carmem lucia golpeA Ministra Carmén Lúcia que deu o voto decisivo para livrar Aécio da prisão, agora deu o voto decisivo para prender Lula, no mesmo placar similar a que chegou até ela quando votou para livrar Aécio (5×5) e agora votou para prender Lula, relembre como foi o voto decisivo dela para salvar Aécio:

Da Revista Fórum

A presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Cármen Lúcia, transformou a decisão que questiona a aplicação de medidas restritivas de liberdade contra deputados e senadores pela Corte numa imensa lambança.

O Supremo já teve sessões ridículas, mas essa foi historicamente ridícula. Porque depois de 12 horas de discussão e votações a presidenta do STF tentou fazer de conta que não estava votando de forma seletiva.

Mas o seu voto num primeiro momento foi absolutamente claro: “salvo afastamento do mandato ou em caso de constrangimento”. Ou seja, exatamente como no caso específico de Aécio Neves.

Depois do questionamento do relator Edson Facchin, deu-se quase mais 1 hora de debate, com Aécio contando com Alexandre Morais mais como um advogado de defesa, do que como um juiz.

Ao final, ficou decidido que pra que um parlamentar seja afastado do mandato, sua casa legislativa precisa concordar.

O único objetivo disso era preservar o senador Aécio Neves, atual presidente afastado do PSDB.  Como se sabe, o pai do golpe contra Dilma. E que conta com ampla maioria no Senado para se livrar do constrangimento de ter que continuar dormindo na sua casa.

O relator, ministro Edson Fachin, votou para que decisão não fosse submetida ao aval da Câmara e do Senado.

Votaram com Fachin:  o decano Celso de Mello, Rosa Weber, Luis Fux e Luis Barroso.

Votaram contra o encaminhamento de Fachin: os ministros Marco Aurélio Mello, Gilmar Mendes, Lewandovski, Dias Toffoli, Alexandre de Morais e Carmem Lúcia.

O blogueiro tem muitas dúvidas sobre se este tipo de decisão do Supremo é ou não um desiquilíbrio dos poderes. Mas o que ficou claro nesta votação é que parte do STF não estava preocupado com isso, mas com a situação do presidente do PSDB, homem forte do Senado.

Ou seja, a votação foi uma vergonha. A decisão de Carmem Lúcia e sua condução no julgamento foi muito mais vergonhosa ainda. E a ação de Alexandre Morais como advogado de defesa de Aécio. Bem, neste caso a vergonha se torna algo mais sério. Algo absolutamente asqueroso.



Faando Verdades

O ex-prefeito de Belo Horizonte, Marcio Lacerda, é hoje uma das principais vozes do país em defesa das cidades. Entre 2015 e abril de 2017, Marcio foi o presidente da Frente Nacional de Prefeitos, e hoje ocupa a presidência do Conselho da entidade. Toda essa experiência fez com que o ex-prefeito de BH conhecesse também a realidade dos municípios do interior.   

“Nossas cidades não podem continuar dependentes, oprimidas até, pelo governo central que fica com 57% da arrecadação total de impostos do país, sobrando para os municípios apenas 18%. Essa dependência não é justa porque as pessoas vivem nas cidades, a demanda está nas cidades por serviços públicos e os prefeitos não têm os recursos necessários para atender essas demandas inclusive porque o próprio governo federal e o estado não cumprem as suas obrigações legais em relação ao repasse de recursos”, destacou o ex-prefeito de BH.

Governo libera dinheiro para fundação do deputado Bonifácio Andrada este ano, com repasse de R$ 7 milhões do Fies para a instituição de ensino apenas em junho e julho

 

A Fundação Presidente Antônio Carlos (Fupac), instituição universitária criada pelo deputado federal Bonifácio de Andrada (PSDB), recebeu em 2017 mais de R$ 11 milhões do governo federal por meio de empréstimos e financiamentos para estudantes. O parlamentar relatou a segunda denúncia contra o presidente Michel Temer (PMDB) na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados e deu parecer pelo arquivamento da denúncia contra o peemedebista. Seu parecer foi aprovado na comissão e será votado em plenário na quarta-feira.

