LBV - Legião da Boa Vontade

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Paiva Netto

Em nossos pensamentos diários, observemos sempre se estamos dando o justo valor à família. Um país melhor, mais feliz, e, por consequência, uma humanidade equilibrada dependem dos núcleos familiares bem constituídos, devidamente prestigiados por seus integrantes e valorizados pela comunidade. A importância da família transcende a compreensão mais comum. Nela, a vida humana encontra o seu refúgio. É na família que devem florescer os sentimentos mais ternos e sublimes do ser humano.

Ensinamento do Espírito Áulus, mentor citado por André Luiz (Espírito), em Nos Domínios da Mediunidade, na psicografia de Chico Xavier (1910-2002): “A família física pode ser comparada a uma reunião de serviço espiritual no espaço e no tempo, cinzelando corações para a imortalidade”.

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.

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Serviço - Tesouros da Alma (Paiva Netto), 304 páginas. À venda nas principais livrarias.

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Paiva Netto

Tudo que do Amor Divino nasce é verdadeiramente sublime. De certo, firmado nessa realidade, o dramaturgo e poeta francês Victor Hugo (1802-1885) ensinava que “o Espírito se enriquece com aquilo que recebe, e o coração, com o que dá”.

Ora, sem o Amor, que é Deus, o ser humano vive desgovernado, longe da Verdade, que é a Palavra Dele: “Pai, Tua Palavra é a Verdade” (Evangelho de Jesus, segundo João, 17:17).

Se você não crê na existência do Pai Celestial, não se sinta excluído pela minha afirmativa. Pense então em bom senso, porque quem não o exercita também vive em desgoverno.

Deus tem muitos sinônimos, tais como Amor, Fraternidade, Solidariedade, Compaixão, Clemência, Generosidade, Misericórdia, Altruísmo, Justiça e tudo o mais que valoriza a criatura humana, conduzindo-a à Paz consigo mesma, extensivamente aos outros.

A Face Divina 

Por consequência, o Criador não apoia manifestações de ódio em Seu Santo Nome. Muito apreciável, portanto, esta admoestação de Martinho Lutero (1483-1546): “Não desejo que as pessoas lutem em favor do Evangelho pela força e pelo morticínio. O mundo tem de ser conquistado com a palavra de Deus”.

A que Deus se refere o Reformador? Certamente que não ao antropomórfico, criado à imagem e semelhança do homem, mas a respeito Daquele, definido por João Evangelista, na sua Primeira Epístola, 4:16:  “E nós conhecemos e cremos no Amor que Deus tem por nós. Deus é Amor. E aquele que permanece no Amor permanece em Deus, e Deus, nele”.

E tamanha é a compreensão que Lutero tinha de Deus que o versículo de sua preferência na Bíblia fala por si mesmo, a “quem tem olhos de ver e ouvidos de ouvir”: “De tal maneira amou Deus ao mundo, que lhe deu o Seu Filho Unigênito, de forma que todo aquele que Nele crê não pereça, mas tenha a Vida Eterna" (Evangelho do Cristo, segundo João, 3:16).

O velho pregador germânico sabia que não há outro caminho, senão o do Amor, sinônimo de Caridade.

Outro sábio da História, Dante Alighieri (1265-1321), em A Divina Comédia, escreveu:  “O Amor que move o Sol e outras estrelas”.

Por isso, viver afastado Dele é sofrer a orfandade da Alma. O Deus Divino não tem bigode nem barba. A Sua Face é o Amor.

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.

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Paiva Netto

Ao responder à jornalista portuguesa Ana Serra, em 19 de setembro de 2008, sobre qual foi meu objetivo ao escrever Reflexões da Alma e lançá-lo em terras lusitanas, afirmei que, a princípio, atender os amigos que me solicitaram a publicação de algumas das minhas experiências no decorrer de todos esses anos, relatadas em reuniões administrativas, discursos e palestras, na mídia escrita e eletrônica, no Brasil, em Portugal e em outras partes do mundo. Procurei, então, modestamente compartilhar isso, imprimindo em letras lições dispostas no caminho de todos os que querem aprender algo que a existência terrestre e espiritual sempre tem a ofertar-nos.

