal", ressalta Rodrigo.

O marceneiro ainda dá uma dica essencial para os que pretendem iniciar neste mundo: segure a ansiedade. "Muitos pensam que ter as melhores e mais variadas ferramentas resolve os problemas. Mas, a marcenaria é uma arte que demanda mais prática do que máquinas. Não podemos esquecer que os mestres marceneiros do passado faziam muito com pouco, por isso eram mestres na arte", completa.

Com a popularização da internet, muitos sites, blogs e canais de youtube foram criados, com o intuito de auxiliar as pessoas no passo a passo da produção de objetos em madeira, contribuindo para a economia criativa e geração de novas ideias. “Após montar minha oficina, passei a compartilhar o meu trabalho na internet com o objetivo de influenciar e incentivar outras pessoas a realizar algo semelhante, aperfeiçoando as habilidades na arte da marcenaria”, conta Pioto.

Rodrigo conta que é muito criterioso e detalhista com a produção de seus vídeos. "Se eu achar que não tenho conteúdo interessante, eu nem começo a gravar. Se estiver cansado, sem tempo, sem inspiração, é melhor esperar por dias melhores. Criar uma peça ou conteúdo por obrigação é desanimador e o público percebe isso".

E, ainda completa que sempre incentiva as pessoas a produzirem e compartilharem conteúdos no YouTube. "Porém, se for criar algo, crie de coração e com paixão, e não com segundas intenções almejando fama e recompensas. Não se iluda com a pequena fama que possa surgir, faça bons amigos e sempre busque aprender mais para poder compartilhar. Seja um eterno aprendiz!”.

 

Novidade para os marceneiros amadores

Uma coisa que todo marceneiro sabe, seja profissional ou amador, é da importância dos produtos e materiais certos para a execução dos projetos. Rodrigo conta que muitas pessoas procuram o seu canal em busca de informações sobre marcas, qualidade, performance e lojas para adquirir os produtos. “Foi assim que eu, em parceria com a Loja Toolbras, e-commerce de insumos e ferramentas para marcenaria da Grossl, vou indicar no meu canal os produtos que fazem a diferença nos projetos de marcenaria”, conta.

A ideia é criar uma sessão para recomendar os produtos que eu confio. “A Marcenaria Amadora e a Loja Toolbras já possuem uma relação de confiança, e tenho certeza que os serviços e produtos da empresa estão alinhados com os propósitos do meu público”, explica.

Para a Coordenadora de Marketing da Grossl, Hellen Grossl, a iniciativa colabora para o crescimento do movimento. “São produtos que além de atender as necessidades do público, facilitam e tornam o trabalho mais agradável. Desta forma, as pessoas conseguem obter resultados mais satisfatórios, contribuindo para a geração de renda, orgulho e paixão pelo que faz”, finaliza.

 

Grossl

Fundada em 1982, em São Bento do Sul (SC), a Grossl oferece soluções completas em abrasivos e adesivos para as indústrias moveleira, madeireira, metal mecânico, automotiva, naval, couro e óptico.

Entre os principais produtos comercializados estão abrasivos, adesivos, colas, selantes, discos de corte, desbaste e esponjas abrasivas, limas rotativas, aplicadores manuais de Hot Melt, lixadeiras pneumáticas manuais Dynabrade, entre outros acessórios e itens.

Os produtos de alta qualidade estão divididos em diferentes grandes marcas distribuídas oficialmente pela Grossl, são elas: Titebond, Franklin International, Ekamant, Starcke e Horse.

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Mudanças na Santa Casa de Misericórdia de Mococa (SP), proporcionam melhorias no desempenho no uso dos sistemas, reduzem retrabalho e auxiliam na tomada de decisão.

 

Os avanços tecnológicos têm forte impacto no ramo da saúde e não estão limitados somente a softwares e equipamentos médicos modernos. O uso da tecnologia na saúde envolve também outro ponto importante: a renovação tecnológica de servidores, essenciais para garantir o funcionamento de toda a infraestrutura de TI de ambientes médicos e hospitalares, com necessidades de atendimento 24h por dia, sete dias na semana. Com os servidores e o banco de dados em dia, é possível adquirir benefícios como a otimização, objetividade e eficiência na gerência das atividades administrativas, mais precisão nos processos desenvolvidos, garantindo, ainda, a qualidade e segurança no atendimento aos usuários dos serviços.

