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  • A polêmica do preço cobrado por influenciadores digitais
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  • Programação de dezembro confirma o BeFly Minascentro como um dos principais palcos culturais do país
  • Como se tornar gestor de influenciadores
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  • O Brasil em festa permanente
  • Shorts x TikTok: qual entrega mais resultados?
  • Coreto Vale apresenta a trilha sonora do Natal da Mineiridade 2025 em Belo Horizonte
  • STF não retira proteção do passageiro; direitos continuam válidos, alerta advogada

Filarmônica de Minas Gerais encerra o Carnaval da Liberdade em BH com concerto inédito na Via das Artes

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Categoria: ARTE E CULTURA
Publicado: 28 de fevereiro de 2025
Acessos: 825
Filarmônica de Minas Gerais encerra o Carnaval da Liberdade em BH com concerto inédito na Via das Artes 



Espetáculo gratuito acontece na próxima quarta-feira (05/03/25) com repertório dedicado à música brasileira e homenagem ao Clube da Esquina
 
A Filarmônica de Minas Gerais, sob a batuta do maestro associado José Soares, encerra o Carnaval da Liberdade com um concerto gratuito e ao ar livre, na quarta-feira, 5 de março, às 20h, em palco montado na Av. Bernardo Monteiro, ao lado do Colégio Arnaldo. O espetáculo faz parte do projeto Via das Artes, realizado pelo Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo (Secult) e da Fundação Clóvis Salgado, com apoio do Instituto Cultural Filarmônica, e também integra o AMA – Ano Mineiro das Artes, programa da Secult.   
 
O repertório da noite, dedicado à música brasileira, inicia com a Suíte Bossa, obra encomendada pela Filarmônica ao compositor Leonardo Gorosito, para homenagear João Donato e outros grandes nomes da MPB. Por falar em história, a Orquestra homenageia Chiquinha Gonzaga, com seu clássico Corta-Jaca, bem como os clássicos de Luiz Gonzaga, numa Suíte com arranjos de Cyro Pereira. 
 
Não podemos deixar de celebrar Minas Gerais, com seu hino quase oficial, junto ao movimento Clube da Esquina, em Milagre dos Peixes. Por fim, Aquarela do Brasil é a ponte para relembrarmos os sambas-enredos de Noel Rosa, João Bosco, Paulinho da Viola e Adoniran Barbosa, em outra Suíte de Cyro Pereira. A programação se encerra com um personagem que faz parte de toda a história da música, Orfeu, em frevo de Tom Jobim e Vinícius de Moraes.  
 
“O encontro da Orquestra Filarmônica de Minas Gerais com o Carnaval de Belo Horizonte representa um marco na integração entre a música erudita e as expressões populares, evidenciando a pluralidade cultural do nosso estado. Ao unir a sofisticação da música clássica com a vitalidade dos ritmos carnavalescos, esta iniciativa não apenas enriquece a programação da festa, mas também reafirma o compromisso de Minas Gerais com a inovação artística. No encerramento do Carnaval, em sintonia com o Ano Mineiro das Artes, a Filarmônica proporcionará uma experiência inédita e transformadora para o público”, destaca Leônidas de Oliveira, secretário de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais.
 
“Alguém pode perguntar: o que uma orquestra tem a dizer sobre Carnaval? E é com muita alegria que vamos responder a essa pergunta, ao participarmos do Encerramento do Carnaval da Liberdade. Estamos falando de uma das tradições culturais mais antigas da humanidade, que, no Brasil, reflete a diversidade nos repertórios de Norte a Sul. A palavra orquestra significa “soar junto”. Pois então, vamos nos unir numa grande festa da música brasileira em versões orquestrais”, ressalta o maestro José Soares. Para ele, “poder realizar esse concerto é mostrar o quão perto uma orquestra pode estar na vida das pessoas, e celebrar esse encontro de danças, cantos e encantos! Do Maestro com sua batuta ao embalo do batuque, é Carnaval com a Filarmônica, não há quem retruque!”.
 
Serviço
 
Filarmônica de Minas Gerais no Carnaval da Liberdade 2025 – Via das Artes
Quarta-feira (5/3), às 20h
Via das Artes Brasil – Av. Bernardo Monteiro, ao lado do Colégio Arnaldo
Concerto gratuito
 
Orquestra Filarmônica de Minas Gerais
 
A Filarmônica de Minas Gerais reafirma, a cada concerto e com uma vigorosa programação, sua vocação pela excelência artística. Referência no Brasil e no mundo desde sua fundação, em 2008, é resultado de uma política pública do Governo de Minas Gerais, seu principal mantenedor. Conduzida por seu Diretor Artístico e Regente Titular, Fabio Mechetti, a Filarmônica é composta por 90 músicos de todas as partes do Brasil, da Europa, da Ásia e das Américas. 
 
Cumprindo com sua missão de difundir e promover o acesso à música de concerto, a Filarmônica mantém relevante programação gratuita e de cunho educacional em Belo Horizonte e outras cidades do estado. Possui, ainda, ações de formação profissional, e realiza transmissões ao vivo de suas apresentações.

Secult-MG abre consulta pública sobre a Política Estadual de Cultura Viva

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Categoria: ARTE E CULTURA
Publicado: 22 de janeiro de 2025
Acessos: 792
Foto: Consuelo de Abreu

Iniciativa será promovida por meio de formulário que poderá ser preenchido entre os dias 22/01 e 18/02
 
A fim de viabilizar a construção participativa da resolução que regulamentará a Política Estadual de Cultura Viva (PECV), a Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais (Secult-MG) abre consulta pública a partir desta quarta-feira (22). 
 
Entre os dias 22/01 a 18/02, a pasta receberá contribuições de todos os pontos de cultura mineiros e da sociedade sobre os aspectos principais do regime jurídico simplificado que regulamentará a PECV, uma novidade no estado. A consulta é desdobramento de um encontro realizado com representantes do comitê gestor da PECV, no qual foi apresentada a organização dessa iniciativa.
 
