A Controladoria-Geral do Estado revela, por meio de auditoria, que contratos firmados entre duas estatais mineiras e parentes do senador Zezé Perrella (do PTB) causaram prejuízos de mais de R$ 18 milhões aos cofres públicos entre os anos de 2007 e 2011. A informação está na edição desta sexta-feira do jornal Folha de São Paulo.

Conforme a reportagem, as possíveis irregularidades foram encontradas no Programa Minas Sem Fome, durante os governos de Aécio Neves e Antonio Anastasia.

As análises apontam que cerca de 2.400 toneladas de sementes de arroz, feijão, milho e sorgo foram pagas com dinheiro público, mas não foram entregues para os beneficiários do programa.

Os contratos investigados são termos de cooperação técnicas assinados entre a Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig), a empresa Limeira Agropecuária ( Emater-MG) e os produtores individuais Geraldo de Oliveira Costa e Manoel Luiz Silveira Pinhão.

A Limeira Agropecuária pertence aos sócios Gustavo Perrella, Carolina Perrella e André Almeida Costa. Gustavo e Carolina são filhos do senador e André é filho de Geraldo, irmão de Perrella.

De acordo com os advogados de Zezé Perrella, o senador é perseguido por um promotor do Estado e já prestou todos os esclarecimentos no caso. A defesa diz ainda que não houve nada de irregular nos contratos com a Epamig e Emater.

Já a Epamig afirma que as notas fiscais foram emitidas pela estatal e entregues a Emater-MG, responsável pela distribuição aos beneficiários. Em nota enviada ao jornal paulista, a Emater diz que tem o registro em seu sistema informatizado de toda a entrega de sementes feita pelo Minas Sem Fome.

Folha