LBV - Legião da Boa Vontade

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Paiva Netto

O princípio da Fraternidade Ecumênica existe em cada um de nós. Ensinou Paulo Apóstolo, na Segunda Epístola aos Coríntios, 6:16, o que aprendeu com Jesus“Vós sois o Templo do Deus vivo”.

Ninguém deve ferir a própria mente alimentando obstáculos doentios, porquanto colheremos a glória de todo o nosso empenho no Bem, recebendo o galardão prometido por Jesus aos perseverantes na Fé.

Alguém pode perguntar: “E as lutas?!”

Enfrentemo-las! Virar sedentário moral é muito pior do que fisicamente — o que já é uma desgraça —, pois provoca tanta coisa ruim ao grande corpo coletivo chamado sociedade mundial. Qualquer um neste planeta, por menor que se considere, é peça vital do extenso organismo humanidade. Lembro-me do que constantemente afirmava o saudoso fundador da LBV, Alziro Zarur (1914-1979): “Um pequeno nervinho de um dente cariado abala, com sua dor, todo o organismo humano”.

Você quer continuar elegante, minha jovem? Mova-se! Vá socorrer os que sofrem, com a força do seu coração bem formado! Rapaz, deseja guardar a fortaleza dos músculos? Exercite-se no serviço da Caridade, porque tudo que fizer de mal é sobre a sua cabeça que cairá o resultado das suas ações! Isso também serve para vocês, vovôs e vovós.

Quanto ao fato de sobrepujarmos quaisquer dificuldades que surjam no caminho, tenhamos em mente este ensinamento do Cristo: “Se tiverdes fé do tamanho de um grão de mostarda, direis aos montes:  Saiam daqui, lancem-se ao mar, e assim acontecerá. Nada vos será impossível” (Evangelho de Jesus, segundo Mateus, 17:20).

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.

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Paiva Netto

Quando cito em minhas palestras e escritos os educadores, procuro dirigir-me não apenas aos heroicos profissionais dessa vocação, aos que realmente merecem essa deferência, contudo, àqueles que recebem de Deus (todos nós) a missão de encaminhar pela estrada correta as futuras gerações. E tantas vezes – a História está repleta de exemplos – as lições cotidianas adquiridas nos bancos escolares da existência também preparam o aluno para enfrentar os desafios de uma sociedade que chega aos estertores da postura suicida em relação ao meio ambiente.

Da Dialética da Boa Vontade

Ainda quanto aos percalços, em pleno terceiro milênio, que os docentes devem diariamente sobrepujar para viver com dignidade, veio-me à lembrança um trecho de um livro meu, Reflexões e Pensamentos — Dialética da Boa Vontade (1987), na época da dicotomia comunismo-capitalismo, em que, já naquele período, alertava: Na realidade, falta tratamento digno aos professores, que são órfãos de um sistema econômico desumano, que vigora em várias regiões do planeta. Para argumentar, podemos dizer que — onde lhes são permitidas melhores condições materiais — lhes é negado o direito de pensar, sentir e — onde não lhes é vedada a ação do raciocínio — não lhes é concedido sobreviver decentemente...

Linha educacional ecumênica

Por isso, ao longo dessas décadas, no rádio, na TV, na imprensa e na internet, venho apresentando conceitos que pautam a linha educacional ecumênica da rede de ensino da Legião da Boa Vontade (LBV).

A Pedagogia de Deus, antevista pelo saudoso fundador da Legião da Boa Vontade, Alziro Zarur (1914-1979), desde o surgimento (1950) da LBV, da qual fazem parte a Pedagogia do Cidadão Ecumênico e a do Afeto, visa à construção da criatura livre, pelo Amor, pela Verdade e pela Justiça Divinos. Consoante o Senhor da Paz, está singularizada no “Amai-vos como Eu vos amei. Somente assim podereis ser reconhecidos como meus discípulos” (sentimento) e no “Conhecereis a Verdade [de Deus], e a Verdade [de Deus] vos libertará” (razão) — Evangelho, segundo João, 13:34 e 35, e 8:32. Por que Pedagogia do Afeto? Porque a estabilidade do mundo começa no coração da criança.

A Pedagogia de Deus significa Jesus, o Mestre do Ensino, no ensino, como Mestre.

Ora, da mesma maneira que, para sobreviver, precisamos do pão de trigo, necessitamos do pão espiritual, o que desceu do Céu, o pábulo da liberdade plena, o alimento da Vida Eterna para todos aqueles que Nele confiam, pois O respeitam (Boa Nova, nos relatos de João, 6:22 a 59).

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.