A consulta pública será realizada por meio de um formulário (clique aqui e acesse). As respostas são individuais e não institucionais e poderão oferecer sugestões objetivas para a construção dessa resolução. Após o período de consulta pública, a Secult divulgará os principais aspectos ressaltados por meio das respostas e como se encaminhará a elaboração do importante documento. 
 
A Política Nacional de Cultura Viva foi criada pela lei federal nº 13.018/2014. Em Minas Gerais, foi estabelecida como Política Estadual de Cultura Viva (PECV) pela lei nº 22.944/2018 e atualizada pela lei nº 24.462/2023, a qual prevê  um regime jurídico simplificado para a PECV. 
 
Esta compreende o conjunto de ações desenvolvidas pelo poder público na área cultural voltadas prioritariamente para os povos, grupos, comunidades e populações em situação de vulnerabilidade social, sendo operacionalizada por meio dos pontos e pontões de cultura, os quais desenvolvem e articulem atividades culturais em suas comunidades.
 
Mais informações sobre a Política Nacional de Cultura Viva disponível no site: https://culturaviva.cultura.gov.br/
 
Em caso de dúvidas ou sugestões, escreva para Este endereço de e-mail está sendo protegido de spambots. Você precisa habilitar o JavaScript para visualizá-lo..

O Brasil em festa permanente

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Categoria: ARTIGOS
Publicado: 05 de dezembro de 2025
Acessos: 79

A partir de novembro, as cidades, os shoppings e as lojas se iluminam em preparação para as festividades natalinas e de final de ano. Observa-se uma diminuição no ritmo de trabalho, de treinos e de estudos. Tudo fica mais lento, com exceção dos planos individuais de mudanças radicais para o ano seguinte.

Concomitantemente às festas universais, surgem celebrações locais, sendo o Festival de Verão de Salvador um exemplo proeminente. Já em janeiro, iniciam-se os ensaios de blocos e escolas de samba, e o País inteiro direciona suas atividades em torno do Carnaval até o final de fevereiro. Salvador, Rio de Janeiro e Recife lideram, mas todas as cidades, clubes e condomínios promovem seus festejos próprios.

Mal o Carnaval se encerra, as sanfonas nordestinas anunciam as festas juninas. Nesse período, o fluxo de pessoas entre regiões se intensifica: o Brasil se mobiliza para ir ao Nordeste, e o Nordeste se organiza para receber o Brasil. Os períodos dessas festas são longos, frequentemente aumentando sua duração e chegando, por vezes, a mais de um mês, como exemplificam os São Joãos de Caruaru e Campina Grande.

Além disso, existem os grandes eventos isolados que demandam a mobilização da administração pública em determinadas cidades ou regiões: o The Town e Lollapalooza em São Paulo, o Rock in Rio, Parintins com seus bois famosos, a Festa do Peão de Barretos. Recentemente, a realização de um megashow em Copacabana, pela prefeitura do Rio de Janeiro, com um artista de primeira linha mundial, ilustra a magnitude dessas iniciativas. Estes são apenas exemplos de uma vasta gama de eventos, muitos dos quais têm suas imitações em todo território nacional.

Somam-se a estas as festas religiosas anuais, que também canalizam as atividades e arrastam multidões.

Durante o período da realização desses eventos, as emissoras de televisão adaptam suas grades para transmissões ao vivo. Agentes policiais são retirados dos já carentes bairros para reforçar o contingente nas imediações das festividades. Os governos, por sua vez, injetam grandes somas de dinheiro público, transferindo diretamente fortunas aos organizadores, muitas vezes sem controle efetivo, ou na contratação de artistas por valores estratosféricos.

Em defesa desta festividade permanente, autoridades e especialistas argumentam que esses eventos geram recursos para os municípios e estados. No entanto, o impacto financeiro raramente atinge a população de modo geral. Lucram os comerciantes, os barraqueiros e alguns profissionais ligados ao tipo de festa, como costureiras. Isto contrasta com o investimento em um hospital bem equipado, uma praça bem arborizada ou uma estrada bem asfaltada.

Essas festas servem, em grande parte, como um mecanismo de diversionismo ilusório, que desvia a atenção de problemas sociais graves exatamente para evitar as reivindicações populares intensas por serviços básicos que ainda faltam a dezenas de milhões de brasileiros desassistidos.

 

Pedro Cardoso da Costa

Interlagos-SP

Shorts x TikTok: qual entrega mais resultados?

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Categoria: ARTIGOS
Publicado: 04 de dezembro de 2025
Acessos: 95

O universo dos vídeos curtos se transformou em uma das maiores disputas digitais da atualidade. TikTok e YouTube Shorts se tornaram protagonistas dessa corrida pela atenção dos usuários, cada um com suas estratégias e propostas de valor. O público consome esse formato em ritmo acelerado, e as marcas, influenciadores e criadores de conteúdo sabem que estar fora desse jogo significa perder relevância. Mas diante de duas plataformas tão fortes, a pergunta que se impõe é: qual delas realmente entrega mais resultados?

O TikTok foi quem deu o pontapé inicial na revolução dos vídeos verticais. Com um algoritmo altamente eficiente em entender preferências individuais, a plataforma se consolidou como um espaço de viralização instantânea. Um vídeo pode alcançar milhões de visualizações em questão de horas, mesmo que o criador não tenha uma base de seguidores estabelecida. Isso acontece porque a lógica da rede prioriza conteúdo acima de reputação: o que importa é a capacidade do vídeo prender a atenção nos primeiros segundos. Esse mecanismo democrático fez do TikTok um celeiro de novos influenciadores, além de abrir espaço para pequenas marcas conquistarem visibilidade antes inimaginável.

No entanto, essa rapidez na entrega tem um lado frágil. A vida útil de um vídeo no TikTok tende a ser curta, já que o fluxo de publicações é intenso e o usuário é constantemente incentivado a passar para o próximo conteúdo. Isso significa que o criador precisa estar em constante produção para manter relevância, caso contrário, pode desaparecer do radar do público em pouco tempo. Em termos de engajamento, o TikTok ainda é imbatível: curtidas, comentários e compartilhamentos acontecem em massa quando o conteúdo se encaixa em uma tendência. O problema é que esse engajamento nem sempre se converte em comunidade, já que muitos usuários consomem e seguem em frente sem criar vínculo com o criador.