Um exemplo de uso bem sucedido da tecnologia na área de saúde é a Santa Casa de Misericórdia de Mococa (SP), que recentemente renovou o parque tecnológico do seu servidor de banco de dados, com o objetivo de ter mais agilidade nos processos, maior controle dos recursos internos e externos, além da integração entre as diversas áreas de atuação na instituição. Com mais de um século de existência, o Hospital e Maternidade conta com cerca de 10,5 mil m² de área construída, 145 leitos e realiza 330 cirurgias por mês.

“Há sempre uma necessidade de inovação na saúde, tendo em vista que o produto está diretamente relacionado à saúde dos pacientes. A inovação ocorre para melhorar as condições de uso dos sistemas informatizados, evitando, muitas vezes, o retrabalho, tornando o processo menos burocrático e benéfico para o paciente, trazendo, ainda, informações concretas da situação em tempo real e tomada de decisão concisa”, destaca o coordenador de tecnologia da informação e comunicação da Santa Casa de Mococa, Guilherme Felipe Bachiega Soares.                                    

Com mais estabilidade, a renovação do ambiente tecnológico aumentou a performance do negócio. Soares explica que a escolha da Indyxa se deu por conta da experiência da empresa em banco de dados. “Com a implementação, nós conseguimos alcançar um aumento de desempenho no uso dos sistemas, a possibilidade de novas funcionalidades e avanço tecnológico expressivo”, afirma.

Douglas Cassaniga, coordenador de PMO da Indyxa, empresa especializada em soluções e serviços de tecnologia, que realizou a migração de dados para o novo sistema, explica que o projeto seguiu algumas etapas. “Nós mapeamos todo cenário que se encontrava na organização, documentamos as rotinas e o formato que o ambiente estava provisionado. Após essa fase, realizamos as instalações e disponibilizamos o ambiente recém-implementado para testes”, comenta.

O especialista revela ainda que quando foi realizada a migração da infraestrutura de banco de dados para o novo servidor, foi feito um planejamento, análise e dupla checagem para ter certeza que não haveria necessidade de algum ajuste, uma vez que a solução é utilizada para cuidados médicos e segurança dos pacientes. Cassaniga também lembra que o planejamento na área de TI é fundamental para garantir a qualidade e sucesso no desenvolvimento do projeto, ou seja, a aplicação é indispensável para conquistar resultados positivos. “Ao final do projeto e com um planejamento bem executado, não tivemos nenhum incidente”, finaliza.

O coordenador de tecnologia da informação e comunicação da Santa Casa de Mococa comenta sobre os resultados obtidos com os serviços da Indyxa. “Adoramos o serviço que foi prestado, do início ao fim! A configuração dos servidores ficou impecável, a migração do banco de dados foi fantástica, entregou até mais do que foi proposto no projeto”, destaca.

 

Sobre a Indyxa

Uma das maiores empresas de tecnologia do Sul do país, com mais de 120 colaboradores, distribuídos em quatro sedes (Blumenau, Brusque, São Paulo e Cidade do México), a empresa possui mais de 15 anos de experiência no segmento. Integramos em nosso portfólio soluções e serviços em infraestrutura de TI com inteligência de negócios, cloud services, segurança e continuidade, ativos e projetos e serviços gerenciados.

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O APP é uma ferramenta de contato menos burocrática entre o Conselho, os profissionais e a sociedade

 

Com o intuito de estimular a participação da sociedade na denúncia de obras e serviços irregulares, o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Minas Gerais (Crea-MG) lançou o aplicativo Crea-MG Mobile. O módulo “Você Fiscal” permite que os usuários façam consultas e denúncias de irregularidades de forma rápida e simples. O aplicativo, que está disponível nas plataformas digitais desde fevereiro de 2019, recebeu 470 denúncias, das quais 428 já tiveram um encaminhamento. A maior parte das queixas diz respeito à obra e serviço sem placa, com 207 denúncias, e sem responsável técnico, com 176 notificações.