 bonifacio andrada
Deputado que fez parecer favorável a Temer na segunda denúncia contra o presidente recebeu dinheiro do financiamento estudantil(foto: Antonio Cruz/ABR)

O cenário das instituições ligadas à Fupac – da qual o deputado é presidente e reitor licenciado – é diferente do panorama de crise enfrentado no financiamento estudantil desde 2016. No ano passado, segundo o Censo da Educação Superior, do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas (Inep), o número de matrículas caiu por causa da crise econômica. Foram 190 mil estudantes a menos matriculados no ensino superior. Neste ano, o cenário continuou ruim. Em fevereiro, o ministro da Educação, Mendonça Filho (DEM), anunciou a redução de 29% nos investimentos do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).

Na contramão do cenário nacional, a Fupac quase dobrou os valores recebidos pelo governo federal por meio do Fies. Segundo dados do Portal da Transparência e do Sistema Integrado de Administração Financeira do governo federal, em 2015, a instituição recebeu R$ 6.573.987,02 em repasses diretos do governo. Em 2016, os repasses pularam para R$ 13.783.156,70 – mais que o dobro em relação ao ano anterior.

Neste ano, até o início do mês, foram repassados à Fupac R$ 11.447.799,83 por meio de concessões de empréstimos para o Fies e R$ 11.787,57 por meio do Fundo de Desenvolvimento da Educação. A maior parte das liberações aconteceram nos meses de junho e julho, quando foram repassados mais de R$ 7 bilhões à Fupac. Procurado pela reportagem, o deputado Bonifácio Andrada não atendeu as ligações. A assessoria da Fupac foi procurada, mas também não respondeu.

A Universidade Presidente Antônio Carlos (Unipac) foi criada pelo deputado em 1963, com duas unidades em Barbacena. Logo depois a instituição se expandiu para outros municípios mineiros e foi criada a Fundação Presidente Antônio Carlos, que administra as faculdades do grupo. O nome da instituição é homenagem ao ex-governador de Minas, ex-deputado, ex-senador e ex-ministro da Fazenda, Antônio Carlos de Andrada (1870-1946).

Parecer pró-Temer

O deputado tucano que relatou a denúncia contra Temer enfrentou resistência dentro do próprio partido ao ser indicado para apresentar o parecer sobre a acusação de obstrução de Justiça e organização criminosa. Após se recusar a deixar o cargo de relator, Bonifácio viu o líder do PSDB na Câmara, Ricardo Trípoli, retirar sua indicação para a comissão. No entanto, em uma manobra do Palácio do Planalto, o PSC liberou uma vaga do partido para que o tucano permanecesse como relator.

Em seu parecer, favorável ao presidente Temer, Bonifácio Andrada criticou a Procuradoria-Geral da República (PGR) e afirmou que a peça apresentada pelo ex-procurador-geral Rodrigo Janot se baseava em “gravações criminosas” feitas pelos empresários da J&F.

Para o parlamentar, o Ministério Público tenta criminalizar a política e fragilizar os Poderes Legislativo e Executivo. “O MPF hoje, órgão poderoso do nosso sistema, que domina a Polícia Federal, mancomunado com o Judiciário, trouxe para o país desequilíbrio na relação entre os poderes da República”, afirmou o relator. “Não há nenhuma prova real ou concreta que o presidente tenha tomado providência ou atitude para dificultar investigações. Conclui-se pela impossibilidade da denúncia contra o presidente Michel Temer”, finalizou Andrada.

Uai

Senador do PR é tido como exemplo de "moral e bons costumes" pela extrema direita e gosta muito de debochar de políticos que não compactuam com suas idéias

Magno Malta.corrupto

Segundo reportagem, autenticidade de mensagens entre empresário e Magno Malta foi atestada por especialista

O senador Magno Malta (PR-ES) virou uma espécie de ídolo da extrema-direita com seus discursos raivosos e ataque a políticos à esquerda. Como se tivesse uma ficha limpíssima, usa  a tribuna do plenário do Senado para falar em "moral e os bons costumes", acusar adversários políticos e até debochar. Enquanto Malta acusa sem apresentar provas, o jornal Folha de S.Paulo diz ter tido acesso a e-mails que comprovam caixa 2, ou propina, para o senador na eleição de 2014.

