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Flexibilização de posse de armas favorece feminicídio

Essa relação foi defendida em audiência que lembrou ainda assassinato a tiros da vereadora carioca Marielle Franco.

 

 

 

Participantes do debate apontaram que violência atingiria principalmente mulheres negras e de baixa renda, dependentes financeiramente dos seus companheiros

Participantes do debate apontaram que violência atingiria principalmente mulheres negras e de baixa renda, dependentes financeiramente dos seus companheiros - Foto: Ricardo Barbosa


A memória do assassinato da vereadora carioca Marielle Franco (Psol) marcou simbolicamente a audiência da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) nesta quinta-feira (14/3/19). Nesta data, há um ano, a parlamentar foi executada a tiros no Rio de Janeiro e o crime até hoje não foi elucidado, já que os mandantes e a motivação ainda não são oficialmente conhecidos.

A reunião teve por objetivo discutir os riscos da flexibilização da posse de armas para a vida das mulheres e a maioria das participantes concordou que a medida favorece o aumento da violência.

Segundo a presidenta da comissão, deputada Marília Campos (PT), até o dia 7 de março foram registrados, no Brasil, 340 casos de feminicídio. “Os números são alarmantes. A cada hora, no País, 500 mulheres são agredidas”, afirmou.

Em Minas Gerais, o quadro não é diferente. Conforme denunciou Andrezza Rafaela Abreu Gomes, subsecretária de Prevenção à Criminalidade da Secretaria de Segurança Pública, em 2018, no Estado,156 mulheres foram vítimas de feminicídio.

Diante desses dados, Marília Campos ressaltou a necessidade de se ampliar o número de delegacias de mulheres em Minas. Com 853 municípios, o Estado dispõe apenas de 72 delegacias desse tipo. A presidenta da comissão referiu-se ao ataque a uma escola em Suzano (SP), na quarta-feira (13), para exemplificar como a facilidade do acesso a armas pode gerar cada vez mais violência.

Parlamentares convocam para ato Marielle Vive

Marília Campos lembrou a passagem de um ano da execução de Marielle Franco, conclamando todos a participarem das manifestações de protesto nesta quinta-feira em todo o País, exigindo uma investigação séria sobre o crime. Em Belo Horizonte, disse, o ato será a partir das 16h59, embaixo do Viaduto Santa Tereza.

Andréia de Jesus (Psol) observou que o assassinato da vereadora carioca é não só um crime contra a mulher, mas "um ataque ao Parlamento e à democracia".

Ana Paula Siqueira (Rede) também defendeu Marielle, destacando que a vereadora assassinada, natural da periferia, teve uma trajetória de vida muita parecida com a sua. A deputada ressaltou que na última terça-feira (12), em Brasília, foi aprovado projeto de lei do deputado federal Alessandro Molon (PSB-RJ), que determina a apreensão de armas de agressores de mulheres, "como medida cautelar da Lei Maria da Penha".

Para a deputada Leninha (PT), a data do assassinato de Marielle tem um significado muito grande. "É importante que nos coloquemos como Marielle. Não seremos interrompidas pelo medo, pela violência nem pelas ameaças. Não podemos deixar passar em branco o crime contra as Marielles. É preciso saber não só quem matou Marielle, mas quem mandou matar e por quê?".

Contraponto - A deputada Delegada Sheila (PSL) opinou de forma um pouco diferente no tocante à questão das armas. Segundo ela, o tema da audiência "é muito complexo" e merece um estudo mais aprofundado. Admitiu que o feminicídio é uma realidade, apontando dados que chegam a seis mil mortes/ano. Mas ponderou que é preciso avaliar com cuidado a relação do feminicídio com arma de fogo.

"Estamos vivenciando um momento de troca de governo e posicionamento em relação a isso, porte de arma, liberação de armas de fogo. Precisamos conhecer primeiro a realidade do nosso País", disse. A parlamentar diz que trabalha na área de segurança há muitos anos mas ainda tem "muito a aprender". "Não tenho opinião formada a respeito", concluiu.