Por meio de uma interface simples e intuitiva, o aplicativo possibilita a qualquer cidadão enviar denúncias, que podem ser feitas tanto de forma identificada quanto anônima. É possível encaminhar o endereço, fotos e outros dados de obras e serviços, alertando sobre possíveis irregularidades no exercício da engenharia, da agronomia e das geociências. As denúncias são recebidas pelo setor de Fiscalização que dá o encaminhamento necessário. Quando feitas de forma identificada, o denunciante poderá acompanhar todos os trâmites, o que não é possível no caso de denuncia anônima. O Crea-MG Mobile permite também a consulta da regularidade de profissionais e empresas, além da conferência da autenticidade da Anotação de Responsabilidade Técnica (ART) e certidões.

Segundo a diretora Técnica e de Fiscalização do Crea-MG, engenheira civil e de segurança do trabalho Graça Lage, o aplicativo será mais um canal de contato entre o Conselho, os profissionais e a sociedade. “Por meio dessa ferramenta, o Crea dá a oportunidade de participação ativa na fiscalização do Conselho de maneira direta e menos burocrática, auxiliando nas denúncias do exercício ilegal da profissão", afirma. O presidente do Crea-MG, engenheiro civil Lucio Borges, explica que o suporte online vai otimizar ainda mais a atuação do Conselho ao possibilitar à sociedade, incluindo o profissional, um meio para denunciar obras e serviços sendo executados por pessoas não habilitadas, ou mesmo a ausência da ART, por exemplo. “A partir dessas denúncias, será possível identificar mais facilmente as irregularidades e, assim, promover uma fiscalização efetiva e imediata, assegurando à sociedade a prestação de serviços por profissionais habilitados”, detalha Lucio.

O Crea-MG Mobile pode ser baixado de forma gratuita através da AppStore, para dispositivos IOS, e pela Play Store, para dispositivos Android.  

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A escolha proporciona a garantia de um resultado profissional e durável em objetos construídos em madeira.

Grande parte dos projetos de marcenaria envolvem martelos, pregos, furadeiras e outros objetos que, muitas vezes, tornam o processo difícil e demandam mais tempo na execução.  Colar as peças é uma solução mais prática e rápida, mas, além de buscar produtos de qualidade no mercado, é necessário que as pessoas estejam informadas sobre como realizar a aplicação da cola na superfície, permitindo que o resultado seja eficiente e evite prejuízos ou retrabalhos.
 
Essas informações são necessárias tanto para as grandes e pequenas empresas, quanto para as pessoas que desenvolvem os mais diversos projetos e objetos em casa. A cultura do Faça Você Mesmo, por exemplo, - no inglês DIY: do it yourself – vem ganhando força nos últimos anos em todo o mundo. Com o boom da internet, as pessoas passaram a dedicar o seu tempo em vários tipos de projetos, por exemplo, móveis e objetos de madeira. E, mais do que simplesmente produzir, começaram a compartilhar os resultados e ensinar as técnicas nas redes sociais, contribuindo para uma economia criativa e geração de novas ideias.
 
 
A cola ideal para cada projeto: para esclarecer as características e utilidade de cada cola, separamos algumas dicas.
 
O processo de colagem de madeira parece ser simples, mas, é preciso ter cuidado e atenção, para que o resultado seja positivo. O consumidor deve ficar atento na função de cada cola, bem como nas informações a respeito daquele produto.
 
Com qualidade muito superior às colas tradicionais para madeira, as colas da marca americana Titebond têm diferentes opções para cada necessidade e vem conquistando os brasileiros nos últimos anos. As colas Original, Premium II e Ultimate III, por exemplo, são as mais utilizadas no mercado nacional por marceneiros, luthiers (profissionais que utilizam madeira para construir instrumentos musicais) e hobbystas. 
 
