Realidade USB

            Estamos morrendo cada vez mais tarde. Porém, a taxa de natalidade está diminuindo.

            Já acontecimentos cabulosos e estapafúrdios estão ocorrendo com maior frequência. Temor mesmo, se tais fatos tornarem-se corriqueiros e vulgares.

            Será que nossos “bebês” nascerão, então, com a mente programada e com a ciência de que coisas estranhas são normais? E, com isso, os nossos “vovôs” e “vovós” não conseguirão convencê-los, de forma ou por artifício algum, de que pedir a benção ou receber um carinho em um fim de tarde tranquilo, são coisas normais?

            Existirão, daqui a alguns anos ou daqui a umas três, quatro décadas, livros físicos, jornais diários entregues nas portas de nossas casas pela madrugada, músicas mais instrutivas e relaxantes, jogos educativos, brincadeiras com os vizinhos ou tardes lúdicas nas casas dos(as) “amiguinhos(as)”?

            Ou seremos, desde a primeira infância, enlatados em embalagens coloridas e fosforescentes com prazo de validade mais do que vencido?

            Aviões sendo abatidos ou desaparecendo sem explicação... Pessoas do Ocidente ignorando o extermínio de indivíduos – teoricamente semelhantes – orientais... Uma geração de meninos e meninas sendo absorvida por drogas cada vez mais destruidoras e acessíveis... O bullying real e virtual, além do emocional, provocando estragos imensuráveis...

            O mundo sendo virado de cabeça pra baixo... e com a possibilidade de muita gente cair.

            No entanto, quase tudo, para boa parte da população do Mundo, ganha rubrica de “normal”.

            E, em contrapartida ao primeiro parágrafo e à nossa atual conjuntura, coisas boas estão morrendo cedo e fatos ruins estão nascendo cada vez mais. Talvez, por estarmos nos plugando, em escala crescente e indecente, à tecnologia. E nos desplugando, em escala derrocante, do contato real.

            Estamos vivendo ou sobrevivendo, como se um cabo USB fosse a tábua de salvação de nossas vidas. E, adeus, cordão umbilical!

 


Priscilla Porto

 

Autora dos livros “As verdades que as mulheres não contam” e “Para alguém que amo – mensagens para uma pessoa especial”.

 

Contato: www.priscillaporto.com

Cuide da sua vida

            Às vezes é preciso parar.

E olhar, realmente para trás. Então, pensar e analisar: cada um de seus passos.

E assumir todo o roteiro que você escreveu por sua breve ou longa vida.

E ter coragem! Ah, e ter muita coragem: de assumir que, a maioria absoluta de seus passos, foi você quem realmente deu. Foi você a mão responsável por tudo que está lhe acontecendo hoje. Mais NINGUÉM!

Porque é fácil demais delegar.

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