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Desde a implantação da Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva (MEC, 2008), já se passaram dez anos e alguns avanços, certamente, foram constatados. A base de dados do Observatório do PNE (Plano Nacional de Educação), realizada a partir dos microdados do Censo, indica um aumento de 82% nas matrículas em salas regulares daqueles alunos declarados com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades/superdotação.

Segundo os dados do MEC/Inep, dentre outros aspectos, o percentual de matrículas se diferencia no acesso conforme a localidade. As regiões Norte e Nordeste, por exemplo, são as que apresentam maiores percentuais de alunos de 4 a 17 anos da Educação Especial incluídos nas salas comuns em 2016. Dos matriculados nos anos finais do ensino fundamental e no ensino médio, é progressiva a queda do número de alunos incluídos, chamando a nossa atenção para os mecanismos de exclusão e para a necessidade de refletirmos e desenvolvermos recursos para uma educação, de fato, inclusiva.

Nessa perspectiva, surge uma significativa reflexão: como estamos universalizando o acesso à educação? Considerar as matrículas é o primeiro passo para alcançarmos uma educação inclusiva. Além disso, precisamos buscar a redução das desigualdades, tanto territoriais, quanto locais, em relação à ampliação do número de Salas de Recursos, contratação de intérpretes de Libras e professores licenciados ou com formação continuada em EducaçãoEspecial para o atendimento educacional especializado aos alunos, preferencialmente, na rede regular de ensino.

Mas muitos estudantes ainda não frequentam os programas e os serviços da Educação Especial. A profa. Dra. Dinamara P. Machado –Diretora da Escola Superior de Educação – alerta que muitos ainda estão excluídos do processo educacional, e se faz necessário intervir no contexto das políticas públicas, do financiamento educacional e na formação de professores. Apesar de mais de 70 anos da Declaração dos Direitos Humanos, muitos não fazem parte das estatísticas por não terem sido reconhecidos e identificados em suas demandas educacionais, seja por dificuldade (ou facilidade extrema) em aprender, ritmo de aprendizado (para muito mais ou para menos) ou por apresentarem formas diferenciadas de comunicação (Libras), como também por necessitarem de algum recurso, serviço ou estratégia da Tecnologia Assistiva. Essa situação nos remete a outra questão que se relaciona ao processo de identificação e avaliação do público alvo da Educação Especial.  Estas são algumas das questões que permeiam as práticas de todos aqueles que lidam com a educação.

Há uma distinção significativa entre uma educação que integra e que inclui. Quando apenas inserimos socialmente o estudante no espaço escolar, estamos negando a diferença e, em vez de a escola se adequar ao aluno, é ele quem deve se adequar à escola. Esse paradigma da integração norteou, por muito tempo, a Educação Especial. A escola que apenas promove a integração, é aquela semelhante à escola tradicional, com padrões rígidos e homogêneos, em que os estudantes com dificuldades de aprendizagem, com deficiência ou mesmo aqueles em desvantagem social recebiam “tratamento especial” e avançavam de acordo com os seus méritos pessoais. Já pelo paradigma da inclusão, caminhamos para uma educação que lida com as diferenças humanas refutando os conceitos de normalidade. No contexto da educação inclusiva, há um compromisso político de rompimento com as barreiras sociais e atitudinais que impedem o acesso, a participação e a aprendizagem de todos os estudantes, sem distinção.

O paradigma da inclusão é um desafio para a sociedade contemporânea e, certamente, exige mudanças estruturais, físicas, tecnológicas e educacionais, sobretudo, no que tange a formação docente. Como vencer esse desafio e contribuir, de fato, para uma educação inclusiva? Nesse sentido, o Centro Universitário Internacional Uninter cria o curso de licenciatura em Educação Especial. A coordenadora Paula Sakaguti acredita que o desenvolvimento de uma escola inclusiva, passa pela formação inicial de professores, principalmente desta nova geração que convive diariamente com discursos radicais de exclusão em contraposição aos direitos adquiridos ao longo da história.

As conquistas atuais da área de Educação Especial vêm demonstrando o empoderamento pedagógico na busca de uma escola comum para todos. Urge investir na política de formação de professores rumo à valorização das diferenças e construção de uma sociedade mais justa e plena para todos.

Autoras: Profa. Dra. Paula M. Yamasaki Sakaguti, Coordenadora do curso de Licenciatura em Educação Especial e Profa. Dra. Dinamara P. Machado, Coordenadora da Escola Superior de Educação do Centro Universitário Internacional Uninter.