Conceito de feminicídio é ainda muito recente

Para Letícia Godinho, feminicídios representem 86% dos homicídios de mulheres no País
Para Letícia Godinho, feminicídios representem 86% dos homicídios de mulheres no País - Foto: Ricardo Barbosa

Pesquisadora da Fundação João Pinheiro, Letícia Godinho definiu feminicídio como "um crime de gênero e de ódio". E afirmou que se trata de um conceito recente, que surgiu na militância social e na academia para dar visibilidade ao alto grau de violência sofrida pelas mulheres. "Foi uma  vitória do movimento feminista conseguir, em 2015, que o termo fosse incorporado à legislação brasileira", disse.

Segundo Letícia, estima-se que os feminicídios representem 86% dos homicídios de mulheres no País. Ela citou dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública e disse que a violência atinge em maior número as mulheres negras. Segundo a publicação, em dez anos, o assassinato de mulheres negras aumentou 15,4%, enquanto entre as mulheres não negras a taxa caiu 8%.

Ela destacou também que 71,1% dos homicídios são cometidos com armas de fogo, segundo dados oficiais de 2016. "O domicílio é um lugar mais perigoso para as mulheres do que as ruas e a flexibilidade no uso de armas de fogo com certeza vai gerar um aumento da letalidade", afirmou.

A coordenadora do Coletivo de Mulheres do bairro São Matheus, Simone Miranda Soares, acrescentou que a violência é muito maior ainda nas mulheres de baixa renda, na periferia e nos aglomerados, devido à dependência financeira dos maridos.

Requerimentos aprovados – Durante a reunião, foram aprovados diversos requerimentos, entre eles alguns para realização de audiências. Três são de autoria da presidenta da comissão, deputada Marília Campos: 

  • audiência de convidados para debater a participação das mulheres no "hip hop";
  • audiência pública para debater as garantias constitucionais para ampliar a participação feminina na política; e no município de Passos (Sul), para debater as demandas e pautas inerentes às mulheres da região, especialmente no que se refere às várias violências perpetradas contra a mulher.

 Da deputada Leninha foram aprovados dois requerimentos de audiência:

  • para debater a situação das delegacias especializadas de atendimento à mulher (Deams) em todo o Estado, em especial no município de Passos.
  • para debater os impactos da reforma da Previdência na vida das trabalhadoras rurais.





    Com informações de ALMG
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'Vou matar todo mundo amanhã. Tomara que a sala esteja cheia', escreveu jovem de 18 anos em aplicativo de mensagens. À polícia, ele disse que postagem era 'brincadeira', e acabou detido

Um estudante de 18 anos foi detido por incitação ao crime após uma publicação dele em uma rede social se espalhar e levar medo a alunos e pais. Na mensagem, ele dizia que nesta sexta-feira mataria pessoas na escola estadual em que estuda no Bairro Horto, Região Leste de Belo Horizonte. À polícia, ele disse que a intenção era fazer uma “brincadeira”. 

Policiais militares compareceram à escola, que fica na Rua 7, após denúncias registradas no fim da tarde dessa quinta-feira. Segundo a PM, funcionários disseram que estavam com medo e preferiram não registrar a ameaça, mas contaram que receberam várias ligações de pais de alunos falando que não levariam os filhos à escola. 
 
Eles mostraram a postagem do rapaz, que tinha uma foto com uma arma acompanhada da mensagem “Vou matar todo mundo amanhã. Tomara que a sala esteja cheia”.
 
Os policiais foram até a casa do estudante e foram recebidos pelo pai dele. Questionado pelos policiais, o aluno confirmou ter postado a mensagem no WhatsApp, mas que não passava de uma brincadeira, e que a foto que ele postou foi enviada a ele em 2017 por um ex-aluno da instituição. Ele não soube dizer se a arma era verdadeira ou um simulacro. Ele foi encaminhado a uma delegacia. 
 