Necessária se torna a concepção de que uma decisiva mudança deva brotar primeiro na Alma de todos nós. A principal chave do sucesso, no transcorrer do terceiro milênio, resume-se em cuidar do Espírito, reformar o ser humano, pois assim tudo será aperfeiçoado, tendo como luzeiro a tantas vezes menoscabada Fraternidade Universal, referida em último lugar no tripé ideológico da Revolução Francesa — 1o Liberdade, 2o Igualdade e 3o Fraternidade —, logo devidamente esquecida, resultando no que se sabe: depois de cortar a cabeça dos que consideravam adversários, os jacobinos passaram a guilhotinar-se entre si próprios. Nem o infrene Robespierre (1758-1794) escapou. Terror atrai terror, quando não superterror. O famoso poeta francês Victor Hugo (1802-1885), talvez versando sobre o tema, proclamava que — o que se deve derramar, em vez de sangue, para fecundar o campo em que germina o futuro dos povos são as ideias.

Exato!

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.

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Paiva Netto

Jesus, no Seu Evangelho, consoante Mateus, 24:15 e 16, alertou: “Quando, pois, virdes a abominação da desolação, de que falou o profeta Daniel, no lugar santo (quem lê entenda! — qui legit, intelligat), então, os que estiverem na Judeia fujam para os montes”.

Que lugar mais santo no mundo pode existir além da intimidade das criaturas de Deus, o coração, o cérebro, a Alma das pessoas?

Atentemos para a covardia e crueldade contra nossas crianças que, quando não são arrancadas do útero materno, sofrem todo tipo de agressão física e/ou psicológica por parte daqueles que deveriam protegê-las. Tudo isso nos leva a pensar que já vivemos a época anunciada pelo Divino Mestre. Nunca como agora a abominação desoladora atacou tanto o ser humano. É palmar “fugir para os montes”, do pensamento e da compaixão, ou seja, para que do mais alto vigiemos melhor o “lugar santo”.

Num planeta que se arma até os dentes, mesmo parecendo que não, tendo a deusa morte como grande inspiradora, os locais seguros vão se reduzindo em velocidade descomunal. Mas existe um oásis que se deve fortalecer, porque é o abrigo das futuras gerações: o coração dos pais, em especial, o das mães. É nesse acolhedor ambiente que os pequeninos moldarão os seus caracteres. Daí terão ou não respeito ao semelhante, saberão ou não discernir o certo do errado, portanto, construirão ou não um mundo mais feliz.

O emblemático episódio, há alguns anos, envolvendo pessoa aparentemente “acima de qualquer suspeita”, guardiã da lei, que, segundo a perícia médica, impôs maus-tratos à filha adotiva, de apenas 2 anos, e tantos outros noticiados pela mídia são de estarrecer. Jogam por terra a ideia de que a violência doméstica está somente ligada à desarmonia familiar, às dificuldades financeiras, a problemas com drogas, a exemplo do álcool. Fica patente o grave desequilíbrio emocional presente nas esferas das relações humanas. Urge, pois, por significativa parcela da humanidade, acurado exame de consciência.

Por que permitimos que a situação chegue a esse ponto? Valores como família, dignidade, fé e Espiritualidade precisam sobrepor-se à cultura do consumismo desenfreado, à frieza de sentimentos, à falta de caridade e à ganância desmedida.

Reflexões da Alma

Não somos palmatória do mundo, mas gostaríamos de colaborar na busca de respostas a essas inquietantes indagações. No meu livro Reflexões da Alma (2003), pondero:

O mundo fatiga-se com demasia de palavras e pobreza de ações eficazes, atos que de forma efetiva sirvam de modelo para a concretização de um espírito de concórdia, de Boa Vontade, que verdadeiramente transforme o indivíduo de dentro para fora, coisa que não se consegue por decreto. É evidente que esse trabalho espiritual e humano de iluminação das criaturas deve ser acompanhado por acertadas medidas políticas, econômicas e sociais; Instrução; Educação; e a indispensável Espiritualidade Ecumênica. Isto é, uma perfeita sintonia com as Dimensões Superiores da humanidade Celeste, até agora invisíveis aos nossos olhos materiais.