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De 2003 a 2013, aumento dos anos médios de estudo foi de 36% entre a população de baixa renda. Entre os 20% mais ricos, o crescimento foi de 4%. Criação do Bolsa Família contribuiu para a redução da desigualdade na educação

Brasília, 16/06/2015 – A população mais pobre está estudando mais e o programa Bolsa Família potencializou o resultado na última década. O tempo de permanência na escola entre os 20% mais pobres com até 21 anos cresceu 36% entre 2003 e 2013. Entre os 20% mais ricos, os anos de estudo aumentaram 4% no período.


A redução da desigualdade pode ser percebida desde o início dos anos 1990. Em 1992, os 20% mais pobres registravam, em média, 3,8 anos de escolaridade. Em 2013, essa média alcançou 8,3 anos de estudo, ou seja, mais do que dobrou o tempo de escolaridade da população mais pobre. Entre os 20% mais ricos, a média passou de 9,1 anos para 11,7 – 28% a mais.

O resultado aparece em levantamento feito pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), com base em dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O estudo revela também que o Bolsa Família contribuiu para a redução da desigualdade ao exigir e acompanhar a frequência escolar de crianças e jovens. Comparando o período de 2003, ano de criação do programa de transferência de renda, com 2013, o tempo de permanência nos estudos entre os 20% mais pobres saltou de 6,1 anos para 8,3. Entre os 20% mais ricos, a média de anos de estudo passou de 11,2 para 11,7 anos.

Adequação idade-série aos 15 anos de idade

Dados da Pnad mostram que é cada vez maior o número de alunos com 15 anos da rede pública de ensino que estão na série adequada. Em 2001, apenas 24,4% dos alunos entre os 20% mais pobres se encaixavam no nível escolar correto. Com a criação do Bolsa Família, mais jovens tiveram acesso à educação e 33,6% alcançaram a série adequada aos 15 anos. Após 10 anos, esse número saltou 63%. Em comparação com os demais estudantes da rede pública, o crescimento no mesmo período foi de apenas 13%.


Superação – Além de garantir complementação de renda às famílias, o Bolsa Família permite que uma geração de brasileiros supere a pobreza por meio dos estudos. É o caso de Dorival Gonçalves dos Santos Filho, 32 anos. Natural de Piedade, cidade no interior de São Paulo, ele passou boa parte da infância acompanhando a mãe no lixão. Catava material reciclável para tentar vender e garantir algum dinheiro complementar à renda da família.

A trajetória de pobreza fez com que Dorival deixasse os estudos na 8ª série, embora a mãe, Crélia de Oliveira, que só chegou à 4ª série, sempre o incentivasse a estudar. A volta aos estudos aconteceu bem mais tarde, quando ele já havia completado 20 anos. “Não pensava em ir pra faculdade. Quando surgiu o ProUn i [Programa Universidade para Todos], pensei em tentar o programa, mas queria mesmo terminar o ensino médio.”

Em 2004, com a complementação de renda do Bolsa Família paga à mãe, Dorival sentiu-se motivado a tentar o ensino superior. “Com o Bolsa Família, a renda deu uma melhorada e eu fui buscar meu sonho”. Hoje, ele cursa doutorado em Linguística na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

 
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Um das opções é o PRAVALER, maior crédito universitário privado do Brasil, que já beneficiou mais de 30 mil estudantes


A temporada de vestibulares ainda não chegou ao fim e muitos estudantes já começam a pensar em como pagar as mensalidades do curso universitário. É para esse público que nasceu, há seis anos, o PRAVALER, hoje o maior programa privado de crédito universitário do país. Com ele, o estudante pode fazer o curso que deseja porque a mensalidade é dividida em duas parcelas. Assim, o valor a ser pago por mês cabe no bolso. A contratação é fácil, rápida e sem burocracia.

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Goiás: O Ministério Público aprovou hoje, pela sua Curadoria de Fundações e Associações, o projeto de criação da Faculdade da Polícia Militar em Goiás. O projeto, da Fundação Tiradentes, ainda tramita no Ministério da Educação, que deverá fazer sua primeira vistoria em julho. Os primeiros cursos previstos para 2016 são de biomedicina, enfermagem, educação física e tecnólogo em segurança pública, além de cursos de extensão e pós-graduação. Mas a expectativa é que, até 2019, a instituição também ofereça curso de medicina, usando o Hospital do Policial Militar.
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Ainda dá tempo de se inscrever e participar da seleção para bolsas de estudo do maior programa de inclusão educacional do país. Neste semestre em todo o estado de Minas Gerais estão sendo disponibilizadas 27 mil bolsas de estudo parciais (50%) em faculdades e escolas técnicas parceiras.  Betim é uma das cidades contempladas com o programa e as vagas disponíveis são para graduação (presencial e EAD) e pós-graduação (presencial e EAD). As bolsas ofertadas são resultado da parceria firmada com instituições de ensino e escolas técnicas da cidade.