Já o YouTube Shorts surge em um contexto diferente. Ele aproveita a robustez de uma plataforma já consolidada, que há anos é referência em consumo de vídeos longos e construção de comunidades digitais. O Shorts pode até não oferecer a mesma explosão viral imediata do TikTok, mas funciona como uma ponte estratégica. Muitas pessoas descobrem um criador por meio de vídeos curtos e, em seguida, passam a acompanhar seus vídeos longos no canal. Essa dinâmica fortalece a retenção e cria um relacionamento mais sólido, transformando visualizações rápidas em público fiel.

Outro ponto que coloca o Shorts em vantagem é o ecossistema de monetização do YouTube. A plataforma conta com um dos sistemas mais consolidados de publicidade digital, o que garante previsibilidade para quem busca viver de criação de conteúdo. Embora o TikTok ofereça um fundo de criadores e oportunidades de parcerias, as críticas quanto ao baixo retorno financeiro são frequentes. No YouTube, mesmo que os ganhos variem, há maior estabilidade, especialmente porque o Shorts está integrado ao Programa de Parcerias da plataforma. Isso permite que um criador amplie sua receita explorando tanto vídeos curtos quanto longos, além de transmissões ao vivo.

Na comparação entre engajamento e retenção, fica claro que cada plataforma cumpre papéis diferentes. O TikTok é a vitrine perfeita para alcançar multidões e surfar em tendências efêmeras, sendo ideal para campanhas que buscam impacto imediato. Já o Shorts é a porta de entrada para um relacionamento duradouro, capaz de transformar espectadores ocasionais em seguidores fiéis. Para marcas e influenciadores, isso significa que o TikTok pode gerar buzz rápido, enquanto o YouTube cria as bases para resultados consistentes no médio e longo prazo.

Em termos práticos, a escolha entre TikTok e Shorts depende do objetivo de cada estratégia. Se a meta é viralizar um desafio, uma música ou um produto em pouco tempo, o TikTok ainda é o território mais fértil. Se o foco está em construir autoridade, consolidar uma audiência e transformar visualizações em receita, o Shorts se mostra mais eficiente. Muitos criadores, inclusive, já adotam a estratégia de aproveitar conteúdos, publicando o mesmo vídeo em ambas as plataformas, mas adaptando legendas, hashtags e chamadas de ação de acordo com as características de cada público.       Baixar video Instagram

No fim das contas, a disputa não precisa ser encarada como uma escolha exclusiva. TikTok e Shorts podem ser complementares, cada um potencializando um tipo de resultado. O TikTok entrega velocidade e visibilidade, enquanto o YouTube garante consistência e monetização mais estruturada. O segredo está em entender as particularidades de cada espaço e alinhar esses recursos aos objetivos da marca ou do criador. Em um cenário onde a atenção é o bem mais valioso, saber equilibrar essas duas ferramentas pode ser o diferencial entre simplesmente aparecer e, de fato, permanecer relevante.


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Fonte: Izabelly Mendes.

STF não retira proteção do passageiro; direitos continuam válidos, alerta advogada

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Categoria: ARTIGOS
Publicado: 02 de dezembro de 2025
Acessos: 128
 

Especialista afirma que decisão envolvendo companhias aéreas gera suspensões equivocadas e explica o que segue tramitando normalmente.

(Freepik / Gratuito)

A decisão do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), publicada na última quarta-feira (26), provoca dúvidas entre passageiros e consumidores quanto aos seus direitos nos casos de disputas judiciais contra companhias aéreas. Toffoli determinou a suspensão de processos que discutem atrasos ou cancelamentos de voo relacionados exclusivamente a caso fortuito externo, ou seja, situações imprevisíveis e inevitáveis, como condições climáticas severas, falhas de infraestrutura aeroportuária ou determinações de autoridades públicas. Porém, a suspensão não se aplica à totalidade das ações contra companhias aéreas em tramitação no país.

 

De acordo com a advogada Aline Heiderich, especialista em Direito do Passageiro Aéreo e representante do autor do processo que originou o recurso analisado pelo Supremo, continuam tramitando normalmente as ações relacionadas a overbooking, falhas internas, problemas mecânicos, falta de tripulação e cancelamentos injustificados.

 

Também seguem amparadas pelo Código de Defesa do Consumidor e pela Resolução 400 da ANAC as ações que tratam de alterações unilaterais de voo, desorganização operacional, negativa de assistência e outras situações decorrentes da operação regular das companhias aéreas.

“Os direitos do passageiro permanecem absolutamente íntegros nos casos em que a falha decorre da própria empresa. A suspensão atinge apenas os processos que discutem eventos totalmente alheios à operação da companhia”, afirma Heiderich.

 

O que originou o processo?

 

O caso específico que chegou ao STF envolve a Azul Linhas Aéreas, que alegou que uma queimada na região da Floresta Amazônica teria impedido o prosseguimento de um voo que seria realizado no mês de agosto de 2025, do aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, ao aeroporto de Corumbá, no Mato Grosso do Sul. 

 

A justificativa, de acordo com a Dra. Aline Heiderich, não se comprovou. Segundo a advogada, o juiz do Rio de Janeiro entendeu que a empresa não demonstrou tecnicamente que o suposto incêndio inviabilizou a operação e, por isso, manteve a responsabilidade da companhia. Antes do processo chegar ao STF, a Azul tinha sido condenada pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro a indenizar o passageiro em R$ 8 mil por danos morais, além de reembolsar despesas com alimentação. 

 

No processo consta ainda que, ao optar por transportar os passageiros por via terrestre, a empresa deveria ter garantido condições adequadas e seguras, o que, de acordo com o autor da ação, não ocorreu, pois o ônibus fornecido estaria em situação precária, ponto que reforçaria a responsabilidade da companhia mesmo diante de alegações de força maior.