 

Segundo reportagem do domingo (14), e-mails comprovam a denuncia de  R$ 100 mil de caixa dois do presidente da cozinha Itatiaia, Victor Penna Costa, a Magno Malta. De acordo com  o jornal, as trocas de mensagens entre o dirigente de uma das maiores fabricantes de móveis de cozinha do país e o senador são de 8 de setembro de 2014.

 

Outras mensagens entre funcionários e direção da Itatiaia indicam que Malta viajou no avião particular da empresa em 2012 e 2013. Das conversar participam o presidente da empresa, Penna Costa, seu filho Daniel – que era gerente financeiro à época– e um assessor da firma, Hugo Gabrich.

Em um deles, o presidente da empresa diz que precisa pagar R$ 400 mil para "consultoria" de Gabrich. O assessor responde: "Estou entregando a NF (nota fiscal) que cobre o montante de R$ 500 mil conforme orientação do dr. Victor. Impostos serão incluídos na NF, totalizando R$ 575 mil."

Na nota emitida pela Vix Consulting, de Gabrich, a contratante é a Itatiaia. O acerto mostra que a contratante pagou os R$ 75 mil de impostos para a Vix – o que sugere que a nota foi encomendada.

 

Na sequência dos e-mails, Costa manda o filho depositar para a Vix Consulting somente R$ 475 mil. "Os outros 100.000 são para compensar a retirada em dinheiro de R$ 100.000 do Malta. Não sei como foi contabilizado (a saída desse valor da empresa)", escreve o presidente da Itatiaia.

Daniel, então, pergunta: "Quem realizou o pagamento do Malta? Existe NF, foi declarado a doação?"

 

Victor encerra: "Não existe NF, não declaramos. Veja com Lailton (tesoureiro da empresa). Favor apagar todos os e-mails sobre este assunto".

 

Procurado pelo jornal, Gabrich afirmou que a empresa fez nota fria para justificar pagamentos de caixa 2 da Itatiaia. O destino do restante do valor da nota (R$ 400 mil) não aparece na troca de e-mails.

 

De acordo com a Folha, a pedido da reportagem as origens das mensagens foram analisadas pelo perito em ciências forenses Reginaldo Tirotti. O especialista atestou a autenticidade delas, identificando a sequência de códigos gerados pelos remetentes das mensagens.A Itatiaia foi fundada em 1964 e tem duas fábricas, em Ubá (MG) e em Sooretama (ES).

 

Já em outro e-mail, de 8 de julho de 2014, um ano após a Itatiaia inaugurar a unidade capixaba, que recebeu incentivos fiscais, Gabrich descreve a Victor Costa o cenário político no Espírito Santo. Menciona candidatos "viáveis" ao governo, fala de Magno Malta, que fechou aliança com Renato Casagrande (PSB), governador do Estado na época. Disse que a mulher do senador, Lauriete, não disputaria a reeleição para deputada federal e citou o deputado Marcelo Santos (PMDB).

 

"Não tenho dinheiro para todos", responde o presidente da Itatiaia. "Não posso dar mais para deputado estadual que para senador."

Gabrich diz: "O Magno não é candidato agora a nada."

 

Malta no jatinho

 

Outros e-mails mostram que o senador usou avião particular da Itatiaia ao menos duas vezes: em 20 de julho de 2012, de Vitória a Aracaju, e em 27 de fevereiro de 2013, no trajeto Brasília-Rio.

 

Em 22 de fevereiro daquele ano, uma secretária da Itatiaia agenda um voo para Costa, Gabrich e o senador. Em 28 de fevereiro, Malta vai com Gabrich ao BNDES – a reunião não constou da agenda oficial, informou o banco.

 

Sobre a viagem a Aracaju, há um e-mail enviado ao presidente da Itatiaia pelo então diretor Beto Rigoni, que relata problemas no trajeto: "Eram 7 pessoas quando só cabem 4 no avião. O Yunes (piloto) tinha duas opções: dar duas viagens ou colocava todos dentro na aeronave. Como o senador pressionou ele bastante, ele (...) seguiu para Aracaju em 8 pessoas dentro do avião (além da insegurança, fizeram uma 'festa no ar')".