Com alta tecnologia e inovação, a linha é considerada uma das melhores do segmento de marcenaria e moveleiro. Todas as colas podem ser utilizadas para consumo de pequenas empresas, marceneiros, artesões ou hobbystas, já que a linha  conta com vários tipos de embalagens.
 
O adesivo Titebond Original é ideal para a utilização interna, sendo uma ótima opção para colagem de madeiras, MDF, aglomerado, lâminas de madeiras e para a montagem de móveis. Desenvolvendo uma colagem mais forte que a própria madeira, a cola é produzida em resina alifática, e tem sido utilizada por marceneiros profissionais, indústria de móveis e demais profissionais.
 
O vice-presidente da Grossl, Sergio Luiz Jankowski, indústria catarinense que comercializa as colas para madeira e construção civil da marca Titebond em território nacional, explica que a Titebond II Premium é recomendada para colagem de madeira e lâminas pelos processos de colagem a frio, quente e de alta frequência. Também pode ser utilizada na montagem de móveis e esquadrias de madeira de uso externo, devido a sua alta resistência à umidade.
 
E, por fim, a Titebond III Ultimate é considerada a melhor cola para madeira. A cola é recomendada para aplicações externas mesmo em temperaturas mais baixas ou quando a preocupação for a umidade excessiva. “A cola é a escolha certa para móveis de jardim, caixas de correios ou qualquer outro objeto que ficará exposto ao ar livre. Além de poder ser utilizada na fabricação de utensílios de cozinha, como tábuas de corte, visto que é segura para o contato indireto com alimento”, explica Jankowski.
 
A Titebond Original, II e III são livres de solventes e não produzem vapores nocivos. “Além disso, a Titebond II e III podem ser utilizadas para projetos interiores, mas, devido à alta qualidade e resistência à umidade e à água respectivamente, são indicadas para uso externo também”, ressalta Sergio.
 
Sergio ainda comenta que as colas podem ser utilizadas em projetos com contato direto com água, mas, não são indicadas para projetos de imersão constante. A Titebond III, por exemplo, já passou pelo teste da ANSI/HPVA Tipo I de resistência à água. O teste Tipo I consiste em ferver os objetos peças coladas por quatro horas e colocar as amostras em forno de 63°C por 20 horas. Após isso, as colas são fervidas novamente e resfriadas em água corrente. Depois, as peças passam por um teste enquanto ainda estão úmidas . As colas precisam atingir algumas exigências de resistência e falha na madeira para passar na especificação. "Ou seja, devem oferecer resistência superior de colagem, além de tempo de montagem mais longo.”, finaliza.
 
 
Grossl
 
Fundada em 1982, em São Bento do Sul (SC), a Grossl oferece soluções completas em abrasivos e adesivos para as indústrias moveleira, madeireira, metal mecânico, automotiva, naval, couro e óptico.
 
Entre os principais produtos comercializados estão abrasivos, adesivos, colas, selantes, discos de corte, desbaste e esponjas abrasivas, limas rotativas, aplicadores manuais de Hot Melt, lixadeiras pneumáticas manuais Dynabrade, entre outros acessórios e itens.
 
Os produtos de alta qualidade estão divididos em diferentes grandes marcas distribuídas exclusivamente pela Grossl, são elas: Titebond, Franklin International, Ekamant, Starcke e Horse.
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Saiba como as empresas devem se adequar à nova legislação e quais os  efeitos no mundo empresarial.


Conhecida com a quarta revolução industrial, a Indústria 4.0 exigirá cada vez mais ambientes integrados e automatizados, com grande volume de dados e informações essenciais para rodarem. Por isso, ameaças e ataques cibernéticos são cada vez mais frequentes e temidos pelas empresas, sejam elas de pequeno, médio ou grande porte. Um ramsoware, por exemplo, pode parar uma produção e ocasionar na perda de dados. Além disso, gestores e empresários devem se preocupar ainda com a proteção, regulamentação e uso das informações públicas e privadas que obtêm de funcionários, fornecedores e clientes, protegendo todos os dados em seu poder ou de parceiros em seu nome.
 