 

Entenda a discussão

 

A advogada explica que o ponto central da discussão jurídica é a distinção entre fortuito externo e fortuito interno. O fortuito externo envolve situações totalmente alheias à atividade da companhia, como tempestades severas, queimadas ou falhas estruturais do aeroporto, e é justamente esse grupo de casos que está temporariamente suspenso, até que o STF defina qual legislação deve prevalecer, se o Código Brasileiro de Aeronáutica, que limita a indenização em algumas hipóteses excepcionais, ou o Código de Defesa do Consumidor, que garante reparação integral.

 

Já o fortuito interno refere-se a problemas que decorrem da própria operação da companhia aérea, como manutenção, troca de aeronave, atrasos por logística interna, ausência de equipe e demais falhas previsíveis ou controláveis. Em todas essas hipóteses, a responsabilidade permanece integral e não há qualquer suspensão determinada pelo STF, segundo a advogada.

 

O que muda com a decisão do STF

 

Aline Heiderich reforça que os passageiros continuam protegidos. Quem enfrentar hoje um cancelamento injustificado, atraso por falha operacional, overbooking ou extravio de bagagem segue plenamente amparado pela legislação. A assistência material também continua obrigatória, mesmo nos casos de fortuito externo, e inclui comunicação, alimentação, hospedagem e reacomodação sempre que necessário. “Nada mudou para o passageiro no dia a dia. Se houve falha da companhia, os direitos seguem exatamente os mesmos. A suspensão não retira nenhuma garantia e não paralisa a maioria das ações que já tramitam”, enfatiza.

 

Processos suspensos, mesmo com admissão das falhas

 

Apesar de a decisão do STF não suspender todos os casos, o efeito imediato já começa a gerar confusão. A advogada Aline Heiderich relata que, apenas na última sexta-feira, 28/11, processos nos estados do Piauí, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, em que as companhias aéreas admitiram as falhas ocorridas na prestação de serviços ao passageiro, foram suspensos de maneira equivocada, e cita genericamente o entendimento do STF sem distinguir entre fortuito externo e problemas operacionais internos.

 

Momento atual

 

Agora, o STF analisará qual regime jurídico deve prevalecer especificamente nos casos excepcionais de fortuito externo. Até lá, todas as demais ações continuam em curso normal. Para a advogada Aline Heiderich, o mais importante é que o consumidor não deixe de exercer seus direitos por receio ou por interpretações equivocadas da decisão. “É essencial que a população compreenda que somente uma pequena parcela dos processos foi suspensa. Todo o restante continua tramitando, e o passageiro permanece totalmente protegido contra abusos e falhas operacionais das companhias aéreas”, finaliza.

 

 

Aline Heiderich Bastos é advogada, empresária, mentora e influenciadora digital. Fundadora do maior escritório de defesa do passageiro aéreo do Brasil, já conquistou vitórias judiciais para mais de 15 mil viajantes. Com mais de 400 mil seguidores no Instagram @dra.consumidor, é reconhecida pela linguagem direta e acessível, que traduz o direito do consumidor de forma simples e sem juridiquês. Seu lema é: “ensinar trem difícil de forma fácil”.

Pós-graduada pela PUC-Rio e com 15 anos de experiência na área, Aline também comanda o escritório Meu Dano Moral, especializado em casos de problemas de consumo, como compras não entregues, cobranças indevidas e interrupções de serviço. Seu time é formado por mais de 50 advogadas, compondo uma equipe 100% feminina. Além da atuação jurídica, Aline é mentora de advogadas que desejam trilhar o mesmo caminho de crescimento e autoridade no direito do consumidor. Já participou de diversos podcasts e programas de televisão, como o Jornal da Record e o Sem Censura (TV Brasil).

Controle de verminoses em equinos promove saúde e bem-estar, contribuindo para o bom desempenho

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Categoria: ARTIGOS
Publicado: 01 de dezembro de 2025
Acessos: 85

Planejamento estratégico e uso criterioso de vermífugos são os pilares do controle eficaz dos parasitas.

 O parasitismo gastrointestinal é um dos desafios mais frequentes do manejo sanitário dos equinos e afeta animais de todas as idades. "Sua prevalência é maior em períodos com maior umidade, temperatura e índice de chuvas. As condições tropicais do Brasil favorecem esse cenário, tornando ainda mais importante a adoção de um manejo estratégico para o controle das verminoses”, destaca o Prof. Dr. Neimar Roncati, referência nacional em clínica médica-veterinária.



“Embora os sinais clínicos sejam observados principalmente em casos de infecção intensa, é importante estar atento a determinados sinais clínicos, como perda de peso, cólicas, fezes pastosas, coceira na região perianal, apatia, atraso no crescimento e queda de performance”, explica o Prof. Dr. Neimar Roncati. O monitoramento periódico é fundamental, principalmente para potros, cavalos mais velhos, doentes e debilitados, já que esses animais são mais vulneráveis a complicações. 

Entre as principais espécies de parasitas gastrointestinais que afetam os equinos estão Habronema spp., responsável por feridas de pele de difícil cicatrização no seu ciclo errático; Parascaris equorum e Strongyloides westeri, que parasitam o intestino delgado e podem causar enterite e atraso no desenvolvimento, além de possuírem ciclo pulmonar; Anoplocephala perfoliata, parasita que pode provocar obstruções e cólicas graves; e Oxyuris equi, espécie geralmente associada à intensa coceira na região perianal, além dos ciatostomíneos, que são muito comuns no mundo inteiro.

Somando-se à variedade de vermes que podem afetar a saúde dos animais, a resistência parasitária é outro desafio imposto por esses parasitas.  O uso sem controle de vermífugos é o principal fator contribuinte para o desenvolvimento da resistência, tornando tratamentos menos eficientes. “Atualmente, a abordagem mais assertiva envolve um levantamento epidemiológico e a realização de exames de OPG (ovos por grama de fezes) para identificar cargas parasitárias e determinar quais indivíduos necessitam de tratamento, pois, para evitar o desenvolvimento de resistência pelos parasitas, o procedimento mais indicado é fazer o controle sem o intuito de zerar a população de vermes”, comenta o Prof. Dr. Roncati.