"Nós precisamos começar a cortá-lo. Os acionistas também não querem tanta proximidade", responde Costa.

 

Fraude em leilão

 

Mensagens de dirigentes da Itatiaia dão indícios de que o presidente da empresa, Victor Penna Costa, fraudou a arrematação de um terreno em Belo Horizonte lesando centenas de trabalhadores que cobravam dívidas trabalhistas de uma outra empresa.

Costa, por meio de seu assessor, Hugo Gabrich, arrematou a área de 12.369 metros quadrados, em 2010, pelo valor mínimo estipulado pela Justiça, R$ 1,56 milhão.

 

O terreno pertencia à SIT Engenharia, uma das empresas que construiu Brasília, e foi a leilão por causa de ação trabalhista. Seu valor de mercado era R$ 25 milhões.

 

Em e-mail de 2013, quase três anos após o leilão, o dono da SIT, Luiz Lima Lobato, escreve ao presidente da Itatiaia cobrando quantia que ambos teriam acertado por fora. Com isso, Lobato embolsaria os valores, em vez de pagar trabalhadores.

Lobato anexa ao e-mail cópia de um acordo de gaveta que previa que Costa pagaria por fora quase R$ 3,9 milhões. Também se queixava que Costa arrematou o imóvel por preço abaixo do que tinham combinado – deveria ter sido R$ 2,6 milhões, diz. Ex-trabalhadores da SIT estão sem receber até hoje.

 

A Folha teve acesso a supostos pagamentos desse acordo: um e-mail, de 2012, em que Costa autoriza transferência de R$ 300 mil a uma conta de Lobato; e a cópia de um cheque da Itatiaia, de R$ 300 mil, em nome de Lobato.

 

Costa ganhou o leilão com o lance mínimo porque não houve interessados. A área estava hipotecada, o que pode tê-los afastado. Após o leilão, cancelou-se a hipoteca. O lance é questionada na Justiça do Trabalho. A causa que o levou a leilão é fruto de um processo trabalhista contra a SIT, mas outro credor diz que tinha preferência na arrematação.

O caso está no Tribunal Superior do Trabalho, que marcou julgamento para quarta (17). Gabrich, hoje ex-assessor de Costa, peticionou ao ministro do TST Caputo Bastos avisando sobre a fraude.

Em março deste ano, Costa escreveu a seu ex-assessor: "Ganhei no TST rsrsrs já acostumei com a situação". O despacho ao qual se referia só foi publicado três dias depois.

 

Questionado sobre o e-mail ao presidente da Itatiaia, o empresário Luiz Lobato reconheceu o texto. Disse, que não se lembra de ter recebido por fora porque o caso já tem seis anos.

 

Passeio com dinheiro público

O senador Magno Malta (PR-ES) passou quatro dias passeando em Dubai, nos Emirados Árabes, bancado pelo Congresso Nacional. Malta apresentou em 2009 um requerimento para viajar a Hyderabad, na Índia, onde participaria de um fórum sobre o combate à pornografia infantil .O senador, que era membro da CPI da Pedofilia, e seu assessor  receberam diárias para seis  dias. Ficaram dois na Índia e foram a Dubai, onde não tinham agenda oficial, passear nos dias restantes com o dinheiro do povo brasileiro. No total, R$ 200 mil em diárias e passagens foram depositados. Na época, Malta disse que não via problema em ter passado quatro dias numa cidade turística mesmo não tendo qualquer compromisso oficial pela CPI.

Máfia dos sanguessugas.

A Polícia Federal (PF) indiciou Magno Malta, em 2007, por participação na máfia dos sanguessugas. Segundo a PF, o parlamentar foi indiciado por formação de quadrilha, corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

As investigações da Polícia Federal e do Congresso mostraram que o esquema dos sanguessugas fazia compras superfaturadas de ambulâncias para prefeituras com dinheiro do Orçamento. Segundo os empresários Darci Vedoin e Luiz Antonio Vedoin, Magno Malta combinou a apresentação de emendas favoráveis à Planam (dos irmãos Vedoin) no valor de R$ 1 milhão e recebeu como adiantamento um Fiat Ducato, que usou entre 2003 e 2005. Darci Vedoin foi apontado pela PF como chefe da máfia dos sanguessugas.