SÉRIE DE OCORRÊNCIAS Após o massacre na Escola Estadual Raul Brasil, em Suzano, interior de São Paulo, uma sequência de ocorrências têm assustado a comunidade escolar em outras instituições pelo Brasil. 
 
Em Manaus, um dia depois da tragédia que deixou 10 mortos, dois alunos de 16 e 17 anos do Instituto de Educação do Amazonas (IEA) fizeram ameaças por meio de mensagens no WhatsApp. O mais velho foi levado para a delegacia e liberado após assinar um Boletim Circunstanciado de Ocorrência por ato infracional análogo ao crime de ameaça.
 
Em São Pedro do Avaí, distrito de Manhuaçú, na Região da Zona da Mata mineira, um rapaz de 18 anos utilizou o perfil no Facebook para apoiar o massacre em Suzano. Além disso, na mensagem, ameaçou cometer um atentado semelhante na Escola Estadual Ana Mendes Pereira Dutra, localizada no distrito. Pessoas que acessaram o perfil do homem acionaram as polícias Civil e Militar e ele acabou preso. No celular dele, foram encontradas conversas com grupos de outros estados que também são favoráveis ao atentado. 
 
Na noite de quinta-feira, um estudante de 20 anos atirou para o alto na porta da escola estadual em que estuda em Nova Lima, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Segundo a polícia, ele disse ter cometido o crime para assustar colegas que estavam espalhando boatos sobre a sexualidade dele. O jovem foi autuado em flagrante pela Polícia Civil e encaminhado a uma unidade prisional.



UAI e (Com agências)
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Escola de Artes Visuais do Cefart oferece curso o gratuito Olhar a Cidade, baseado na exposição Wilson Baptista: Urbano Fotográfico

Atividade será realizada de 27 a 29 de março e visa aprimorar a percepção dos participantes em relação ao cenário urbano do centro de BH

Curso: OLHAR A CIDADE

Inscrições: até 21 de março | https://bit.ly/2UuKehz  

Valor: gratuito

Resultado: 22 de março (sexta-feira)

Realização do curso: 27 a 29 de março:

Local: CâmeraSete – Casa da Fotografia de Minas Gerais e Palácio das Artes

Informações: (31) 3236-7400 | www.fcs.mg.gov.br

Informações para a imprensa:

Vítor Cruz: (31) 3236-7378 | (31) 99317-8845 | Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

 

Em diálogo com a exposição Wilson Baptista: Urbano Fotográfico, a Fundação Clóvis Salgado realiza, por meio da Escola de Artes Visuais do Centro de Formação Artística e Tecnológica – Cefart, o curso Olhar a Cidade. A atividade propõe uma investigação do olhar sobre o espaço urbano como forma de estimular a percepção das dimensões estéticas e as histórias da cidade.

Ministrado pelo coordenador da Escola de Artes Visuais, Lucas Amorim, o curso será realizado de 27 a 29 de março (quarta a sexta). As inscrições são gratuitas e podem ser realizadas neste link (https://bit.ly/2UuKehz) até 21 de março (quinta-feira). O edital está disponível aqui: https://bit.ly/2u1DX1y. O curso acontece das 14h às 17h e tem carga horária total de 10h. O resultado será divulgado às 18h de 22 de março, no site da FCS (www.fcs.mg.gov.br).

Os participantes utilizarão os próprios telefones celulares ou câmeras fotográficas para registrar imagens de um percurso pré-determinado, que fica entre a CâmeraSete – Casa da Fotografia de Minas Gerais, e o Palácio das Artes. Segundo Lucas Amorim, essa atividade está baseada na metodologia da deriva, em que os participantes são estimulados a desenvolver a sensibilidade do olhar ao percorrer o próprio trajeto, pontuando sensações, percepções e observações ao longo do caminho.

 

“Ao ter a exposição Wilson Baptista: Urbano Fotográfico como ponto de partida, os participantes serão estimulados a pensar o espaço público como lugar de diferentes linguagens e manifestações e a perceber as transformações urbanas, arquitetônicas e sociais que ainda ocorrem no centro da cidade”, destaca Lucas Amorim.