O combate aos parasitas deve considerar sempre a faixa etária dos animais, pois, quanto mais jovens os potros, por conta de seu sistema imunológico imaturo e comportamento de coprofagia, mais fácil eles se contaminam. Um bom controle deve iniciar-se nas éguas prenhes ao final de gestação e nos neonatos a partir do segundo mês de vida, quando o parasitismo já pode causar doenças graves. Já potros desmamados e animais adultos devem ser monitorados, com exames regulares, e o tratamento aplicado somente quando a carga parasitária estiver acima da média, respeitando a saúde imunológica e evitando o uso desnecessário de vermífugos.

IA criando influenciadores do zero: a nova fronteira do marketing digital

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Categoria: ARTIGOS
Publicado: 01 de dezembro de 2025
Acessos: 78

Nos últimos anos, a inteligência artificial deixou de ser apenas uma ferramenta de apoio para se tornar protagonista na criação de conteúdos digitais. Uma das transformações mais intrigantes é a capacidade da IA de criar influenciadores do zero — personalidades digitais que não existem no mundo físico, mas que conquistam seguidores, firmam parcerias comerciais e movimentam milhões em publicidade online.

O nascimento de influenciadores virtuais

A ideia de personagens digitais não é nova: mascotes, avatares e figuras animadas sempre tiveram espaço no entretenimento. Porém, com os avanços da IA em geração de imagens 3D, vídeos ultrarrealistas e processamento de linguagem natural, a linha entre o humano e o virtual praticamente desapareceu. Hoje, é possível desenvolver um “influenciador” com aparência realista, voz personalizada e estilo de comunicação único, capaz de interagir com o público em tempo real.

Plataformas como Instagram, TikTok e YouTube já abrigam personalidades criadas 100% por IA, que acumulam milhões de seguidores. O segredo está na combinação de algoritmos de criação de imagem, inteligência conversacional e análise de tendências para moldar esses avatares de acordo com as expectativas do público.

A lógica de mercado

As marcas perceberam que os influenciadores virtuais oferecem vantagens competitivas: não atrasam gravações, não sofrem crises de reputação inesperadas e podem ser moldados sob demanda. Uma empresa de moda, por exemplo, pode lançar um influenciador que representa perfeitamente seu público-alvo, adaptando seu estilo, sua narrativa e até mesmo suas opiniões.

Além disso, os custos podem ser mais previsíveis. Enquanto um influenciador humano pode exigir contratos milionários, um avatar virtual pertence à marca ou agência que o criou, funcionando como um ativo digital de longo prazo.

O impacto na relação com o público

O público jovem, já acostumado a consumir conteúdos digitais imersivos, aceita com naturalidade essa nova forma de influência. Muitos sequer distinguem se estão interagindo com uma pessoa real ou um personagem digital, e alguns preferem justamente a perfeição dos influenciadores virtuais.

No entanto, essa tendência levanta questões éticas: até que ponto é transparente usar uma personalidade criada por algoritmos sem deixar claro que ela não é humana? Existe o risco de manipulação quando avatares virtuais expressam opiniões, sugerem produtos ou participam de debates sociais?

O futuro dos influenciadores digitais

A previsão é que, nos próximos anos, veremos cada vez mais híbridos: humanos que dividem espaço com suas versões virtuais, influenciadores geridos por IA mas com supervisão humana, e personagens totalmente fictícios dominando nichos específicos. O cenário aponta para uma coexistência entre o humano e o artificial, em que a criatividade e a tecnologia se unem para moldar novas formas de comunicação.Baixar video Instagram

Mais do que uma curiosidade, os influenciadores criados por IA representam uma revolução silenciosa no marketing digital. Eles são a prova de que a influência, antes limitada à figura humana, agora se expande para um território onde algoritmos, dados e imaginação ditam as regras do jogo.


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Fonte: Izabelly Mendes.

Algoritmos: heróis ou vilões do marketing moderno?

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Categoria: ARTIGOS
Publicado: 28 de novembro de 2025
Acessos: 109

No universo do marketing digital, os algoritmos são frequentemente retratados como personagens ambíguos: ora vistos como aliados indispensáveis, ora como inimigos implacáveis que controlam o alcance e o sucesso das estratégias online. Essa dualidade desperta debates acalorados entre profissionais da área, já que compreender o papel dessas engrenagens invisíveis é essencial para prosperar em um cenário altamente competitivo.

O lado “herói” dos algoritmos

De um ponto de vista otimista, os algoritmos funcionam como grandes aliados. Plataformas como Google, Instagram, TikTok e YouTube utilizam sistemas complexos para organizar um oceano de informações e entregar ao usuário exatamente o que ele deseja — muitas vezes antes mesmo que ele perceba sua própria necessidade. Para o marketing, isso significa eficiência: campanhas de anúncios podem ser direcionadas com precisão cirúrgica, atingindo públicos segmentados por idade, localização, interesses e comportamento de consumo.

Além disso, os algoritmos democratizaram a comunicação. Pequenas empresas e criadores independentes podem competir em pé de igualdade com grandes marcas, desde que saibam otimizar conteúdos e alinhar suas estratégias com as regras invisíveis que regem cada plataforma. Um vídeo viral ou um anúncio bem estruturado pode gerar resultados milionários sem exigir orçamentos astronômicos.

O lado “vilão” dos algoritmos

Por outro lado, a dependência excessiva dos algoritmos transforma esses mesmos sistemas em vilões. As constantes mudanças nas regras de distribuição de conteúdo geram insegurança: o que funcionava ontem pode ser penalizado amanhã. O chamado “fim do alcance orgânico” é um exemplo claro de como o jogo pode se tornar injusto. Criadores que antes atingiam milhares de seguidores gratuitamente hoje precisam investir em mídia paga para manter sua relevância.