O senador Magno Malta, que gosta muito de debochar de políticos que não compactuam com suas idéias, deveria agora, antes de apontar o dedo e acusar, olhar para sua ficha nada limpa.



Agencia Senado

Governador destacou a importância histórica de Nelson Mandela como promotor da paz e a necessidade da construção de ambiente político harmônico no Estado

O governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel, presidiu, nesta sexta-feira (21/04), em Ouro Preto, a solenidade de entrega da Medalha da Inconfidência. A comenda – a maior honraria concedida pelo Estado de Minas Gerais – foi homenageia personalidades que contribuíram para o desenvolvimento de Minas Gerais e do Brasil. O Grande Colar foi entregue, in memoriam, a Nelson Mandela, ex-presidente da África do Sul, representado na solenidade pelo embaixador da África do Sul no Brasil, Ntshikiwane Joseph Mashimbye.

Em seu discurso, Pimentel destacou a importância histórica dos dois líderes homenageados na cerimônia, Nelson Mandela e Tiradentes, como personalidades a serem lembradas nos tempos atuais. “Estamos concentrados na praça em que culminou o suplício a que Tiradentes foi submetido em 21 de abril de 1789. Aqui veio a ser exposta a cabeça do mártir, em poste de ignomínia. Lembrar essa violência também é parte do nosso dever histórico, como é parte dele lembrar os 27 anos de prisão arbitrária e injusta impostos a Nelson Mandela. Mais do que nunca, no Brasil e no mundo de hoje, recuperar o exemplo histórico desses dois líderes é imprescindível”, reforçou.

O governador reforçou a importância da construção de um ambiente político harmônico em Minas Gerais. “O compromisso com a paz e a fraternidade desde logo se manifesta no equilíbrio entre os poderes do Estado e na convergência de vontades em favor da concórdia e do combate aos efeitos devastadores da crise. Sem isso, não temos como ir adiante na luta pelos direitos da cidadã e do cidadão atingidos pela recessão econômica, pelas tensões sociais e pela fragilização do sistema político. Unimos as forças vitais dos mineiros e das mineiras na direção do soerguimento do nosso Estado e do nosso País”, destacou.

Homenageado com a Grande Medalha, o governador de Alagoas, Renan Filho, destacou que Tiradentes foi referência na luta pela liberdade no Brasil. Ele ainda parabenizou o Governo de Minas Gerais pela homenagem a Nelson Mandela. 

"Queria dizer que, assim como Tiradentes é um herói nacional, Mandela é uma das principais referências mundiais na luta pela liberdade, pela igualdade racial. Eu fico muito feliz, sobretudo como governador de Alagoas, porque um dos heróis nacionais, o alagoano Zumbi dos Palmares, é também uma grande referência, assim como Tiradentes, na luta pela igualdade, pela liberdade, igualdade entre as raças", disse. "Estar aqui recebendo uma homenagem feita a Mandela para mim é uma grande satisfação", completou. 

 

Agraciados

Criada em 1952 pelo governador Juscelino Kubitscheck, a Medalha da Inconfidência possui quatro designações: Grande Colar, Grande Medalha, Medalha de Honra e Medalha da Inconfidência. Entre os homenageados deste ano estão governadores de estado, parlamentares, magistrados, artistas, professores, militares, juristas, médicos, advogados, gestores públicos, historiadores, religiosos, esportistas e empresários. 

Agraciado com a Grande Medalha, Marcio Heli de Andrade, Procurador-Geral da Justiça Adjunto Jurídico do Ministério Público de Minas Gerais, reforçou a necessidade de mais pessoas trabalharem em torno de grandes ideais como Nelson Mandela, que pregava a paz. “Receber uma medalha é sempre uma grande honra para qualquer pessoa. Eu tenho um enorme prazer em estar aqui e ser homenageado, especialmente pelo povo de Minas Gerais. Me sinto muito honrado em receber a medalha no mesmo dia em que o Nelson Mandela também é homenageado, pois ele foi um grande homem que lutou bravamente pelo povo da África e atingiu um nível de reconhecimento mundial”.