O estágio de fragilidade moral do mundo é tão avançado, apesar dos progressos atingidos, que, para acabar com a violência, só existe uma medicina forte: a da escalada da Fraternidade Solidária, aliada à Justiça, na Educação. Por isso, ecumenicamente espiritualizar o ensino é um poderoso antídoto contra a agressividade. Por falar na “Senhora de Olhos Vendados”, aqui um ilustrativo pensamento do ensaísta francês Luc de Clapiers, Marquês de Vauvenargues (1715-1747): “Não pode ser justo quem não é humano”. Por conseguinte, também não é possível ser feliz.

Jesus e as mães

A professora Adriane Schirmer, de São Paulo/SP, enviou-me e-mail no qual destaca meu artigo “Jesus e as Mães”: “O que dizer de tão comovida prece? Numa sociedade em que o Dia das Mães é direcionado às vendas, o senhor não se esquece nem daquelas que já estão no mundo espiritual, zelando, com certeza, pelos que aqui ficaram”.

Grato, professora Adriane. A maternidade é um sol que não se apaga.

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.

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Paiva Netto

Quando Deus criou os Universos, o fez por espírito de Caridade. E, quando passou à Sua criação cósmica o sentido do livre-arbítrio (relativo), também usou de Caridade, para que cresçamos pelo nosso esforço, de modo que, um dia, possamos merecer o Seu Reino Espiritual, que vem baixando a nós ao toque da Sétima Trombeta: “O sétimo Anjo tocou a trombeta, e se ouviram no céu grandes vozes, dizendo: O reino do mundo tornou-se de Deus e do Seu Cristo, e Ele reinará pelos séculos dos séculos” (Apocalipse, 11:15).

O livre-arbítrio, associado ao senso de responsabilidade, é uma disciplina de Deus que temos de respeitar. É dessa forma que alcançamos o status da Cidadania do Espírito. É pela Meritocracia* Divina, mediante as nossas boas obras. E, por favor, não confundam esse conceito com uma ideia, quando transversa, de “direito divino” (com iniciais minúsculas). É importante destacar que, sem o entendimento da Lei Universal da Reencarnação e sem o sentido de dever, essa perspectiva de “direitos” é incompleta e se torna um absurdo, podendo resvalar nos privilégios mais condenáveis.

(...)

Novo Mandamento de Jesus e Reencarnação

A Lei da Reencarnação confirma o livre-arbítrio; o livre-arbítrio confirma a Lei da Reencarnação. Um justifica o outro. Agora, se você não conhece, ou não sente em sua alma o Novo Mandamento de Jesus, aí as coisas mais santas acabam tendo uso miserável.

Não é suficiente apenas saber que o mecanismo das vidas múltiplas é uma realidade. É essencial possuirmos a vivência da Ordem Suprema do Cristo — “amai-vos como Eu vos amei. Não há maior Amor do que doar a própria vida pelos seus amigos” (Evangelho, segundo João, 13:34 e 15:13). Já asseverei, na abertura de meu livro Voltamos! — A Revolução Mundial dos Espíritos de Luz (1996)que o Mandamento Novo, a Sublime Norma do Cristo, é mais importante que o reconhecimento da própria universal Lei das Vidas Sucessivas, porquanto, antes de tudo, é preciso amar como o Cristo Ecumênico nos ama, para compreender e viver — sem oprimir ninguém, muito menos os “párias” da existência humana — o Mecanismo da Legislação Divina, que só pode ser integralmente conduzido pelo Estadista Celestial, que está voltando à Terra, conforme prometeu:

— “Então, verão o Filho de Deus vir nas nuvens, com grande poder e glória”.

Jesus (Marcos, 13:26)

 “Então, o Filho de Deus será visto voltando sobre as nuvens, com poder e grande glória”.

Jesus (Lucas, 21:27)

— “Então, aparecerá no céu o sinal do Filho de Deus; todos os povos da Terra se lamentarão e verão o Filho de Deus vindo sobre as nuvens com poder e grande glória”.

Jesus (Mateus, 24:30)

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.

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* Meritocracia — Vocábulo originário do latim meritum, que quer dizer “mérito”, e do sufixo grego antigo -cracía, que significa “poder”. É um sistema de gestão que considera o mérito, como aptidão, a razão principal para atingir condição elevada. As posições hierárquicas são conquistadas, em tese, com base no merecimento. E entre os valores associados estão educação, moral e competência específica para determinada atividade. Constitui uma forma ou método de seleção e, em sentido mais amplo, pode ser compreendida como uma ideologia governativa.