Outra crítica recorrente é a opacidade. As plataformas raramente revelam em detalhes como seus algoritmos funcionam, criando uma relação de dependência onde marcas e influenciadores se veem obrigados a seguir tendências ditadas por uma caixa-preta. Isso levanta questionamentos éticos: até que ponto os algoritmos moldam comportamentos e decisões de consumo sem que os usuários tenham consciência?

O impacto humano e emocional

Os algoritmos também interferem no aspecto psicológico do marketing. Criadores e profissionais ficam reféns de métricas como curtidas, engajamento e visualizações, muitas vezes sacrificando autenticidade em nome da performance. A busca incessante por “agradar ao algoritmo” pode levar a conteúdos superficiais e repetitivos, enfraquecendo a originalidade e a conexão real com o público.

Equilíbrio: a chave do jogo

Diante dessa dualidade, a resposta não está em demonizar nem glorificar os algoritmos, mas em aprender a utilizá-los estrategicamente. O verdadeiro diferencial competitivo não é lutar contra o sistema, mas compreendê-lo, adaptando-se com inteligência às mudanças e, principalmente, construindo uma base sólida de relacionamento com o público. Marcas que apostam em autenticidade, criatividade e propósito conseguem se destacar, mesmo em meio a regras que parecem intransponíveis.       Baixar video Instagram

Conclusão

Os algoritmos são, ao mesmo tempo, heróis e vilões do marketing moderno. Eles potencializam resultados e conectam marcas a consumidores de forma inovadora, mas também criam barreiras e dependências que desafiam a autonomia dos criadores. O segredo está em não enxergá-los como inimigos, mas como ferramentas que, bem compreendidas, podem se transformar em grandes aliados. Afinal, no tabuleiro do marketing digital, quem domina as regras invisíveis do jogo tem muito mais chances de vencer.


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Fonte: Izabelly Mendes.

O TikTok está viciando uma geração inteira?

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Categoria: ARTIGOS
Publicado: 26 de novembro de 2025
Acessos: 114

Nos últimos anos, o TikTok deixou de ser apenas uma rede social de entretenimento para se tornar um fenômeno cultural global. O aplicativo, com seus vídeos curtos, rápidos e envolventes, conquistou milhões de jovens ao redor do mundo e, segundo especialistas, pode estar criando um padrão de consumo digital que desperta cada vez mais preocupações. A questão que surge é inevitável: o TikTok estaria viciando uma geração inteira?

O funcionamento da plataforma é desenhado para prender a atenção do usuário pelo máximo de tempo possível. O algoritmo, extremamente sofisticado, aprende em segundos quais conteúdos mais agradam e cria um fluxo interminável de vídeos sob medida. Essa personalização constante ativa o sistema de recompensa do cérebro, liberando dopamina a cada novo clique, deslize ou descoberta de algo que gera prazer imediato. Diferente de outras redes sociais, em que a interação depende de amigos ou seguidores, o TikTok oferece estímulos contínuos, mesmo para quem não produz nada, tornando o consumo passivo extremamente viciante.

Essa lógica de funcionamento é comparada por psicólogos à de máquinas caça-níqueis. O usuário nunca sabe qual será o próximo vídeo, e essa imprevisibilidade cria uma sensação de expectativa que o faz rolar a tela indefinidamente. Para os jovens, que estão em fase de desenvolvimento cognitivo e emocional, esse excesso de estímulo pode ter efeitos ainda mais intensos, já que o autocontrole e a noção de limite ainda estão em formação.

O impacto vai além do tempo de tela. Muitos adolescentes relatam dificuldade de concentração em atividades mais longas, como estudar, ler livros ou até mesmo assistir filmes. O cérebro, acostumado a estímulos curtos e imediatos, começa a rejeitar conteúdos que exigem paciência e foco. Há também a questão da autoestima: a comparação constante com criadores de conteúdo que exibem vidas idealizadas, corpos padronizados e rotinas aparentemente perfeitas pode gerar insegurança, ansiedade e até quadros depressivos.

Apesar disso, seria injusto demonizar totalmente o TikTok. A plataforma também abriu espaço para a criatividade, deu voz a comunidades antes invisíveis e permitiu que jovens explorem talentos e interesses. Muitos aprenderam novas habilidades, encontraram apoio em grupos de afinidade e até transformaram o uso do aplicativo em oportunidades de renda. O problema, portanto, não está necessariamente no TikTok em si, mas no uso desenfreado e sem limites.                      Baixar video Instagram

Especialistas defendem que pais e educadores devem estar atentos ao tempo gasto no aplicativo, incentivando pausas, atividades offline e um consumo mais consciente. Além disso, é fundamental que os próprios jovens desenvolvam senso crítico para perceber quando o entretenimento ultrapassa a linha e se torna dependência. Regular o uso não significa eliminar, mas sim equilibrar, de modo que o aplicativo continue sendo uma ferramenta de diversão e aprendizado, sem comprometer a saúde mental.

No fim, a pergunta não é apenas se o TikTok está viciando uma geração, mas como essa geração vai aprender a lidar com um mundo onde a atenção é a moeda mais valiosa. A resposta depende tanto das plataformas, que poderiam adotar medidas de uso mais saudável, quanto dos usuários, que precisam desenvolver novas formas de autocontrole em meio a um cenário digital cada vez mais intenso. O desafio está lançado: encontrar o equilíbrio entre o prazer imediato da tela e a vida que acontece fora dela.


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Fonte: Izabelly Mendes.

Sofrer Não É Crime: O Perigo de Diagnosticar a Vida

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Categoria: ARTIGOS
Publicado: 22 de novembro de 2025
Acessos: 159

Não há dúvidas que estamos vivendo uma era cujos transtornos mentais, neuroses ou adoecimento mental só aumentam, evidenciando o sofrimento humano frente aos desafios. Estamos falando mais sobre terapia, cuidados pessoais e saúde mental, porém esse movimento ainda é muito tímido e carregado por desconfianças.

 

 Além disso, não podemos fechar os olhos para o consumo excessivo de medicamentos controlados para tratar as dores emocionais, seja por adultos e até por crianças. Ou seja, tudo isso aponta para uma triste tendência real e cada vez mais escancarada, nos dias atuais: a patologização do viver.

