Com a chegada dos meses mais quentes e chuvosos, o risco de transmissão da dengue aumenta significativamente. Segundo dados do Ministério da Saúde, mais de 70% dos casos da doença no Brasil ocorrem entre janeiro e abril, período de maior proliferação do mosquito Aedes aegypti. Diante desse cenário, o Mário Palmério Hospital Universitário (MPHU) reforça a importância da informação e da prevenção.

 

De acordo com o infectologista do MPHU, Frederico Zago, os primeiros sintomas da dengue costumam surgir de forma súbita e incluem febre alta, dor no corpo, dor atrás dos olhos, dor de cabeça, cansaço extremo e, em alguns casos, manchas vermelhas na pele.

 

“A principal diferença em relação a uma gripe comum é a intensidade das dores no corpo e a presença da febre alta persistente. Na dengue, o paciente costuma sentir dores articulares importantes”, explica o especialista.

 

O médico alerta que alguns sinais indicam a necessidade de atendimento médico imediato, como dor abdominal intensa e contínua, vômitos persistentes, sangramentos pelo nariz ou gengiva, tontura, fraqueza extrema e dificuldade para ingerir líquidos. Esses sintomas podem indicar evolução para formas mais graves da doença.

 

Durante o tratamento, o infectologista destaca que a pessoa com dengue deve priorizar repouso e hidratação constante, ingerindo bastante água, soro ou água de coco.

 

“É fundamental não usar medicamentos à base de ácido acetilsalicílico, como aspirina, ou antiinflamatórios, pois aumentam o risco de sangramentos. Sempre seguir as orientações médicas. A automedicação pode agravar o quadro”, orienta.

 

A prevenção continua sendo a principal estratégia de combate à dengue. Entre as medidas mais eficazes estão eliminar recipientes que acumulam água parada, manter caixas d’água bem vedadas, limpar calhas, ralos e bandejas de ar-condicionado, além do uso de repelentes e telas em portas e janelas.

 

“Mais de 80% dos focos do mosquito estão dentro das residências. Pequenas atitudes no dia a dia fazem uma enorme diferença na redução dos casos”, finaliza Frederico.

 

O MPHU orienta que, ao apresentar sintomas suspeitos, a população procure atendimento médico e evite a automedicação, contribuindo para o diagnóstico precoce, tratamento adequado e redução de complicações da doença.

 

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