Para o ator e humorista Saulo Laranjeira, que recebeu a Medalha de Honra, o reconhecimento neste dia 21 de abril reforça a cena cultural em Minas Gerais e valoriza a atuação do corpo cênico no Estado. “É um reconhecimento que justifica a nossa luta, nosso compromisso com o Estado. Quando eu estava vindo para cá, passou um filme na minha cabeça, de como eu cheguei até aqui, minhas idas nos sertões, viajando pelo interior, plantando meu trabalho e minhas ideias. Isso é uma coisa que a faz a gente se emocionar bastante. É uma homenagem que faz a gente pensar na nossa história, e justifica todo esse tempo que a gente se doou para colaborar com a emoção que o meu trabalho conta, com a música e com o humor. Quanta gente por esse Minas Gerais já me abraçou, já agradeceu e hoje é mais um reconhecimento”, afirmou.

Para o técnico do Cruzeiro, Mano Menezes, a relevância da entrega da medalha vai além de um ato simbólico, servindo de inspiração para outras pessoas. “Me sinto muito contente, muito orgulhoso em receber essa honraria que foi dada a tantas personalidades tão grandes, que servem como uma referência. Você olhar para trás, ver nas pessoas que fizeram algo pelo país e pelo mundo, como é o caso do Nelson Mandela, que tentaram mudar o momento que a gente vive hoje”, acredita.

 

Homenagens às mulheres

Para a atriz Inês Peixoto, do Grupo Galpão, que recebeu a Medalha de Honra, a homenagem teve um significado especial. “Eu me sinto honrada como mulher, como atriz e como representante das artes cênicas de Minas Gerais. Eu acho muito importante esse reconhecimento porque quanto a gente faz um trabalho como o meu, eu não estou aqui sozinha eu estou representando várias pessoas. Para nós mulheres, nesse momento que a gente está vivendo é muito importante sermos lembradas. Ser lembrada como mulher, atriz”, afirmou. 

Para a vereadora de Belo Horizonte, Áurea Carolina de Freitas e Silva, agraciada com a Medalha da Inconfidência, a ideia é que mais mulheres possam ter sua atuação reconhecida, independentemente do seu campo de atuação.  “Minha atuação hoje nesse evento é de grande importância, pois ela vem da representatividade das mulheres negras, de luta na política. Nelson Mandela é a grande referência, como enfrentamento ao racismo e todas as formas de resistência contra a opressão. O reconhecimento hoje, aqui, é a afirmação dessa postura de compromisso com a democracia”.

Para a cantora Fernanda Takai, é importante a valorização feminina em todos os setores, principalmente junto à arte e a cultura do Estado. “Fazer parte do panorama da cultura de Minas Gerais e ser lembrada com essa medalha é um sentimento muito bom de realização. Através da arte a gente encontra muita saídas paras as coisas que estão sem caminho. Além do entretenimento, das músicas e das letras a gente também trabalha com a questão da cidadania de postura social. E nessa medalha com certeza nos lembramos disso, das nossas atitudes como cidadã”, reforçou.

De acordo com a Constituição do Estado, no 21 de abril, a capital de Minas Gerais é transferida simbolicamente para Ouro Preto, que foi a capital do Estado de 1823 até 1897.  

O governador Fernando Pimentel foi recebido com honras militares. Em seguida, pôs flores no monumento a Tiradentes e recebeu o fogo simbólico, acendendo a Pira da Liberdade. Houve também salva de 21 tiros. O hino nacional do Brasil foi executado pela Orquestra Sinfônica da Polícia Militar de Minas Gerais

 

Mandela

Mandela foi um ativista político que se destacou pela capacidade de diálogo, pelo poder de agregação e luta incessante pela justiça social, a democracia e a igualdade de direitos. Símbolo da luta contra o apartheid, regime que segregava os negros, a quem não era reconhecida a maioria dos direitos políticos, econômicos e sociais, na África do Sul, ficou preso durante 27 anos. Sua libertação foi objeto de intensa campanha internacional, tornando-se, em 1994, o primeiro presidente negro da história de seu país.