 

 As emoções e os sentimentos, naturais a todo ser humano, passam a ser considerados distúrbios ou transtornos disfuncionais. O “Sofrer” passa a ser um crime, uma negação. Quando na verdade, sofrer faz parte do curso natural da vida. Precisamos dos desafios e das dificuldades para impulsionar as metas e nosso autoconhecimento.

 

Lidar com a dor é um desafio de todos. Por isso, é fundamental encarar o sofrimento como um aspecto natural da vida. Claro que, alguns vão ter maior facilidade para vivenciar uma dor, seja ela qual for. Enquanto outros, terão um pouco mais de dificuldade. Afinal, nossas experiências de vida, ditam e muito, nossa capacidade de tolerância.

 

 Saber como olhar para essa dor e acolhe-la, é a chave para o equilíbrio físico e mental. Já que, sofrimento não é sinônimo de doença. Rotular sentimentos e emoções sem o cuidado necessário, é uma grande armadilha. Motivo pelo qual, a terapia é imprescindível no processo de cura, pois permite e promove a escuta ativa, o acolhimento da dor e a expressão genuína dos sentimentos.

 

Esse desvio comportamental e de pensamento, contribui para reduzir a normalização de emoções legítimas, como: tristeza, alegria, raiva, dor, angústia, cansaço, entre outros. Com isso, a busca por cuidados paliativos também reflete uma elevação no consumo de medicamentos especiais que, em muitos casos, suscita impactos expressivos, como a dependência, sem indicação adequada e complementação terapêutica.

 

Além disso, muitos remédios estão se tornando ícones de uma sociedade psiquicamente doente. São milhões de caixas de remédio consumidas para dormir, acordar, emagrecer, sorrir e ficar feliz, diminuir a ansiedade, melhorar o humor, aumentar a libido, dentre outros objetivos.

 

E o mais assustador dos dados: o número de crianças e jovens fazendo uso regular e contínuo de medicações psiquiátricas, triplicou nos últimos dois anos. No entanto, o objetivo não é colocar os medicamentos como vilões. Pelo contrário, eles são muito importantes no sucesso do combate às doenças. O problema é o excesso e a automedicação.

 

Portanto, a conclusão é que falta leveza e resiliência para encarar os desafios cotidianos. Nossos limites precisam ser respeitados, assim como as nossas falhas, fraquezas devem ser reconhecidas.

 

É preciso encarar de frente os sentimentos e emoções, antes de lançar mão de rótulos de diagnósticos diversos, como resposta à dor. Além disso, não podemos esquecer que a mente reflete no corpo tudo aquilo que não está bem elaborado.

 

O corpo serve como um alerta às dores psíquicas que podem ser trabalhadas, através do autoconhecimento e de um olhar mais acolhedor para identificar gatilhos. Enfim, esse é o caminho correto para evitar o aprisionamento mental e físico que dopa, rotula e limita as relações sociais e as rotinas diárias.           

 

     Dra. Andréa Ladislau / Psicanalista

O vício em validação social e sua exploração comercial

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Categoria: ARTIGOS
Publicado: 21 de novembro de 2025
Acessos: 136

Na sociedade hiperconectada em que vivemos, a busca por validação social tornou-se um dos motores centrais da interação humana no ambiente digital. Curtidas, comentários, compartilhamentos e seguidores funcionam como pequenas doses de aprovação que alimentam o ego e, ao mesmo tempo, criam um ciclo de dependência psicológica. Esse fenômeno não acontece por acaso: as plataformas digitais foram projetadas justamente para manter o usuário engajado, explorando mecanismos de recompensa que o cérebro interpreta de forma semelhante ao prazer proporcionado por jogos de azar ou até substâncias químicas. O resultado é um vício silencioso, difícil de perceber no dia a dia, mas capaz de moldar comportamentos e relações de forma profunda.

O aspecto mais delicado dessa questão é como empresas de tecnologia, marcas e até influenciadores exploram essa necessidade por reconhecimento. As redes sociais foram arquitetadas em torno da economia da atenção: quanto mais tempo o usuário permanecer conectado, maior a coleta de dados, a exposição a anúncios e, consequentemente, o lucro. Por isso, elementos como notificações constantes, algoritmos que destacam conteúdos virais e métricas públicas de popularidade são intencionalmente utilizados para estimular a sensação de pertencimento e, ao mesmo tempo, o medo de exclusão. Não se trata apenas de oferecer um espaço de convivência, mas de criar ambientes digitais que induzem a comparação constante e a busca incessante por aprovação.

Do ponto de vista comercial, essa dinâmica é um prato cheio. O vício em validação social abre caminho para a exploração da vulnerabilidade humana como estratégia de marketing. Marcas utilizam o gatilho da prova social para convencer consumidores de que determinado produto é mais desejado ou necessário apenas porque “todos estão comprando”. Influenciadores digitais, por sua vez, reforçam essa lógica ao exibir estilos de vida idealizados, nos quais a aceitação social parece estar diretamente ligada ao consumo de certos bens e serviços. Essa engrenagem cria um círculo vicioso: o usuário consome para ser aceito, e a aceitação gera novos estímulos para consumir.

O impacto psicológico também é relevante. Estudos já apontam que a dependência por validação digital pode provocar ansiedade, baixa autoestima, dificuldade de concentração e até depressão. Pessoas passam a medir seu valor pessoal pela quantidade de interações recebidas, esquecendo que esses números não traduzem necessariamente afeto ou reconhecimento genuíno. Nesse contexto, a autenticidade acaba sendo sacrificada em nome da performance: muitos produzem conteúdos não para expressar quem são, mas para atender às expectativas da audiência e do algoritmo.

É importante ressaltar que a validação social não é, por si só, um problema. O ser humano é naturalmente um ser social e precisa de pertencimento. O que se torna nocivo é a forma como esse desejo legítimo é manipulado e transformado em produto. Ao colocar a lógica de mercado acima das necessidades emocionais, cria-se uma realidade artificial em que o valor das pessoas é medido por métricas frias, e não por relações autênticas.