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Paiva Netto

Em 6 de agosto de 2019, precisamente às 8h15, completam-se 74 anos do lançamento da bomba atômica sobre Hiroshima, depois foi a vez de Nagasaki, também no Japão. Data que jamais será varrida das consciências sob risco de que — esquecidos desse abominável atentado à vida humana — o repitamos num grau de intensidade ainda maior, devastando não apenas uma cidade, mas o próprio planeta.

Um pouco de história

Agosto de 1945. Na Europa, Hitler (1889-1945) se encontrava derrotado e morto. Berlim, destruída e ocupada pelos russos. Em 25 de julho, dias antes do impacto de “Little Boy” — apelido do petardo de cinco toneladas que matou cerca de 100 mil pessoas em solo japonês —, o presidente norte-americano, Harry Truman (1884-1972), decide usar contra o naquele tempo inimigo asiático o que ele mesmo designou em seu diário como “a coisa mais terrível já descoberta”.

Paul Tibbets (1915-2007) foi o piloto da marinha escolhido para comandar o B-29 que decolou da ilha de Tinian. O avião, batizado com o nome de sua mãe, Enola Gay, levantou voo às 2h45min. Ao seu lado, na missão que entraria para a história e mudaria a geopolítica do século 20, estava o copiloto Robert Lewis, autor da famosa exclamação: “Meu Deus, o que fizemos!”

Décadas se foram. Todavia, o relato de muitos sobreviventes a respeito do sofrimento atroz por que passaram é, sem dúvida, uma das mais importantes bandeiras na luta pelo desarmamento e pela não proliferação de armas nucleares.

“O perigo é real”

Contudo, acontecimentos diversos continuam sugerindo que a possibilidade de uma Terceira Guerra Mundial não é ilusória. A humanidade corteja a morte. Basta lembrar os maus-tratos que promove contra sua própria moradia. A paz quase que não tem passado de figura de retórica. Em grande parte da trajetória humana, o período em que ela prevaleceu é ínfimo. Se é que já houve verdadeira paz neste mundo... Somente na Alma de alguns bem-aventurados é que tem conseguido habitar. Por isso, com certeza, advertiu o papa João Paulo II (1920-2005), numa memorável alocução, na década de 1980, que “o perigo é real”.

A concórdia entre religiosos é a primeira a ser conquistada. A paz de consciência dos seres terrenos, gerada por uma nova postura ecumênica, porquanto altamente fraterna, prenuncia a paz social, a paz entre as instituições e a desejada paz mundial, sob a proteção do Pai Celeste, o maior diplomata da história deste orbe, não obstante nosso recorrente mau uso do livre-arbítrio. Para os que riem dessa realidade, uma pequena recordação do cético Voltaire (1694-1778): “Se Deus não existisse, precisaria ser inventado”.

John Kennedy e a Paz

Muitas nações não estão diretamente envolvidas nos conflitos armados que nos flagelam, porém todas sofrem a opressão do medo ou da miséria, pela violência dos armamentos novos ou pelo desvio global de verba para a indústria da morte. Tudo isso em prejuízo da justa economia que gera espiritualização, educação, instrução, segurança, alimentação e saúde dos povos. Portanto, a guerra nos ofende a todos nestes tempos de comunicação rápida e de temporais de informações, que ameaçam, com seus raios e trovoadas, dar curto-circuito nos cérebros. Daí a inclusão que faço, neste bate-papo com vocês, do pensamento de John Kennedy (1917-1963): “Só as armas não bastam para guardar a paz. Ela deve ser protegida pelos homens (...). A mera ausência de guerra não é paz”...

A Terra só descobrirá a Paz quando viver o Amor espiritual e souber reconhecer a Verdade Divina. No entanto, a Divina Verdade de um Deus que é Amor. Não a de um ser brutal e vingativo, inventado pelos desatinos humanos.

De fato, o perigo continua real. E nós, como tontos, no meio dele, nessa “briga de foice no escuro”. “Quousque tandem, Catilina?” 

É essencial salientar as propostas e ações de autêntico entendimento. Conflitante rota para os povos será a do remédio amargo.

Por isso mesmo, não percamos a esperança. Perseveremos trabalhando “por um Brasil melhor e por uma humanidade mais feliz”. Eis a direção da vitória. E não se trata de argumento simplório. A vida ensina, mas quantos de nós aprendemos a tempo?

As soluções dos graves problemas de nossa sociedade passam pela devida valorização do Capital de Deus, ou seja, o Espírito Eterno do ser humano. Do contrário, acabaremos por enfrentar um conflito mundial maior que as duas grandes guerras do século 20 que, numa análise histórica, podem ser classificadas como uma só dividida em duas partes. Que Deus nos livre da terceira!

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.