No último encontro, o resultado das imagens e das percepções será compartilhado entre os participantes. A atividade será acompanhada por Carol Cafiero, bolsista do Programa de Residências para Pesquisas Artísticas da Fundação Clóvis Salgado, que desenvolve uma interlocução da fotografia como forma de se apropriar e repensar o espaço urbano.

Sobre a exposição Wilson Baptista: Urbano Fotográfico – Aberta a visitações na CâmeraSete – Casa da Fotografia de Minas Gerais até 25 de maio, a exposição Wilson Baptista: Urbano Fotográfico reúne 44 fotografias em preto e branco do acervo, estimado em cerca de trinta mil negativos, do belo-horizontino Wilson Baptista. Por meio do olhar do fotógrafo, é possível perceber as transformações urbanas, arquitetônicas e sociais que ocorreram no centro da capital mineira entre as décadas de 1930 e 1960, visitando micro histórias nas práticas e acontecimentos públicos.

Com curadoria de Paulo Baptista, fotógrafo, professor e filho de Wilson, a exposição traça não só uma linha do tempo da singularidade cotidiana de Belo Horizonte, mas possibilita, também, encontrar formas e composições autônomas derivadas de objetos familiares que se transformam em belíssimas torres e geometrias dos altos edifícios.

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Solicitação foi encaminhada à Câmara Municipal e à prefeitura. Chegada dos ETs está marcada para 20 de julho



(foto: Pixabay)

Auto-declarado embaixador cósmico, Walmir de Souza Marques, de 60 anos, vem pedindo aos vereadores e à Prefeitura de Belo Horizonte a liberação para o pouso de um disco voador na Praça Sete, na região central da capital mineira. Segundo ele, a autorização é necessária para que a manobra não se caracterize como uma invasão.

 
Durante evento na Câmara Municipal de BH, Walmir entregou aos parlamentares a declaração universal dos direitos humanos, dos visitantes extraterrestres e das cidades abaixo dos oceanos. Ele chegou a se reunir com o Deputado Gabriel Azevedo (PHS), que se comprometeu, ironicamente, a tomar as devidas providências.
 
Walmir tenta a autorização junto à PBH há alguns anos. Em 2012, ele já havia pedido permissão para pouso de discos voadores no mesmo local, mas a solicitação foi negada pela prefeitura. Posteriormente, em 2014, fez a solicitação diretamente à presidente Dilma Rousseff, mas não obteve resposta. Um pedido para pouso no Vaticano também foi feito, mas também não foi respondido.


UAI
 
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Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento absorverá pasta do Desenvolvimento Agrário.

impacto da reforma administrativa do Estado no setor agropecuário e de abastecimento será debatido em audiência pública na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) nesta quinta-feira (14/3/19). A discussão será realizada pela Comissão de Agropecuária e Agroindústria, a requerimento de seu presidente, deputado Coronel Henrique (PSL), e acontecerá no Plenarinho IV da ALMG, a partir das 10 horas.

De acordo com o requerimento para realização da audiência, o principal objetivo é analisar como a Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento será afetada pelo Projeto de Lei (PL) 367/19, do governador, que trata dos principais pontos da reforma administrativa. Atualmente, o projeto aguarda exame da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e tramita em regime de urgência.

Uma das determinações do PL 367/19 é a redução do número de secretarias de Estado de 21 para 12. Desta forma, a Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento absorverá a pasta de Desenvolvimento Agrário.

Outra medida que afeta o setor agropecuário é que a área deixará de contar com um secretário adjunto, cargo que só será mantido em sete secretarias. Além disso, a Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento também deverá ser afetada pelo enxugamento da estrutura interna e extinção de cargos comissionados, gratificações e funções gratificadas.

Entre os convidados está Ana Maria Soares Valentini, secretária de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, além de representantes de empresas, cooperativas e trabalhadores do setor.

Consulte a lista completa de convidados para a reunião.