Em mais de 100 países, existem critérios mínimos para permitir a atividade e manuseio de dados no ambiente online. No Brasil, uma lei sancionada em agosto do último ano, também impõe regras sobre a coleta e o tratamento de informações de pessoas por empresas e órgãos públicos. É a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), que está prevista para entrar em vigor em agosto de 2020. Com ela, as empresas terão mais responsabilidades perante o recolhimento e proteção dos dados pessoais, estando sujeitas a multas de cerca até 2% do faturamento da empresa, que podem chegar a R$ 50 milhões e penalidades em caso de descumprimento e violação das regras relativas à proteção e privacidade dos dados. 

O especialista em Segurança da Informação da Indyxa, Tiago Brack Miranda, explica que a adequação à nova lei, trará consequências maiores para o ambiente online, já que a maioria das pessoas possuem registros coletados e armazenados diariamente em um banco de dados, seja por meio das redes sociais ou por empresas.

Tiago alerta que, uma simples compra onde é solicitado o CPF ou qualquer outro documento, também implica a proteção deste dado coletado, portanto, a normativa também vale para o ambiente offline. "A lei foi desenvolvida para criar diretrizes no acesso às informações e no tratamento dos dados pessoais ou qualquer informação que identifique determinado indivíduo, como nome, CPF e RG, além de informações sobre a etnia, sexualidade e religião", comenta.

Para as empresas e organizações públicas, a grande mudança com a chegada da nova lei, será fornecer as informações de forma clara e simples, de modo que os indivíduos possam saber como é obtido, armazenado e compartilhado seus dados. Além de possibilitar ao cidadão, a revogação, portabilidade e a retificação de suas informações.

A LGPD trará grandes mudanças e impactos para as empresas. Entretanto, a lei pode gerar benefícios para as organizações que decidirem implementar as regulamentações antes, proporcionando uma vantagem competitiva no mercado. “As implementações das normas estabelecidas pela LGPD precisam ser encaradas como uma transformação dos padrões dentro da empresa, e não simplesmente para estar de acordo com a lei", ressalta Miranda.

Como se adequar à nova lei?

Tiago comenta que além dos investimentos adequados em tecnologias para evitar o vazamento ou perda de dados de forma maliciosa, será necessária a adequação documental de acordo com a lei. Políticas e processos deverão ser revisados ou até mesmo elaborados, para serem implementados dentro das empresas. Também é fundamental o ajuste de aspectos internos da empresa, incluindo cultura e treinamento dos funcionários para haver a conscientização sobre o tema.

É fundamental que as empresas identifiquem quais dados são manipulados e gerenciados, analisando como eles são armazenados e protegidos de possíveis ameaças, potencializando as políticas de privacidade e segurança da empresa, em conformidade com o que determina a lei. “Será necessário uma mudança na forma como as empresas trabalham com os dados. Torna-se indispensável que as empresas invistam em softwares que identifiquem riscos, façam a gestão das informações, garantindo mais segurança de transferências de dados e controle ao acesso das informações”, finaliza Miranda.

O especialista ainda ressalta que são necessárias algumas práticas para implementar a LGPD nas empresas. Confira:

Gerencie e avalie os dados: as empresas precisam estar atentas ao que já está sendo feito internamente e avaliar a proteção dos dados de todos os envolvidos nos processos. É importante implementar soluções e políticas de proteção destes dados em toda a organização.

Monitoramento: controle e faça vistorias constantes na empresa, evitando possíveis vazamentos de informações internamente e externamente. E, certifique-se que somente pessoas necessárias tem acesso as informações.

Compartilhamento de informações e dados: é necessário que o usuário tenha consentimento do compartilhamento de seus dados. Além disso, as empresas precisam ter em mente que, ao compartilhar informações com terceiros, ela continua responsável por estas informações.

Solicitação de informações: com a determinação da lei, os clientes podem solicitar ou excluir os dados a qualquer momento, bem como saber onde esses dados estão armazenados, diante disso, a empresa precisa estar ciente que, ao solicitar as informações, é determinado um prazo para entregar essa informação ao cliente.