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Paiva Netto

No segundo domingo de agosto, celebramos o Dia dos Pais. Que alegria! Como são importantes esses benfeitores em nossas existências!

Considero oportuno apresentar-lhes trechos de uma página digna da admiração de todos. Seu autor, o Espírito Emmanuel, foi buscar no Evangelho do Cristo um excelente modelo para nós. Por intermédio do mundialmente famoso médium Chico Xavier (1910-2002), ele exalta a relevância que teve o bem-aventurado pai de Jesus na Terra.

José da Galileia foi um homem tão profundamente espiritual que seu vulto sublime escapa às análises limitadas de quem não pode prescindir do material humano para um serviço de definições.

“Já pensaste no cristianismo sem ele?

“Quando se fala excessivamente em falência das criaturas, recordemos que houve tempo em que Maria e o Cristo foram confiados pelas Forças Divinas a um homem.

“Entretanto, embora honrado pela solicitação de um anjo, nunca se vangloriou de dádiva tão alta.

“Não obstante contemplar a sedução que Jesus exercia sobre os doutores, nunca abandonou a sua carpintaria.

“O mundo não tem outras notícias de suas atividades senão aquelas de atender às ordenações humanas, cumprindo um édito de César e as que no-lo mostram no templo e no lar, entre a adoração e o trabalho.

“Sem qualquer situação de evidência, deu a Jesus tudo quanto podia dar.

“A ele deve o cristianismo a porta da primeira hora, mas José passou no mundo dentro do divino silêncio de Deus”.

Pilares da família

Se observarmos à nossa volta, não será difícil identificar numerosos dedicados pais, cuja discrição em cumprir seus nobres deveres nos faz lembrar o exemplo de José da Galileia.

A maioria deles, provavelmente, não terá seus nomes catalogados pela História; contudo, o resultado de seus esforços educativos se prolongará nas virtudes que souberem desenvolver nos filhos ou nos bons frutos de nobilitantes obras realizadas. Nas árvores genealógicas em que estão inseridos e com a qual decididamente colaboram, poderão ser reconhecidos como seus grandes pilares. 

Por vezes silenciosos, mas atuantes, ao lado de suas companheiras, nossas generosas mães, promovem a sustentabilidade da luminosa instituição da Família. No seio delas, quando sob a proteção de Deus, a paz mundial encontra campo fértil de semeadura e germinação. 

Aproveito para saudar também meu querido pai, Bruno Simões de Paiva (1911-2000). Quanto aprendi com ele! Recentemente comentava com alguns auxiliares que foi ele quem me instruiu sobre a expressão latina “Fiat Lux”, extraída do livro Gênesis, de Moisés, 1:3 e 4: “E disse Deus: ‘Faça-se a Luz!’ E houve Luz. E viu Deus que era boa a Luz; e fez a separação entre a Luz e as trevas”. De seus bondosos ensinamentos, sempre junto do amor de minha mãe, Idalina Cecília de Paiva (1913-1994), muita claridade se fez em meu aprendizado juvenil.

Aos pais que me honram hoje com sua leitura, as homenagens de todos nós da LBV.

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.

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Paiva Netto

Por ocasião do Dia dos Avós, comemorado em 26/7, recordei-me de minha saudosa avó Laura. Viveu nesta encarnação 99 anos, lúcida, ativa e juvenil. Veio a falecer — vejam vocês o dinamismo dela — alguns dias depois de voltar da feira, e por causa de um acidente quando retornava para casa. Com sua sabedoria, adquirida nos longos embates da vida, ensinava: “Aos que chegam, na sua existência, ao fundo do poço, só resta levantar a cabeça e começar a subir”. Sábias palavras.

Por sinal, em palestra que proferi sobre o que é ser jovem, veiculada pela Super Rede Boa Vontade de Comunicação (rádio, TV e internet), destaquei esta máxima de Samuel Ullman (1840-1924), a qual muito aprecio: “A juventude não é um tempo de vida, é um estado de espírito”. Por isso, ao ouvir o incentivo que damos ao Jovem de Boa Vontade, o vovô ou a vovó jamais deve sentir-se excluído das nossas atividades. Eu mesmo, com muito gosto, já tenho quase 80 anos. Há décadas venho dizendo: aposentar-se do trabalho não significa aposentar-se da vida. Ela continua sempre. Portanto, é um erro descartar grandes valores porque estão “em idade avançada”. Descobertas importantíssimas foram feitas por homens e mulheres quando ultrapassavam os 60, 70 ou 80 anos. É preciso, pois, aliar ao patrimônio da experiência dos mais velhos a energia dadivosa dos mais moços.

Enquanto houver um sopro de vida, de alguma maneira poderemos ser úteis. Façamos continuamente o Bem.

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.

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