Portanto, discutir o vício em validação social é também debater os limites éticos da exploração comercial desse fenômeno. Empresas têm responsabilidade sobre as ferramentas que criam e como elas afetam a saúde mental coletiva. Ao mesmo tempo, os usuários precisam desenvolver consciência crítica e estratégias de autocontrole para não se tornarem reféns de um sistema que lucra com sua vulnerabilidade emocional. Desconectar-se em alguns momentos, buscar interações reais e lembrar-se de que o valor pessoal vai além de curtidas são passos fundamentais para quebrar esse ciclo.  Baixar video Instagram

No fim das contas, o vício em validação social revela mais sobre nossa necessidade humana de ser visto e aceito do que sobre a tecnologia em si. O problema surge quando essa necessidade é transformada em moeda de troca dentro de um mercado que sabe exatamente como explorá-la. O desafio, daqui em diante, é equilibrar a potência de conexão das redes com o cuidado à saúde mental, garantindo que a busca por pertencimento não seja sequestrada pelo consumo.


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Fonte: Izabelly Mendes.

Novembro Roxo: Especialistas reforçam a importância de terapias nutricionais para o desenvolvimento saudável do bebê prematuro

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Categoria: ARTIGOS
Publicado: 20 de novembro de 2025
Acessos: 132

Cuidados nutricionais nos primeiros dias de vida, ainda no hospital, são fundamentais para reduzir complicações e favorecer o crescimento adequado
 

Novembro marca o mês internacional de sensibilização para a prematuridade, condição que afeta mais de 300 mil bebês por ano no Brasil, de acordo com o Ministério da Saúde[1], e é considerada um dos principais fatores de risco para diversas condições de saúde a longo prazo. Nesse sentido, os cuidados nutricionais nas primeiras horas e dias de vida dos recém-nascidos desempenham papel fundamental não só no desenvolvimento após o nascimento, mas também como uma forma de prevenção para o futuro.
 

O tema da campanha este ano é “Garanta aos prematuros começos saudáveis para futuros brilhantes”, que busca enfatizar que atitudes simples podem salvar vidas. São considerados prematuros os bebês que nascem antes de 37 semanas de gestação[2]. Por terem menos tempo de crescimento intrauterino e, consequentemente, um amadurecimento incompleto de órgãos e sistemas, eles demandam atenção especializada e suporte nutricional adequado para garantir o crescimento e a recuperação.
 

“O recém-nascido prematuro perde, de forma abrupta, o aporte contínuo de nutrientes que receberia pela placenta. Repor essa nutrição de maneira segura e precisa é essencial para garantir o crescimento e o desenvolvimento cerebral e imunológico do bebê”, explica o Dr. Rubens Feferbaum, pediatra e professor na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.
 

De acordo com o médico, o leite materno segue como a principal e mais completa fonte de nutrição. Ele é capaz de entregar todos os nutrientes necessários ao crescimento, proteger o bebê contra infecções e contribuir para a maturação do sistema digestivo. “Sempre que possível, o uso do leite da própria mãe deve ser priorizado, inclusive em ambiente de UTI neonatal. O leite produzido nos primeiros dias após o parto, tem papel fundamental na imunidade e na formação da microbiota intestinal. Nos casos em que o aleitamento direto não é possível, o leite pode ser oferecido por via enteral, ou seja, administrado por uma sonda, diretamente ao estômago do bebê. Essa estratégia permite iniciar a nutrição precoce, mesmo em prematuros de baixo peso ou em ventilação mecânica”, explica ele.
 

Entretanto, em algumas situações clínicas, como quando o trato gastrointestinal do bebê ainda não está completamente desenvolvido, pode ser necessário iniciar o suporte por nutrição parenteral, ou seja, a administração de nutrientes diretamente na corrente sanguínea. Essa abordagem assegura o fornecimento imediato e equilibrado de proteínas, carboidratos, lipídios, vitaminas e minerais, fundamentais para manter o crescimento adequado.
 

“A nutrição parenteral é recurso vital para recém-nascidos extremamente prematuros. Ela permite que o bebê receba todos os nutrientes necessários enquanto seu sistema digestivo amadurece, favorecendo uma transição segura e gradual para a alimentação enteral”, explica o Dr. Mário Cícero Falcão, Doutor em Pediatria pela Faculdade de Medicina da USP e membro do Departamento de Nutrologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo.
 

Segundo os especialistas, o avanço das formulações parenterais, que hoje reúnem proteínas, carboidratos, lipídios, vitaminas e eletrólitos em soluções completas e prontas para administração hospitalar, tem contribuído para maior precisão, segurança e praticidade no cuidado nutricional neonatal. “Essas soluções possibilitam ajustar o aporte nutricional de forma individualizada, reduzindo riscos de contaminação e garantindo estabilidade dos nutrientes durante todo o tratamento”, complementa Dr. Mario.
 

O manejo nutricional em prematuros deve ser individualizado e dinâmico com ajustes frequentes conforme a evolução clínica e o peso do bebê. “Cada grama conquistada representa um avanço. Por isso, o acompanhamento constante por uma equipe multiprofissional é essencial para evitar o déficit de crescimento e promover o desenvolvimento pleno”, finaliza o Dr. Rubens.
 

A nutrição nos primeiros dias de vida é uma das bases da neonatologia moderna, impactando diretamente a sobrevivência e a qualidade de vida desses bebês. Mais do que promover ganho de peso, a terapia nutricional é um investimento no futuro, capaz de reduzir complicações, melhorar a imunidade e apoiar o desenvolvimento cognitivo a longo prazo.


Referências:
[1] Ministério da Saúde. 17/11 - Dia Mundial da Prematuridade. Separação Zero Aja agora! Mantenha Pais e Bebês prematuros juntos. Disponível em: Link. Acesso em 06 de novembro de 2025

[2] World Health Organization (2023). Preterm birth. Preterm Birth. Disponível em: Link Acesso em 06 de novembro de 2025.

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