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Gilson da Autoescola se pronunciou nas redes sociais após atos de vandalismo. Parlamentar disse que esperava um protesto 'pacífico'

 

Gilson da Autoescola (Cidadania), vereador de Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, participou dos atos de bolsonaristas extremistas no Congresso Nacional, em Brasília, nesse domingo (8/1). Os atos terroristas levaram ao roubo de armas, danos ao patrimônio público e depredação das sedes do governo federal.

 
Gilson da Autoescola, do partido Cidadania, vereador de Betim, esteve presente na invasão do Congresso Nacional(foto: Reprodução/Redes Sociais)

Embora presente no ato antidemocrático, Gilson usou as redes sociais para repudiar o vandalismo que ocorreu em Brasília. Na tarde de ontem, o parlamentar publicou um vídeo em suas redes sociais com a sua família no Congresso Nacional.

Após a invasão ao Palácio do Planalto e ao Supremo Tribunal Federal (STF), o vereador excluiu a publicação.

Com a repercussão, Gilson foi às redes sociais para se posicionar sobre a sua participação. O parlamentar alegou que tinha expectativa de "participar de um ato pacífico e democrático" e legitimou as manifestações, desde que não houvesse violência.


"Quero externar minha indignação com os atos de violência e depredação ocorridos em Brasília no dia de hoje. Saí da minha casa na companhia dos meus dois filhos na expectativa de participar de um ato pacífico e democratico. Mas nada disso aconteceu. Não aprovo e nem participo de nenhuma atitude contra a democracia. O protesto é legitimo e democrático, quebradeira e violência não. Viva a democracia! Viva a liberdade! Viva o Brasil!", declarou Gilson.

 

Atos antidemocráticos

 
Apesar de Gilson alegar que as manifestações eram democráticas, antes dos atos de vandalismo acontecerem, os bolsonaristas invadiram o Congresso se manifestando contra a vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições de outubro. 


Desde o fim das eleições presidenciais, em 30 de outubro, apoiadores extremistas protestam contra o resultado das urnas e demandam intervenção militar em todo o país.


No ato terrorista, partes do patrimônio público - como mesas, cadeiras e armários - foram depredadas pelos extremistas. Dentro do STF, arrancaram a porta do gabinete do ministro Alexandre de Moraes, principal desafeto dos bolsonaristas.

De acordo com o ministro da Justiça, Flávio Dino, ao menos 200 terroristas já foram presos.

Com a invasão ao Congresso, Lula decretou a intervenção federal na segurança do Distrito Federal (DF). Ricardo Garcia Capelli, atual secretário-executivo do Ministério da Justiça, será o interventor no DF. A intervenção será feita no âmbito da segurança pública até o dia 31 de janeiro.

Em meio a críticas da falta de medidas por parte do governador do DF, Ibaneis Rocha (MDB), para conter os manifestantes, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o afastamento do governador por 90 dias.


UAI

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